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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31 de dezembro – Salmo 118




“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Na expectativa de virar mais uma página da história de nossa vida e da nossa trajetória humana neste mundo e na sociedade de que participamos, alguma coisa se alvoroça e se agita dentro de nós.  Isso porque costumamos dividir o tempo, dando significação maior ou menor a uns e a outros dias, de acordo com aquilo que eles representam para nós, e na medida das emoções que eles nos apresentam. São todos iguais, mas alguns significam mais que outros.
Portanto, hoje, mais que em qualquer outro momento, temos razões de sobra para acatar a recomendação do saltério, conforme o salmo 118, verso 24: “Regozijemo-nos e alegremo-nos nele”, ou seja, agradeçamos. O simples fato de estarmos vivendo essas emoções de mais um 31 de dezembro é motivo para ação de graças, gesto recomendado e expresso no versículo já referido. Aqui estamos.
Sim, 365 dias se passaram: embates, sofrimentos, dores, lágrimas, enfermidades, luto, dúvidas, incertezas, contrariedades, decepções, fracassos, perdas materiais, físicas, morais, lembranças, medo, temores, ingratidão.  E tudo isso, enfim, ficou para trás, e nós sobrevivemos e estamos de pé.  Vivos estamos, não apenas no sentido de que continuamos existindo entre os mortais, mas no sentido de que, embora tomando consciência de tudo que nos cercou e nos atingiu duramente, permanecemos com razoável e boa disposição.
Essa constatação concede-nos um sabor de triunfo, de êxito e supremacia, pois aí exatamente se configura a alvissareira realidade: Eu vou, com todas as minhas limitações, adentrar o ano de 2.014. Posso adoecer amanhã e vir a perecer. Mas a minha alegria, onde se fundamenta o meu hino de vitória, e o motivo do regozijo, aqui está: apesar dos revezes, as minhas forças não foram minadas, não se extinguiram os recursos de ordem espiritual, psicológica e moral para meu sustento, não se esvaiu a minha modesta, mas determinada capacidade de resistência. Também não me desesperei, não fiquei parado no meio do caminho, não recuei e muito menos renunciei à luta.
Enfim, irmãos, resistimos. E isso é importante. Pela graça divina fomos mantidos na posição de testemunhas da fé que um dia foi entregue aos santos, como Deus quer, porque para isso nos chamou.
Agora prosseguimos, sabendo que Deus não tem prometido céu sempre azul, flores espalhadas pelo caminho de nossa vida, sol sem chuva, alegria sem tristeza, paz sem dor. Mas Ele tem prometido força para o dia, descanso para o trabalhador, luz para o caminho, graça para a provação, ajuda para os caídos, infalível simpatia e imortal amor.
                                               Rev. Ephrain


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pornografia


Consumir pornografia é mais comum do que pensamos pelos que se declaram evangélicos. Enquanto que muitos já cauterizaram a consciência com argumentações a favor de consumir pornografia, outros ainda estão lutando para se livrar dela. Ninguém nunca me entrevistou sobre este assunto, mas imagino que uma entrevista seria mais ou menos assim:
1) Pode definir o que é pornografia?
Pornografia é aquilo tipo de coisa que é difícil de definir, mas que todo mundo reconhece na hora que vê. É a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitação sexual por qualquer tipo de mídia. Geralmente trata os seres humanos como coisas e as mulheres, em particular, como objetos sexuais.
2) Por que as igrejas não falam mais deste assunto, já que certamente existem muitos membros viciados em pornografia?
Diversas razões. O assunto é considerado como melindroso de ser tratado em público. Além disto, alguns líderes receiam despertar o interesse das pessoas pela pornografia se começarem a falar sobre ela. Mais importante, pode ser que a própria liderança de algumas igrejas não se sinta autorizada a falar contra isto pelo fato de estarem, eles mesmos, lutando contra a adição à pornografia. Mas, é dever da Igreja orientar seus membros quanto ao ensino bíblico da sexualidade. Uma abordagem honesta, firme e bíblica instruirá a comunidade sem despertar curiosidades indevidas.
3) É lícito a casais cristãos usarem material erótico em busca de maior enriquecimento das relações sexuais dentro do casamento?
Acredito que não. O casamento não transforma o quarto de casal em quarto de motel. O que Jesus falou sobre a pureza das intenções no olhar para uma mulher (Mt 5.28 ) e o que Paulo nos ensinou sobre ocupar a mente com coisas aprovadas por Deus (Fp 4.8 ) continuam valendo para quem é casado. O fato de que o casal concorda em ver pornografia juntos não diminui em nada o peso destes ensinos. Casais cristãos que querem melhoria na vida sexual, podem utilizar livros sobre a sexualidade escritos da perspectiva bíblica, que ajudam a enriquecer a intimidade marital e melhorar a técnica sexual no casamento, sem incorrer em adultério e nos riscos envolvidos no uso de material pornográfico.
4) Mas, e fantasiar durante as relações sexuais com o marido ou a esposa, trazendo à mente imagens de relações sexuais? Seria errado também?
Sim, conforme resposta dada à pergunta anterior. É uma violação de Mateus 5.28 e de Filipenses 4.8.
5) Por que cristãos, que sabem que a pornografia é danosa e pecaminosa, se aventuram ainda a visitar sites pornográficos na Internet?
Eu poderia mencionar alguns aspectos da pornografia que a tornam atraente, como ser acessível, grátis e anônima. A razão primordial, porém, é a degradação do coração humano. Tal corrupção permanece no cristão e o inclina a todo mal. Conforme ensina o Senhor Jesus, “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, … os adultérios … as malícias … a lascívia…” (Mc 7.22-23). Ensina ainda o apóstolo Paulo: “as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia…” (Gl 5.19). Portanto, a libertação tem que levar em conta que o problema é espiritual.
6) Se uma pessoa casada está tendo problemas com pornografia, deveria confessar ao cônjuge?
Teoricamente, sim. No processo de vencer este hábito pecaminoso é importante ter alguém – de preferência o cônjuge – a quem prestar contas dos seus atos e pedir orações e apoio. Além disto, consumir pornografia é pecado contra o cônjuge, pois se constitui em adultério. Biblicamente, deveríamos confessar ao cônjuge e pedir-lhe perdão, além de seu apoio e ajuda para vencer o hábito. Todavia, em certos casos, pode ser que o cônjuge não esteja preparado para tomar conhecimento destes fatos. Será preciso ajuda de um conselheiro capaz e experiente, para ajudar no processo.
7) É lícito ao cristão ver imagens de nudez apenas para apreciá-las como arte?
Devido ao fato que somos seres sexuados, é praticamente impossível se expor à nudez sem que haja despertamento sexual, fantasias, desejos, impulsos e intenções. Isto é agravado pela presença da natureza pecaminosa no cristão, tornando-se praticamente impossível para um homem apreciar a nudez feminina sem o despertamento da lascívia e intenções sexuais. Além disto, a indústria pornográfica produz imagens de mulheres e homens nus, não para serem apreciados como arte, mas para provocarem a excitação sexual e a masturbação. Por fim, ao cobrir a nudez de Adão e Eva (Gn 3.21), Deus já indicou que a nudez deve ser velada e desfrutada apenas no ambiente de casamento.
8 ) A masturbação é errada?
Este hábito está profundamente ligado à pornografia. A masturbação é errada porque envolve o uso de imagens mentais eróticas e fantasias sexuais, violando Mateus 5.28. Dificilmente alguém se masturbaria pensando nas cataratas do Niágara…
9) Já que a pornografia é legal no Brasil, por que um cristão, que também é cidadão brasileiro, não pode consumi-la?
O motivo é que o cristão se rege primeiramente pela Palavra de Deus. Ainda que no Brasil seja legal a publicação, veiculação e consumo de material pornográfico, contudo as Escrituras condenam a prostituição, a perversão sexual, o adultério, a sodomia, o lesbianismo, e outras práticas sexuais que são objeto da pornografia.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Preparando a Próxima Geração de Adoradores



Quero aqui chamar a sua atenção para refletir sobre a sua principal tarefa na criação de filhos.

Sua principal tarefa como pai (e mãe), não é a de fazer seu filho ter sucesso profissional, ficar rico, ser um líder no trabalho, nem mesmo entregar à Sociedade um “cidadão de bem”, como ouvimos as pessoas dizerem por aí. O seu principal papel no que diz respeito à criação dos seus filhos é prepara-los para serem verdadeiros adoradores do Senhor Deus.

A Bíblia diz que: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Sl 127.3). Em lugar algum a Bíblia diz que os filhos são empecilhos para nós, ou um problema. Ela diz que eles são “herança do SENHOR”, e são “galardão” de Deus para nós, ou seja, benção de Deus. É claro que filhos que não foram criados com os princípios da Palavra, ou que decidiram desobedecer a esses princípios santos trarão para si e para os seus pais profundos desgostos: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).

A seguir quero dar-lhe dois  conselhos bem práticos sobre como preparar o seu filho desde bem cedo para ser um verdadeiro adorador do SENHOR Deus.

Primeiro conselho: Confie totalmente em Deus e em Sua Palavra.

Criar e educar filhos é uma tarefa que Deus exige de nós o máximo de empenho em obedecer à Sua Palavra. É muito comum vermos pais, especialmente os de “primeira viagem” lerem tudo o que se publica sobre criação de filhos, mas, são bem poucos os que buscam na Palavra de Deus a instrução para tal tarefa. Talvez por julgá-la antiquada, inadequada e ultrapassada refletindo uma cultura que nada tem a ver com a nossa. É lamentável ver crentes que conhecem o último livro lançado sobre Psicologia Infantil, mas, são incapazes de citar meia dúzia de versículos sobre criação de filhos. Se você é um desses, peça perdão a Deus por negligenciar a Sua Palavra. Dê prioridade (e exclusividade) à Palavra de Deus na educação de seus filhos. Fazendo isso, você mostrará a eles que a autoridade no seu lar está em Deus e em Sua Palavra. O quanto antes seu filho entender e crer nisso, evitará problemas sérios, pois, ele não agirá pensando em você, mas, sempre agirá sabendo que Deus está vendo o que ele está fazendo. Lembre-se também que ensiná-lo é seu dever, mas, converte-lo é obra do Espírito Santo. Ore por isso e confie Nele.

Segundo Conselho: Ensine seu filho a cultuar ao SENHOR Deus em casa e na Igreja.

Nesse sentido, o culto doméstico é muito importante. Reconhece-se com facilidade crianças que têm o privilégio de terem em seus lares o culto doméstico. Tais crianças conhecem mais a Bíblia (às vezes mais do que muitos adultos!), sabem orar, e sabem como se comportar no culto público. Muitos pais crentes estão “terceirizando” a educação cristã de seus filhos para a Igreja. É claro que a Igreja deve desempenhar esse papal, mas, até que ponto? A Igreja não está aqui para educar seus filhos, pois, isso é tarefa sua! A Igreja tem o dever de instruir os pais e orientá-los na tarefa de educar seus filhos de acordo com a Palavra de Deus.

Ainda sobre o culto público é preciso dizer algo mais. Adultos que se comportam inadequadamente (conversando, mexendo no celular, levantando-se sem necessidade, chegando atrasados, etc.) durante o culto são pedras de tropeço para os pequenos, pois, com suas ações contradizem todo ensinamento correto. Pais cujos filhos pequenos fazem birra durante o culto em vez de serem firmes com eles os levam para fora do templo para lhes mostrar as estrelinhas no céu numa tentativa de distraí-los, não percebem o que seus pequenos já perceberam: quando eles (os bebês) não querem ficar no culto é só chorar que os pais saem com eles. Assim, as crianças nunca se acostumam a se comportarem corretamente no culto. Crianças que são trazidas uma vez por semana à Igreja (e muitas vezes só na EBD ou somente no culto à noite) têm muita dificuldade de se acostumarem com o ambiente de culto. Tais crianças ficam correndo durante o culto, conversando, desenhando, ou fazendo qualquer outra coisa inapropriada para o momento. Todos nós sabemos que a repetição é uma ferramenta muito importante no processo de ensino e aprendizagem. Então repita a ação de trazer seu filho à Igreja quantas vezes você puder e dever ao culto e à Igreja. Prepare-o para o culto levando ao toalete antes do culto, dando água e alimento para ele não sentir sede e fome durante o culto para evitar inconvenientes. Ensine seu filho a respeitar o momento mais sublime da vida dele: o culto a Deus. Afinal, foi para sermos adoradores que fomos salvos por Deus!


Rev. Olivar Alves Pereira

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Filhos que não se importam com Deus. Seu filho é um desses?



Criar filhos não é uma tarefa fácil, especialmente, se o nosso objetivo em cria-los for conduzi-los até Cristo e ensinar-lhes a vontade de Deus para que se submetam a Ele. Tenho visto muitos pais crentes fracassarem nessa tarefa, e oro a Deus para que eu não fracasse também.

No presente encontramos uma triste história envolvendo a vida de um sacerdote de Deus, o sacerdote Eli. A descrição que a Bíblia faz de seus dois filhos, Hofni e Fineias é terrível: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial”. Essa expressão “filhos de Belial” é carregada de um significado muito triste. Em nota, a Bíblia de Estudo de Genebra explica que essa expressão hebraica conota pessoas vis, sem valor. É usada a respeito daqueles que incitam à idolatria (Dt 13.13) ou à insurreição (1Sm 10.27; 2Sm 16.7; 20.1); que são sexualmente imorais (Jz 19.22); ou que são mentirosos (1Rs 21.10,13).

Além disso, a Bíblia também diz que eles “não se importavam com o SENHOR” (v.12), ou seja, não conheciam a Deus. Tomando essas palavras quero refletir sobre: Filhos que não se importam com Deus – Seu filho é um desses?

De antemão é preciso afirmar que toda criança nasce predisposta a não se importar com Deus pelo fato de serem pecadoras desde o ventre materno. Portanto, pais crentes, vocês têm uma tarefa muito grande e árdua pela frente, a saber, ensinar seus filhos a se importarem com Deus, a darem a Ele não só importância, mas, sim, máxima importância, leva-los a ver que não há bem, pessoa ou objetivo maior e mais importante nessa vida do que viver para a glória de Deus.

Filhos que não se importam com Deus

1)      São desregrados, v.13,14

Quando Deus estabeleceu as leis para os sacerdotes, deixou claro que eles poderiam retirar parte da carne dos sacrifícios para o sustento deles (Lv 7.28-36; Dt 18.1-8). Porém, os filhos de Eli se comportavam com ganância e pegavam mais do que lhes era permitido. Eles não tinham qualquer zelo pela regra divina, pelo contrário eles se importavam somente em satisfazerem sua própria vontade.

Ser desregrado significa não somente não ter nenhuma regra, mas, principalmente quebrar regras estabelecidas. Tal comportamento conota rebeldia.

Filhos que quebram as regras estabelecidas por seus pais com muita facilidade quebrarão as regras da Palavra de Deus, até mesmo porque se estiverem desobedecendo seus pais já estarão desobedecendo a Palavra de Deus (veja Ef 6.1-3).

É importante observarmos ainda que o desregramento deles vinha acompanhado de ganância. Filhos desregrados são gananciosos e egoístas, pois, a única coisa que lhes importa é a satisfação da sua própria vontade.

Filhos que não se importam com Deus

2) Desprezam o Seu culto, v.15-17

Os filhos de Eli desprezavam o culto do Senhor, e isso fica evidente quando vemos a forma desrespeitosa como eles tratavam os sacrifícios dedicados a Deus.

Os sacrifícios sempre ocuparam um papel muito importante no culto a Deus nos tempos do Antigo Testamento. Diferentemente dos cultos pagãos que pensavam que os sacrifícios eram uma forma de aplacar a ira dos deuses; no culto a Deus os sacrifícios tinham como objetivo mostrar às pessoas o princípio de culto mais importante em toda a Bíblia: um inocente morrendo no lugar do pecador. Tal princípio aponta para o Senhor Jesus Cristo que, inocente, morreu no lugar dos pecadores.

Filhos que não se importam com Deus não dão a mínima importância para o culto do Senhor. Para eles, o culto é um evento do qual eles podem estar ausentes por não ser algo importante. Veem o culto como algo sem importância, e quando vêm à Igreja comportam-se com desrespeitosamente.

Filhos que não se importam com Deus

3) Revelam a irresponsabilidade dos pais, v.22-29

Além do desrespeito para com o culto do Senhor, eles eram imorais. Em Êx 38.8 lemos que foram constituídas mulheres para servirem à porta da tenda da Congregação. Os filhos de Eli se prostituíam com elas, agindo como os pagãos que tinham sacerdotisas que eram prostituas cultuais. Tal prática foi condenada por Deus (Dt 23.17-18). Eli ouvia sobre a má fama de seus filhos. Ele chegou até a repreendê-los com palavras (v.23-25), coisa que muitos pais fazem, mas, param aí. Não basta somente “falar” com os nossos filhos, temos também de tomar todas as medidas cabíveis de acordo com a Palavra de Deus para corrigi-los. Eli só ficou nas palavras. E isso não passou despercebido aos olhos de Deus.

No v.29 Deus acusa a Eli de honrar mais a seus filhos do que a Ele “E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?”.

Veio um profeta de Deus, de quem não sabemos o nome, e este revelou a Eli a palavra de Deus. Primeiramente, Deus lembrou Eli da Sua aliança com sua família para com a qual Eli foi relapso (v.27,28). Depois falou-lhe sobre como ele desonrou o culto a Deus juntamente com seus filhos.

Uma coisa que como pais não podemos esquecer é que somos os responsáveis por eles perante Deus.

Muitos pais optam por apenas falar com seus filhos e não tomam nenhuma outra medida mais firme e enérgica com eles a fim de mostrar-lhes o seu pecado. Em pouco tempo, esses pais deixarão de falar com eles porque a tensão será tão grande que será preferível a esses pais deixar os filhos seguirem seus caminhos tortuosos. Mas, observe o que a Bíblia diz no v.25: “Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar”.

Pais que se mostram relaxados com a disciplina de seus filhos frequentemente dizem: “Ele já é um homem, e errar faz parte do processo de aprendizagem, e, além disso, é humilhante para um rapaz nessa idade ser repreendido assim”. Observe que isso é justamente isso que a Bíblia chama de honrar mais os filhos do que a Deus.

E justamente por agirem assim, filhos que não se importam com Deus

4) Causam sofrimentos à sua família toda, v.30-36

A Bíblia declara que Deus é fiel mesmo quando somos infiéis (2Tm 2.13). Sim, Ele prometeu abençoar os que andam em obediência a Ele assim como prometeu castigar aqueles que O desobedecerem e O desonrarem. É justamente isso que Ele diz aqui no v.30: “Longe de tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos”.

O verbo “honrar” é muito importante na história da família de Eli. Por terem desonrado a Deus (tanto Eli como seus filhos) colheram terrível desonra sobre a sua casa.

Deus prometeu que a casa de Eli perderia o sacerdócio (v.31), a Arca da Aliança seria roubada pelos inimigos (v.32 “E verás o aperto da morada de Deus”), e, que, Hofni e Fineias ambos cairiam mortos no mesmo dia (v.34). No Cap.4 vemos que a desgraça na casa de Eli foi terrível. A Arca da Aliança foi roubada pelos filisteus, Hofni e Fineias caíram mortos, e quando souberam dessas notícias, Eli (que tinha 98 anos) estando assentado em sua cadeira caiu para trás e quebrou seu pescoço e assim ele morreu. Sua nora, esposa de Fineias de quem estava grávida ao saber de tudo isso entrou em trabalho de parto. O nome que ela deu ao seu filho assinalou a desgraça que sobreveio à casa de Eli. Ela o chamou de Icabô que quer dizer: “Foi-se a glória de Israel” (4.21,22).

Quando Deus não é honrado nos corações, estes corações experimentam o vazio da glória de Deus que os deixa em seu estado lastimável de pecado.

Confesso que olhando para muitas famílias que hoje estão sofrendo com a desobediência de seus filhos, duas terríveis verdades me saltam aos olhos: (1) esses filhos tiveram a infelicidade de terem pais que se preocuparam mais com o conforto de seus filhos do que com o confronto de seus pecados – honraram mais seus filhos do que a Deus; (2) o sofrimento deles está apenas começando; coisa muito pior está para lhes acontecer se não mudarem de postura em relação aos seus filhos e a Deus.

O que Deus quer que você faça?

Talvez você esteja se perguntando se há alguma esperança para você. Quero que você saiba que há sim, basta observar os seguintes preceitos:

1) Ensine seu filho a amar a Deus e as coisas Dele. Ao contrário do que muito pensam, é possível ensinar alguém a amar, porque o amor é uma atitude. Ensine seu filho a amar a Deus acima de tudo. Como? Ensinando-o a ser respeitoso e zeloso com as coisas de Deus. Por exemplo: no Dia do Senhor não assuma nenhum outro compromisso, não busque a satisfação pessoal no lazer, passeios, ou coisa parecida, mas, vá com seu filho à Casa do Senhor, e lá, ensine-o a se comportar corretamente no culto. Em casa, cultive vida devocional com seus filhos. Eli criou seus filhos no templo, mas, não os ensinou a amar a Deus. Alguém pode alegar que trazer os filhos na Igreja não é garantia de que eles permanecerão na presença de Deus, e isso é verdade. Mas, a esses pais eu respondo dizendo: então experimente cria-los longe da casa de Deus; com certeza as possibilidades deles crescerem amando a Deus serão muito, muito menores.

2) Empregue todos os meios bíblicos na disciplina de seus filhos.  Em Ef 6.4 a Bíblia nos ordena criarmos nossos filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor”. A disciplina aqui conota todos os recursos “físicos”, tais como o uso da vara, retirada de privilégios, aumento de responsabilidades, enquanto que a admoestação está relacionada às palavras, às conversas, às instruções por meio oral. Se você é daqueles que só fala com seus filhos, mas, não age, você está fazendo só a metade do que Deus manda, e obediência pelas metades é desobediência do mesmo jeito.

3) Ore por seus filhos, ore com seus filhos. A oração é uma ferramenta muito especial que Deus nos dá na educação dos nossos filhos, pois, mostra a nossa total dependência de Deus. Como pais, temos o dever de ensinar nossos filhos a dependerem de Deus. Um dos atos mais covardes que nós pais podemos ter em relação aos nossos filhos é cria-los para serem dependentes de nós e não de Deus. Com a nossa partida, eles ficam sem rumo.

Conclusão

Nunca se esqueça de que os seus filhos não são seus, mas, sim, de Deus. Portanto, crie-os do jeito que Deus quer; você não tem o direito de cria-los como bem entende.

Rev. Olivar Alves Pereira

sábado, 4 de maio de 2013

A VIDA NO LAR



Qual a definição de uma pessoa feliz, que se sente realizada e satisfeita com a vida? Evidentemente não pode estar no sucesso profissional e nem na quantidade de bens materiais. Todos nós conhecemos pessoas que se sobressaíram nestas duas áreas, contudo estão entre as mais infelizes deste mundo.
           
Oferecemos uma resposta diferente: A pessoa feliz é aquela que tem um bom equilíbrio entre o serviço secular (ou eclesiástico) e a vida no lar; que tem boa comunhão espiritual com os membros de sua casa, enfim, que está no meio de uma família que anda com o Senhor em todas as circunstâncias. A bíblia concorda com essa definição quando fala do homem que governa bem a sua própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito, (1 Tm. 3:4).
            
Este equilíbrio não é fácil de ser mantido neste mundo agitado, isto é equilíbrio entre as exigências da profissão e os deveres do lar. Em momentos de crise entre a profissão e o lar, devemos decidir pelo bem do lar. Por que?  A norma bíblica responde: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus (vizinhos próximos) e especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, e é pior do que o descrente” (1 Tm. 5:8). O nosso testemunho como cristão depende do equilíbrio entre a profissão e o lar. Negligências no cuidado do lar são formas de negar a fé que confessamos.
            
Todos nós conhecemos casos de divorcio em que a causa foi desequilíbrio entre a profissão e o lar, sem esquecer dos filhos cuja vida emocional ficou quebrada pelo trauma de um lar destruído. O apóstolo Paulo exorta: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo  assim, salvará tanto a ti mesmo como aos seus ouvintes) (1 Tm. 4:16). É assustador quando entendemos que o nosso procedimento no lar pode contribuir ou para a salvação ou perdição da nossa família. Podemos alcançar o devido equilíbrio espiritual pela prática de três ações:

            
A primeira ação é: “Exercita-te pessoalmente na piedade” (1Tm.4:7). Exercitar-se é uma palavra tirada do mundo dos esportes, descrevendo um treinamento intenso a fim de alcançar uma boa forma física. Todos nós temos visto pessoas correndo nas ruas e estradas; gastam muitas horas se esforçando desta maneira na esperança de alcançar o devido nível físico. A mesma intensidade de concentração tem de ser praticada a fim de alcançar uma piedade que é aceitável a Deus.
            
Piedade significa ter atitudes corretas a respeito da Pessoa de Deus, à semelhança de Davi quando se dirigiu a Deus: “Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória” (Sl. 57:11).
            
Quais são algumas destas atitudes que devem ser cultivadas e exercitadas com intensidade? Uma dessas atitudes é o temor do Senhor. Este temor é o principio da sabedoria (Pv. 9:10). Sem este temor, uma forma de ignorância impera e provoca todo o tipo de desequilíbrio, decisões precipitadas e respostas confusas. Este temor de Deus constrange os impulsos da nossa natureza pecaminosa; é um medo de transgredir a santa lei de Deus. José do Egito manifestou este temor do Senhor na presença da sedutora mulher de Potifar quando exclamou: “Como, pois, cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gn. 39:9).
            
Uma outra atitude a ser exercitada é a submissão diante da lei de Deus. Esta lei revela a santa vontade de Deus para todas as pessoas do mundo inteiro. Portanto a nossa atitude deve  ser de uma constante auto-apresentação de nós mesmos, nos termos das Escrituras: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, atua vontade” (Hb. 10:9).
            
Piedade é uma disciplina particular que envolve o temor do Senhor e uma submissão espontânea diante da autoridade absoluta da lei de Deus. E quando esta piedade é praticada no lar, cada membro sentirá as repercussões felizes da benção de Deus. O Senhor endireitará as veredas de cada um.
            
A segunda ação: “Torna-te padrão dos fies, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza”  (1 Tm. 4:12).
            
Temos aqui cinco palavras que, quando são observadas no lar, exercem uma forte influência nas áreas de união e edificação. São cinco pilares que estimulam a confiança mútua. 

  • Na palavra – refere-se à honestidade. Temos de ser pessoas que falam a verdade com prudência e autoridade, conhecidas como pessoas cuja palavra seja verídica.
  • No procedimento – refere-se ao modo de apresentar-se. O apóstolo Paulo podia desafiar a todos: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co. 11:1). Temos de oferecer direção no lar.
  • No amor – refere-se ao ato de entregar-se a si mesmo em favor do outro. O próprio apóstolo Paulo observava isso: “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei em prol das vossas almas” (2 Co. 12:15).
  • Na fé – refere-se aquele corpo de doutrina, àquela convicção quanto à nossa esperança espiritual. Temos de demonstrar uma tenacidade: Não posso me demover desta verdade, ou, princípio.
  • Na pureza – refere-se as nossas atitudes ou ações diante do sexo oposto.Neste mundo de tantas aberturas e oportunidades na área do sexo, temos de manter uma santa vigilância sem qualquer trégua. Portanto, cuidemos de nossas palavras, vestuário e recreações em termos de livros, revistas, filmes, novelas e lugares de lazer.

            
A vida se torna mais fácil quando podemos seguir um padrão visível e aprovado. Tornemo-nos padrões para cada um dos membros que estão em nosso lar.
            
A terceira ação é: “aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino” (1 Tm. 4:13).  Devemos de ter tempo para ler as Escrituras Sagradas com proveito. Cada pessoa no lar tem de parar numa hora escolhida e, juntos, cantar, ler e orar diante do Senhor. Devemos zelar para que a família unida preste culto a Deus.
            
A bíblia dá muita ênfase à família. O testemunho de Josué reforça a nossa palavra: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js. 24:15). Quando Lídia foi batizada, todos de sua casa foram batizados (At. 16:15). A família do carcereiro teve a mesma experiência,     “ A seguir foi ele batizado, e todos os seus. Então levando-os (Paulo e Silas) para a sua própria casa lhes pôs a mesa; com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus” (At. 16:33-34).
            
Mas o texto não fala somente da leitura, fala também da necessidade de exortar e ensinar. O culto doméstico propicia oportunidades especiais para a prática destes deveres. Quando estamos lendo um dado trecho é tão fácil exortar e dizer: Veja o que o texto fala sobre o procedimento do jovem e da doutrina; da mesma forma, na questão do ensino, é tão fácil dizer: Veja como o apóstolo enfatiza uma verdade: “ Fiel é a palavra (quando à piedade) e digna de toda aceitação” (1 Tm. 4:8-9).
            
A leitura da escritura cria uma ambiente de paz, uma paz que começa caracterizar as atitudes de todos os membros da família. A promessa de Deus é esta: “Do Senhor é a salvação, e sobre o teu povo a tua benção” (Sl. 3:8). “Derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha benção sobre os teus descendentes” (Is. 44:3).
            
A felicidade não é automática, ela tem de ser cultivada pela prática de certas ações disciplinares. Estabelecemos um equilíbrio entre o serviço secular e a vida no lar. A felicidade nasce no lar onde todos priorizam valores espirituais, a piedade, os princípios de uma vida santa e irrepreensível e o uso da leitura das Escrituras em culto Doméstico.   


Rev. Ivan G. G. Ross