sexta-feira, 18 de abril de 2014

IMORTALIDADE




Jorge Luiz Borges, laureado escritor e poeta argentino, temendo a morte, em 1986, prestes a sucumbir ao câncer, solicitou a presença de um padre e um pastor para lhe darem provas de uma vida após esta. 

Não conheço os argumentos levantados pelos ilustres colegas. Eu, porém, tenho o seguinte discernimento sobre esse tema: 

Não temos como provar qualquer assunto da área escatológica. Podemos tão somente citar “n” promessas – e isso seria mais que suficiente – acerca daquilo que chamamos Vida eterna, ou seja, a dimensão espiritual do ser humano. Afinal, não é razoável admitir que a mensagem absolutamente confiável do evangelho que aprendemos e cremos seja uma mentira! 

Observemos, nesse aspecto, Ernesto Renan, celebridade intelectual do século dezenove.  Propenso a ironizar a fé cristã, partiu certa feita numa expedição às terras bíblicas. Atravessou em todos os sentidos a província evangélica – Jerusalém, Hebrom, Samaria. De tal maneira fascinado diante da fidelidade com que os evangelistas descrevem os lugares que serviram de palco para as ocorrências da vida de Jesus, denominou aquele local de “o 5º evangelho. Em seguida, ainda sob impacto, enalteceu a pessoa teantrópica de Cristo no seu livro “A vida de Jesus”. 

“Não temas, crê somente”, diz-nos aquele que faz as promessas – Jesus – algumas das quais mencionamos: 

“Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora...” “Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do homem os seus anjos que ajuntarão todos os escândalos... e os lançarão na fornalha acesa. Porém, os justos resplandecerão como o sol no Reino de seu Pai.” “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, sede, era forasteiro, estava nu, enfermo, preso e me acudistes. Então perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos e assim procedemos? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” “Tornou Jesus: Em verdade vos afirmo que ninguém há que tenha deixado tudo por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo e no mundo por vir a Vida eterna.” “Então lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a Ressurreição dentre os mortos, não se casam nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de JacóOra, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos: porque para Ele todos vivem.” “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais  vós também.” Em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente.” “Digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco, no Reino de meu Pai. “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraiso.  

Concluimos, portanto, à luz desses textos, que ao morrer – deixando de existir como pessoa, agente da história, efetiva personalidade – alcançamos a imortalidade, permanecendo como objeto do amor, compaixão e afeto divinos, e ascendemos à condição de bem-aventurança e glorificação eternas. 

Como respaldo a essa crença temos a nuvem de testemunhas, as quais optaram pelo ensino dos Evangelhos, e jamais de um guru religioso qualquer. Dentre elas citaríamos Santo Agostinho: “A vida não é mortal; a morte é que é vital”. Paulo Freire, o educador: “Eu não faço força para crer; sinto-me comodamente instalado na fé”. Sobral Pinto, o paladino da liberdade: “Estou convicto acerca do diálogo que terei  com o meu Deus imediatamente após me desprender desta carcaça de 95 anos”. Dietrich Bonhoeffer, teólogo europeu, assassinado cruelmente pela ferocidade da polícia de Adolfo Hitler: “Para eles é o fim; para mim é o começo da Vida”. Luther King, o Nobel da paz, preparando o seu epitáfio: “Finalmente livre, finalmente livre. Graças a Deus Todo-Poderoso, eu finalmente sou livre”. Tereza de Ávila e sua vocação mística: “Estou padecendo a dúvida da fé, mas continuo operando as obras da fé”. Leonardo Boff, o teólogo contemporâneo, assistindo o escritor, antropólogo e senador Darci Ribeiro em seu estado terminal: Darci, você terá uma grande surpresa quando aqueles braços eternos de Cristo te receberem. Você será julgado não pela sua fé, mas pelo seu amor...” 

Reconhecemos o direito dos que negam a fé cristã e ousada e corajosamente se pronunciam, como Ferreira Gullart, o poeta: “O homem inventou Deus para ser criado por ele”. J. Saramago, o pensador: “Deus é uma invenção da mente humana para enganar-se sobre sua triste condição”. Zélia Gattai, a escritora viúva de Jorge Amado: “Não consegui em meus estudos e pesquisas nenhum apoio para crer numa vida após esta”. Salman Rushdie, escritor indiano, autor dos versos satânicos: “A religião é um veneno em nosso sangue”. Medeiros de Albuquerque, arrogante em sua inteligência atéia: “Cérebro meu, tu vês, tu sentes quanto os deuses são ridículos... E, no entanto, um dia, quando a velhice te entorpecer, quando um sangue de moléstia, pobre e envenenado, te alimentar, tu bem podes, desgraçado, renegar as convicções altivas e serenas do teu esforço e voltar a essas crenças fúteis e loucas que hoje desprezas. Pobre de ti! Contra o que tu serás talvez amanhã – protesta hoje”. 

Respeitosamente, e admirando o talento dessas personalidades, lhes diríamos que a evidência da fé para o materialista ateu é a sua própria derrota, o seu desastroso fracasso, a sua irremediável falência. Quando se fizer notória a limitação humana, que ele não sabe ou não quer reconhecer, então cairão por terra os seus argumentos, a sua auto-suficiência, o seu valor! 

Vale lembrar, nesse sentido Bertrand Russel, o filósofo: “Após esta é o nada, a escuridão, o abismo”; Graciliano Ramos, o escritor laureado: “Não sinto medo da morte; sinto raiva por não existir, após, mais nada”. E, caso continuássemos, citaríamos o escritor e roteirista afirmando no “Provocações” de Antonio Abujamra: “A vida é uma piada de mau gosto”. 

Pois bem, vamos concluir com o que eu diria de mim mesmo acerca desse assunto ora comentado. É simples: Inebriado pela vida naquilo que ela tem de belo e fascinante, e apaixonado pela morte naquilo que ela tem de livramento e redenç
ão, prossigo até aquele dia. 
Ab imo pectore. 

Amém! 

Textos citados pela ordem: Mateus 8:1-12; 13:40-43; 25:35-40; Marcos 10:29-30;.Lucas 20:34-38; João 14:1-4; 8:51; Mateus 26:29; Lucas 23:42-43. 

Ephrain Santos de Oliveira 
pastor jubilado 

Igreja Presbiteriana

quarta-feira, 26 de março de 2014

Teologias da prosperidade

Lamentavelmente em boa parte dos cultos evangélicos do país é possível encontrarmos ênfases e doutrinas absolutamente antagônicas aos ensinos das Escrituras. Nessa perspectiva não somente a palavra pregada em nossos encontros dominicais, mas também as músicas entoadas em nossas reuniões estão desprovidas de verdades bíblicas que em muito afrontam a Deus.
Isto posto, elenco abaixo cinco razões básicas porque as teologias da prosperidade e confissão positiva ofendem a Deus:
1- Pelo fato de inequívoco de que as teologias da prosperidade e confissão positiva não encontram fundamento bíblico nas Escrituras, afrontando o principio protestante da Sola Scriptura.
2- Pelo fato indiscutível de que as teologias da prosperidade e confissão positiva são antropocêntricas, humanistas e absolutamente focadas no bem estar do homem e não na glória de Deus afrontando assim a verdade de que a glória pertence somente a Deus (Soli Deo Gloria)
3- Pelo fato inquestionável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva ofendem a Cristo, colocando no foco do culto homens falíveis, cujos ministérios são messiânicos, ensimesmados e blasfemos, opondo-se assim ao ensino bíblico de que a salvação da ira vindoura deve-se exclusivamente a Cristo (Solus Christus)
4- Pelo fato irrefutável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva pregam e defendem a fé na fé, afirmando entrelinhas que a salvação deve-se por obras,e não por Cristo afrontando com isso a doutrina bíblica de que a salvação se dá pela fé (sola fide) em Cristo Jesus.
5- Pelo fato irrefragável de que as teologias da prosperidade e confissão positiva negam entrelinhas a salvação pela graça ensinando aos crentes que a salvação em Cristo se deve a contribuições, ofertas, dízimos e primícias, negando com isso o pressuposto bíblico de que a salvação se deve exclusivamente pela graça (Sola Gratia).
Pense nisso,
Renato Vargens
***
Fonte: Blog do Renato Vargens.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crescimento Espiritual




"Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude"(...). (2 Pedro 1:3-11).

Crescimento espiritual requer um esforço decidido: “reunindo toda a vossa diligência.” O Ap. Pedro vê o processo do crescimento como se fosse uma corrente, cada elo é parte do outro. Se um elo estiver fraco, a  corrente toda fica enfraquecida.

O Apóstolo nos dá uma lista de oito elos, os quais são as dádivas impreteríveis para o nosso crescimento na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

“Fé” é a primeira dádiva nessa corrente espiritual e o incentivo para a presença das demais dádivas. Fé é  sempre “em” algo. Pela fé, cremos  “em” Jesus Cristo como o nosso Senhor e Salvador. Nele temos a redenção, o perdão dos nossos pecados e a esperança da vida eterna. A fé nos introduz à vida cristã. Mas, a partir dessa entrada, temos que adornar a nossa vida com muitas outras dádivas, a fim de sermos completos em Cristo.

Temos que “associar com a a nossa fé a virtude”, uma vida santa e irrepreensível, que é a evidência de Cristo direcionando a nossa vida.

Mas, precisamos de mais: “Com a virtude, o conhecimento”. Não podemos viver a vida cristã sem o conhecimento geral da vontade de Deus, que se encontra nas Escrituras Sagradas. Portanto, a necessidade inadiável de uma leitura sistemática e regular da Palavra de Deus.

“Com o conhecimento, o domínio próprio”, a dádiva de discernir a divisa entre a prática dos nossos próprios interesses e a prática  dos interesses de Deus. O nosso coração precisa do domínio próprio, a fim de glorificar a Deus na prática desses dois interesses. Não podemos ser faltosos em nenhum dos dois.

“Com o domínio próprio, a perseverança”. Quando discernimos a vontade de Deus, temos que praticar a perseverança. Andar resolutamente, dia após dia, no cumprimento da vontade de Deus, inclusive no meio de desencorajamentos, o que nem sempre é fácil. Precisamos da dádiva de perseverança, a fim de não  desmaiarmos no caminho.

“Com a perseverança, a piedade”, o temor de Deus constrangendo o nosso procedimento nos atos de culto. “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”, com uma reverência não fingida.

“Com a piedade, a fraternidade”. No culto público, estamos no meio de outros adoradores, irmãos e irmãs que, juntamente conosco, são herdeiros da mesma graça de vida. A cada um devemos aquele amor fraternal; levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.

“E com a fraternidade, o amor”. O amor é o cumprimento da lei de Deus, que ensina: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc. 10:27).

Qual é a recompensa em adornar a nossa vida com essas oito dádivas de Deus? Em primeiro lugar, elas demonstram a nossa diligência no desenvolvimento da vida cristã. “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”.

E, em segundo lugar, são as evidências de que Deus tem começado uma boa obra salvífica em nossa vida. “Pois aquele a quem estas cousas não estão presentes é cego.” Como podemos nutrir a esperança da vida eterna se não temos em nós os sinais vitais da vida cristã?

Eis a exortação: “Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição.” Essa confirmação será reconhecida através da presença dessas oito dádivas de Deus agindo eficazmente em nossa vida. “Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Enquanto associamos uma dádiva com outra, Deus suprirá todas as demais necessidades para que tenhamos uma entrada ampla e vitoriosa no reino eterno do Sustentador da nossa fé. Eis a norma para alcançar a certeza da salvação.


Rev. Ivan G. G. Ross

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Como fazer sucesso com a música GOSPEL.


Se você acha que tem talento para a música e tem um sonho muito grande de conseguir sucesso, fama e dinheiro, escolheu a carreira certa: atuar na música da moda, a música gospel. Afirmo que se você souber fazer seu nome, irá muito longe, terá muito sucesso e será muito admirado.
Antes de tudo, você precisa saber que na igreja existe gente frustrada, gente que tinha sonhos, mas não conseguiu realizá-los. Gente que sonhava com o sucesso, que é sinal de que alguém foi abençoado por Deus, como alguns dos líderes evangélicos costumam ensinar. Essas pessoas leem a Bíblia como se ela fosse uma caixinha de promessas e não como a revelação de Deus que tem Jesus Cristo como centro.
Depois de saber disso, você precisa tomar nota de algumas palavras: “Poder”, “Vitória”, “Conquistar”, “Restituição”, “Novo tempo”, “Nuvem”,” Clamor”, “Unção”, “Shekinah”, “Cura”, “Glória”, “Vencer”, “Altar”, “Milagre”, “Favor”, “Benção”, “Fogo”, “Quero”, “Novo tempo”, “Você”, “Promessa”, “Escolhido”, “Sonhos” e “Declare”.
Anotou? Pronto, agora você já tem um conjunto de palavras suficientes pra compor uma música gospel bem triunfalista. É só mesclar essas palavras com algumas outras, de forma que pareça uma poesia (apenas pareça). Lembre-se de que o seu objetivo é apenas fazer sucesso e ganhar dinheiro, então não se preocupe em produzir arte cristã que ensine valores do Reino de Deus às pessoas, apenas toque nos sentimentos delas e em seus desejos carnais, essa gente tem a emoção à flor da pele. O segredo é viciá-las em religião, fazendo-as acreditar em promessas que Deus nunca fez. Assim, elas ligam o rádio amanhã naquela mesma estação pra ouvir novamente a sua música, e no ano que vem voltam como ratinhos às lojas de “artigos evangélicos” pra comprar o seu mais novo CD. Afinal, ninguém tá preocupado mesmo em ouvir a verdade ou aprender sobre Deus.
Entenda que as pessoas querem mesmo ouvir aquilo que faz bem ao seu ego. Pelo que notei, parece que elas ainda carregam aquela velha herança da religião que praticavam, em que se relacionavam com as divindades com base nas dádivas prometidas. Conversão? Nada, eles apenas levantaram as mãos e aceitaram fazer parte de um grupo religioso, não se importam com quem Deus é.
O próximo passo, então, é conseguir um empresário, de preferência muito influente e que tenha visão do negócio. Ele não precisa ser cristão, nem mesmo comprometido com a Palavra de Deus. Na verdade, precisa ser um bom administrador, ter muitos contatos e amigo do dono da rádio evangélica mais famosa. Tenha atenção e não aceite agenciamento de qualquer um, caso contrário, sua carreira não irá muito longe e não é isso que você quer, certo?
Seguindo todos esses conselhos, com toda certeza no final desse ano você irá participar do Festival Promessas da Rede Globo e ganhará muito dinheiro, e quem te ouve, na plateia.
“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.” 2 Timóteo 4:3
L.R.
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Fonte: No Barquinho, blog do grande brother Thiago Ibrahim.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

OUTRO ANO




Outro ano, Senhor! Outro ano que me emprestaste e eu te venho devolver, não sei se como esperavas fosse devolvido.
Não sei se administrei os bens que puseste em minha guarda, não sei se dei ao tempo o valor do tempo...
Nesses tantos dias e noites deixei a erva crescer com o trigo, deixei as aves bicarem os grãos...
Nesses tantos dias e noites, quanto cofre arrombado, quanta colheita perdida...
Não pus trancas nas portas, nem acendi luzes na casa...
E eu tinha um compromisso: administrar, Senhor!
Nesses tantos dias e noites, quanta coisa mínima me desviou, quanta coisa mínima me confundiu, quanta coisa mínima me deitou sombra!...
E eu devia ser luz, eu devia refletir, porque Tu me poliste, Tu me trabalhaste, a Tua graça batismal fez de mim superfície.
Mas quanta vez não continuei, quanta vez interceptei, quanta vez eu fui fim, quanta vez, Senhor, eu dormi em serviço!...
Outro ano, Senhor, dá-me outro ano. Dá-me revisar os meus atos, corrigir os meus erros...
Debruça sobre mim, vem ver-me encontrar-me e, quando eu me encontrar, levantar à altura do meu rosto a Tua lâmpada, aquecer-me nela, absorver-lhe os raios...
Um ano, Senhor, em que eu me dedique, em que eu me transfira, em que eu me aliene...
Um ano em que Tu sejas centro e periferia da minha vida, princípio e fim do meu caminho...
Um ano em que o meu próximo seja o próximo que me ensinaste no Teu evangelho...
Um ano em que eu também seja novo!


Rev. Ephrain Santos de Oliveira


Itajubá, 31/12/2013

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31 de dezembro – Salmo 118




“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Na expectativa de virar mais uma página da história de nossa vida e da nossa trajetória humana neste mundo e na sociedade de que participamos, alguma coisa se alvoroça e se agita dentro de nós.  Isso porque costumamos dividir o tempo, dando significação maior ou menor a uns e a outros dias, de acordo com aquilo que eles representam para nós, e na medida das emoções que eles nos apresentam. São todos iguais, mas alguns significam mais que outros.
Portanto, hoje, mais que em qualquer outro momento, temos razões de sobra para acatar a recomendação do saltério, conforme o salmo 118, verso 24: “Regozijemo-nos e alegremo-nos nele”, ou seja, agradeçamos. O simples fato de estarmos vivendo essas emoções de mais um 31 de dezembro é motivo para ação de graças, gesto recomendado e expresso no versículo já referido. Aqui estamos.
Sim, 365 dias se passaram: embates, sofrimentos, dores, lágrimas, enfermidades, luto, dúvidas, incertezas, contrariedades, decepções, fracassos, perdas materiais, físicas, morais, lembranças, medo, temores, ingratidão.  E tudo isso, enfim, ficou para trás, e nós sobrevivemos e estamos de pé.  Vivos estamos, não apenas no sentido de que continuamos existindo entre os mortais, mas no sentido de que, embora tomando consciência de tudo que nos cercou e nos atingiu duramente, permanecemos com razoável e boa disposição.
Essa constatação concede-nos um sabor de triunfo, de êxito e supremacia, pois aí exatamente se configura a alvissareira realidade: Eu vou, com todas as minhas limitações, adentrar o ano de 2.014. Posso adoecer amanhã e vir a perecer. Mas a minha alegria, onde se fundamenta o meu hino de vitória, e o motivo do regozijo, aqui está: apesar dos revezes, as minhas forças não foram minadas, não se extinguiram os recursos de ordem espiritual, psicológica e moral para meu sustento, não se esvaiu a minha modesta, mas determinada capacidade de resistência. Também não me desesperei, não fiquei parado no meio do caminho, não recuei e muito menos renunciei à luta.
Enfim, irmãos, resistimos. E isso é importante. Pela graça divina fomos mantidos na posição de testemunhas da fé que um dia foi entregue aos santos, como Deus quer, porque para isso nos chamou.
Agora prosseguimos, sabendo que Deus não tem prometido céu sempre azul, flores espalhadas pelo caminho de nossa vida, sol sem chuva, alegria sem tristeza, paz sem dor. Mas Ele tem prometido força para o dia, descanso para o trabalhador, luz para o caminho, graça para a provação, ajuda para os caídos, infalível simpatia e imortal amor.
                                               Rev. Ephrain


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A graça de Deus nos capacita a enfrentar o sofrimento



A vida é a professora mais implacável: primeiro dá a prova, e depois a lição. C. S. Lewis disse que “Deus sussurra em nossos prazeres e grita em nossas dores”. Paulo fala sobre um sofrimento que muito o atormentou: o espinho na carne. Depois de ser arrebatado ao terceiro céu, suportou severa provação na terra. Há um grande contraste entre estas duas experiências de Paulo. Ele foi do paraíso à dor, da glória ao sofrimento. Ele experimentou a bênção de Deus no céu e bofetada de Satanás na terra. Paulo tinha ido ao céu, mas agora, aprendeu que o céu pode vir até ele.
Charles Stanley em seu livro Como lidar com o sofrimento, sugere-nos algumas preciosas lições.
Em primeiro lugar, há um propósito divino em cada sofrimento (2Co 12.7). Há um propósito divino no sofrimento. O nosso sofrimento e a nossa consolação são instrumentos usados por Deus para abençoar outras vidas. Na escola da vida Deus está nos preparando para sermos consoladores. Jó morreu sem jamais saber porque sofreu. Paulo rogou ao Senhor três vezes, antes de receber a resposta. O que Paulo aprendeu e que nós também precisamos aprender é que quando Deus não remove “o espinho”, é porque tem uma razão. Deus não permite que soframos só por sofrer. Sempre há um propósito. O propósito é não nos ensoberbecermos.
Em segundo lugar, é possível que Deus resolva revelar-nos o propósito de nosso sofrimento (2Co 12.7). No caso de Paulo, Deus decidiu revelar-lhe a razão de ser do “espinho”: evitar que ficasse orgulhoso. Quando Paulo orou nem perguntou por que estava sofrendo, apenas pediu a remoção do sofrimento. Não é raro Deus revelar as razões do sofrimento. Ele revelou a Moisés a razão porque não lhe seria permitido entrar na Terra Prometida. Disse a Josué porque ele e seu exército haviam sido derrotados em Ai. O nosso sofrimento tem por finalidade nos humilhar, nos aperfeiçoar, nos burilar e nos usar.
Em terceiro lugar, o sofrimento pode ser um dom de Deus (2Co 12.7). Temos a tendência de pensar que o sofrimento é algo que Deus faz contra nós e não por nós. Jacó disse: “Tendes-me privado de filhos; José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas cousas em sobrevêm” (Gn 42.36). A providência carrancuda que Jacó pensou estar laborando contra ele, estava trabalhando em seu favor. O espinho de Paulo era uma dádiva, porque através desse incômodo, Deus o protegeu daquilo que ele mais temia – ser desqualificado espiritualmente.
Em quarto lugar, Deus nos conforta em nossas adversidades (2Co 12.9). A resposta que Deus deu a Paulo não era a que ele esperava nem a que ele queria, mas era a que ele precisava. Deus respondeu a Paulo que ele não estava sozinho. Deus estava no controle de sua vida e operava nele com eficácia. Precisamos compreender que Deus está conosco e no controle da situação. Precisamos saber que Deus é soberano, bom e fiel. Jó entendeu isso: “Eu sei que tudo podes e ninguém pode frustrar os teus desígnios”.
Em quinto lugar, pode ser que Deus decida que é melhor não remover o sofrimento (2Co 12.9). De todos, esse é o princípio mais difícil. Quantas vezes nós já pensamos e falamos: “Senhor por que estou sofrendo? Por que desse jeito? Por que até agora? Por que o Senhor ainda agiu?”. Joni Eareckson ficou tetraplégica e numa cadeira de rodas dá testemunho de Jesus. Fanny Crosby ficou cega com 42 dias e morreu aos 92 anos sem jamais perder a doçura. Escreveu mais de 4 mil hinos. Dietrich Bonhoeffer foi enforcado no dia 9 de abril de 1945 numa prisão nazista. Se Deus não remover o sofrimento, ele nos assistirá em nossa fraqueza, nos consolará com sua graça e nos assistirá com seu poder. A graça de Deus nos capacita a lidar com o sofrimento, sem perdermos a alegria nem a doçura (2Co 12.10) .

Hernandes Dias Lopes

sábado, 30 de novembro de 2013

A Parábola do Semeador



Um semeador saiu a semear... E, semeando, a semente caiu ao longo do caminho. No grande campo do mundo, na imensa seara das almas, você amigo, é presença e pessoa. E como presença e pessoa, você não pode fugir à responsabilidade de plantar a boa semente. Não diga jamais, no gesto de comodismo, na covardia da omissão: o solo é áspero, o sol queima demais, o grão não serve, é de segunda qualidade... Não lhe cabe julgar a terra, o tempo e as circunstâncias externas...

A sua função, amigo, é plantar. Plantar na fé, na esperança e no amor cristão. As sementes são abundantes e germinam facilmente: Um pensamento fraterno, um sorriso amigo, uma promessa de alento, um aperto de mão cordial, um conselho oportuno, um pouco de água, umas migalhas de pão...

Não plante descuidadamente, como alguém que apenas cumpre uma tarefa imposta. Como alguém que trabalha forçado, sem interesse. Plante com amor, com atenção, num clima de otimismo, como amigo sincero que busca construir... E ao semear, não pense jamais: quanto me darão em recompensa? Será gratificante a colheita? Recorde sempre que você não planta para enriquecer, que você não reparte para ser aplaudido. Você frutifica porque não pode viver sem dar, porque você não pode servir a Deus sem ir ao encontro dos seus irmãos.

A vida tem dessas compensações, amigo... Sempre que você reparte, na generosidade, sem pensar na colheita, sua riqueza se multiplica ao infinito... Por quê? Porque você semeia um reino! Um reino onde doar é receber, um reino onde perder a vida é encontrá-la, um reino onde morrer é ressuscitar!

Felizes todos aqueles que distribuem otimismo e esperança como se estivessem repartindo o seu próprio coração! Semeador da bondade, siga pela estrada afora sentindo a brisa mansa do Evangelho roçando sua fronte fraternal... Não estacione. Avance sorrindo, levando em sua bagagem tudo aquilo que você tem de bom. Não tenha medo das vigílias longas ou das madrugadas insones. Lembre-se, dia e noite, que o fruto nasceu para ser partilhado, distribuindo e ofertado. A glória é para o Pai, e a recompensa final acontecerá... só do outro lado! E a todos os que você encontrar, montanha acima, repita sempre o mesmo estribilho: Obrigado! Obrigado! Muito obrigado!

No grande campo do mundo, na imensa seara das almas, você é o semeador de um reino. Através do tempo, ao longo da história, você é responsável por todos aqueles que Deus colocar em seus caniinhos de viandante.

Um semeador saiu a semear. E, semeando na fraternidade, a semente caiu em terra fértil, frutificando na eternidade!!!

Rev. Ephraim Santos de Oliveira
Igreja Presbiteriana - Pouso Alegre, 08/12/1984

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Onde estão os Amigos de Verdade?






“... tenho-vos chamado amigos ...” (João 15.15)

Você tem um amigo de verdade? Uma pessoa que sabe de seus gostos, do que te agrada e do que te deixa triste? Você tem um amigo que te compreende, que te exorta quando você faz algo de errado e que te ajuda nos momentos difíceis? Se você respondeu não a estas perguntas, você não está sozinho.

Em nossos dias, são muitas as pessoas que não tem amigos ou apenas um amigo de verdade. No livro dos Provérbios (Pv 17.17) encontramos a bela advertência de Salomão que nos ensina a amar o amigo a todo tempo, mas grande parte das pessoas nãos tem nenhum amigo para amar e nem para lhe estender a mão nos dias difíceis.

Por esse motivo, muitos se sentem tristes e desamparados nos dias de angústias, pois amigos de verdade tem se tornado cada dia mais raro.

Por que não tenho amigos de verdade? Para respondermos essa pergunta com sinceridade devemos fazer uma outra pergunta: Por quê não sou um amigo de verdade? Você dedica tempo de qualidade a alguém que se considera seu amigo? Você o ouve com atenção? Você o ajuda ou você é daquele tipo de pessoa que diz que vai orar e nunca ora? No seu momento de devoção particular você coloca diariamente na presença de Deus seu amigo?

Isso nos faz perceber que (em muitos casos) não temos amigos de verdade simplesmente pelo fato de não sermos o que desejamos ter. Estamos ocupados demais e já temos problemas demais, e por esse motivo muitos preferem viver uma vida superficial com as pessoas que o cercam, numa demonstração horrível de arrogância e egocentrismo. Jesus nos diz que ele é nosso amigo (João 15.15), e tomando por base sua vida, podemos aprender a difícil e bela experiência de sermos um Amigo de Verdade.

Um primeiro modo de aprender a ser um bom amigo de verdade como Cristo é observando que ele sempre está perto. Não importava a circunstancia, Jesus nunca abandonou seus amigos. Jesus estava com seus amigos nos dias felizes, como em uma festa de casamento em Caná (João 2), assim como em dias difíceis como no dia de uma grande tempestade a qual ele acalma (Mateus 8.24) Os discípulos desfrutaram da presença desse seu amigo até a morte, pois ao ser assunto aos céus Jesus permanece presente pelo seu Espírito (Mateus 28.20). Alguns dos seus amigos do primeiro século morreram decapitados, outros serrados ao meio, outros ainda ao fio da espada, mas nem nesses momentos o Grande Amigo (Jesus) os abandonou.

Em segundo lugar podemos ver que Jesus se envolve com os problemas das pessoas que estavam à sua volta. Ele nunca se esquivou quando alguém precisou de sua ajuda, pois em muitos lugares o vemos sempre pronto a ajudar (Mateus 15.28). Mas a forma mais sublime de sua demonstração de envolvimento com os problemas das pessoas, foi o fato de ele se dispor a morrer por nossos pecados. Jesus nunca pecou, ele não precisava se envolver com nosso problema do pecado, mas por amor os seus amigos, ele se envolve de tal forma que se entrega à morte por amor destes.

E um último modo de sermos amigos como Jesus foi, é o de sermos encorajadores. Jesus jamais foi favorável à vida em pecado, mas por mais que seus amigos cometessem erros, ele nunca os repreendeu de forma que o desencorajassem a continuar numa vida que agradasse a Deus. Ao encontrar uma mulher surpreendida em adultério, não a condena a morte por seu pecado, mas a encoraja a viver de modo diferente (João 8.11). Ele encontra um homem corrupto e o encoraja a ser diferente (Lucas 19.8). Ele encontra um assassino e o encoraja a ser diferente, um seareiro em sua seara (Atos 9.4). E ainda encontra um amigo que o havia traído e faz dele um dos principais em sua obra (João 21.17).

Jesus tinha todos os motivos para não ter um amigo se quer, mas mesmo assim, por amor a nós, se envolve, permanece presente e encoraja aqueles a quem ele propôs ser amigo.
Aprendemos com isso que ser amigo não é fácil, e que o maior motivo de não termos amigos é que nós mesmos não nos dispomos a ser como o nosso Melhor Amigo (Jesus). Não temos tempos para ninguém alem de nós, não nos envolvemos nas dificuldades da vida que não sejam as nossas, e facilmente abandonamos alguém que dissemos que iríamos ajudar.

Que o modo de Vida de Jesus seja um exemplo a ser seguido por nós, e que consigamos não apenas ter um amigo, mas especialmente, sermos um amigo de verdade.

Por Rev. Wilson Ribeiro Ferreira

Igreja Presbiteriana Betânia

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pornografia


Consumir pornografia é mais comum do que pensamos pelos que se declaram evangélicos. Enquanto que muitos já cauterizaram a consciência com argumentações a favor de consumir pornografia, outros ainda estão lutando para se livrar dela. Ninguém nunca me entrevistou sobre este assunto, mas imagino que uma entrevista seria mais ou menos assim:
1) Pode definir o que é pornografia?
Pornografia é aquilo tipo de coisa que é difícil de definir, mas que todo mundo reconhece na hora que vê. É a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitação sexual por qualquer tipo de mídia. Geralmente trata os seres humanos como coisas e as mulheres, em particular, como objetos sexuais.
2) Por que as igrejas não falam mais deste assunto, já que certamente existem muitos membros viciados em pornografia?
Diversas razões. O assunto é considerado como melindroso de ser tratado em público. Além disto, alguns líderes receiam despertar o interesse das pessoas pela pornografia se começarem a falar sobre ela. Mais importante, pode ser que a própria liderança de algumas igrejas não se sinta autorizada a falar contra isto pelo fato de estarem, eles mesmos, lutando contra a adição à pornografia. Mas, é dever da Igreja orientar seus membros quanto ao ensino bíblico da sexualidade. Uma abordagem honesta, firme e bíblica instruirá a comunidade sem despertar curiosidades indevidas.
3) É lícito a casais cristãos usarem material erótico em busca de maior enriquecimento das relações sexuais dentro do casamento?
Acredito que não. O casamento não transforma o quarto de casal em quarto de motel. O que Jesus falou sobre a pureza das intenções no olhar para uma mulher (Mt 5.28 ) e o que Paulo nos ensinou sobre ocupar a mente com coisas aprovadas por Deus (Fp 4.8 ) continuam valendo para quem é casado. O fato de que o casal concorda em ver pornografia juntos não diminui em nada o peso destes ensinos. Casais cristãos que querem melhoria na vida sexual, podem utilizar livros sobre a sexualidade escritos da perspectiva bíblica, que ajudam a enriquecer a intimidade marital e melhorar a técnica sexual no casamento, sem incorrer em adultério e nos riscos envolvidos no uso de material pornográfico.
4) Mas, e fantasiar durante as relações sexuais com o marido ou a esposa, trazendo à mente imagens de relações sexuais? Seria errado também?
Sim, conforme resposta dada à pergunta anterior. É uma violação de Mateus 5.28 e de Filipenses 4.8.
5) Por que cristãos, que sabem que a pornografia é danosa e pecaminosa, se aventuram ainda a visitar sites pornográficos na Internet?
Eu poderia mencionar alguns aspectos da pornografia que a tornam atraente, como ser acessível, grátis e anônima. A razão primordial, porém, é a degradação do coração humano. Tal corrupção permanece no cristão e o inclina a todo mal. Conforme ensina o Senhor Jesus, “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, … os adultérios … as malícias … a lascívia…” (Mc 7.22-23). Ensina ainda o apóstolo Paulo: “as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia…” (Gl 5.19). Portanto, a libertação tem que levar em conta que o problema é espiritual.
6) Se uma pessoa casada está tendo problemas com pornografia, deveria confessar ao cônjuge?
Teoricamente, sim. No processo de vencer este hábito pecaminoso é importante ter alguém – de preferência o cônjuge – a quem prestar contas dos seus atos e pedir orações e apoio. Além disto, consumir pornografia é pecado contra o cônjuge, pois se constitui em adultério. Biblicamente, deveríamos confessar ao cônjuge e pedir-lhe perdão, além de seu apoio e ajuda para vencer o hábito. Todavia, em certos casos, pode ser que o cônjuge não esteja preparado para tomar conhecimento destes fatos. Será preciso ajuda de um conselheiro capaz e experiente, para ajudar no processo.
7) É lícito ao cristão ver imagens de nudez apenas para apreciá-las como arte?
Devido ao fato que somos seres sexuados, é praticamente impossível se expor à nudez sem que haja despertamento sexual, fantasias, desejos, impulsos e intenções. Isto é agravado pela presença da natureza pecaminosa no cristão, tornando-se praticamente impossível para um homem apreciar a nudez feminina sem o despertamento da lascívia e intenções sexuais. Além disto, a indústria pornográfica produz imagens de mulheres e homens nus, não para serem apreciados como arte, mas para provocarem a excitação sexual e a masturbação. Por fim, ao cobrir a nudez de Adão e Eva (Gn 3.21), Deus já indicou que a nudez deve ser velada e desfrutada apenas no ambiente de casamento.
8 ) A masturbação é errada?
Este hábito está profundamente ligado à pornografia. A masturbação é errada porque envolve o uso de imagens mentais eróticas e fantasias sexuais, violando Mateus 5.28. Dificilmente alguém se masturbaria pensando nas cataratas do Niágara…
9) Já que a pornografia é legal no Brasil, por que um cristão, que também é cidadão brasileiro, não pode consumi-la?
O motivo é que o cristão se rege primeiramente pela Palavra de Deus. Ainda que no Brasil seja legal a publicação, veiculação e consumo de material pornográfico, contudo as Escrituras condenam a prostituição, a perversão sexual, o adultério, a sodomia, o lesbianismo, e outras práticas sexuais que são objeto da pornografia.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dez características da igreja que satanás gosta:


1-) A igreja que satanás gosta não é cristocêntrica. Muito pelo contrário, ela não prega Cristo.
2-) A igreja que satanás gosta não proclama o evangelho, nem tampouco anuncia a necessidade do pecador se arrepender de seus pecados, mediante a fé em Cristo Jesus.
3-) A igreja que satanás gosta vende indulgências, barganhando com Deus fórmulas mágicas para o enriquecimento e prosperidade de todos aqueles que desejam ser abençoados.
4-) A igreja que satanás gosta visa somente a satisfação do homem em todas as suas dimensões deixando de lado a necessidade de arrependimento e conversão por parte do pecador.
5-) A igreja que satanás gosta não proclama a salvação pela graça, mas sim pelos méritos do ofertante ou dizimista.
6-) A igreja que satanás gosta não valoriza a Palavra de Deus, antes, relativiza as Escrituras considerando-as desnecessárias ao amadurecimento do cristão.
7-) A igreja que satanás gosta é aquela que coloca em pé de igualdade os apóstolos da modernidade e as Escrituras Sagradas.
8 -) A igreja que satanás gosta é aquela que se preocupa em construir templos suntuosos e nababescos, deixando de lado o trabalho missionário.
9-) A igreja que satanás gosta é antropocêntrica, ensimesmada e focada na satisfação de todas as vontades humanas e jamais prega a cruz.
10-) A Igreja que satanás gosta ama cantar os sucessos gospel, mas odeia estudar as Escrituras e viver em santidade.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Perigo da amargura


Hb 12.15:   “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”.
Ef 4.31: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia”.
O que estes dois textos têm em comum?
Ambos falam sobre:
O perigo da amargura
Gn 16.1-14

Gn 12.1-9
Deus chama a Abrão (“pai exaltado”) e lhe faz promessas – dentre elas a de que ele seria um grande patriarca.
Abrão tinha 75 anos então,e Sarai, sua esposa, 65 anos e ela era estéril.
A partir desse dia, Deus passou a ser o Deus de Abrão.
Gn 15
O SENHOR torna a visitar Abrão.
Alguns anos se passaram e Abrão ainda não havia recebido a bênção de ser pai.
Deus promete a ele um filho (v.4,5);
“Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça” (v.6).
O SENHOR  fez aliança com Abrão (v.18).
Gn 16.1-14
Certamente Sarai sabia de tudo isso que aconteceu. Mesmo assim deixou-se envenenar pela amargura.
Naquela época, a esterilidade era tida como maldição por causa de pecado.
Nem mesmo isso é motivo para deixar o coração ser tomado pela amargura. Deus havia feito a promessa, e só isso bastaria para que ela não se deixasse levar pela amargura.
Por que devemos evitar a amargura?
Porque ela nos leva:
1) A revoltarmos contra Deus, v.2.
As palavras de Sarai revelam um certo teor de amargura: “disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai”.
Nessas palavras vemos:
-Impaciência: ela não queria mais esperar;
-Amargura: para ela Deus é quem a impedira de gerar até então.
-Idolatria: “…e assim me edificarei com filhos…”. Seu coração não tinha Deus como o centro e como sua satisfação – isso é idolatria.
Sua revolta é vista quando:
-Ela usa de meios próprios para obter o que ela queria – Hagar e Abrão.
-Quando ela culpa a Deus por sua esterilidade.
A amargura nos atrapalha de confiarmos totalmente em Deus e nos leva a revoltarmos contra Ele. Por mais que estejamos sofrendo não temos motivos para nos revoltar contra Deus.
A amargura nos leva:
2) A culparmos os outros pelos nossos sofrimentos, v.4,5.
Sarai arquitetou um plano, ao qual Abrão anuiu. Hagar engravidou e assim começou a desprezar Sarai (v.4). Então Sarai  se voltou para a Abrão e disse: “Seja sobre ti a afronta que se me faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o SENHOR entre mim e ti” (v.5).
Abrão também teve culpa.
Mas Sarai estava cega pela amargura, pois, foi incapaz de perceber que foi ela quem arquitetou tudo aquilo, e, que, agora, estava colhendo o que plantara.
Essa atitude amargurada de culpar as pessoas nos leva:
3) A causarmos sofrimentos aos outros, v.6-8.
A amargura de Sarai levou-a à vingança: “humilhou-a…”
Sua vingança trouxe medo à Hagar: “…e ela fugiu de sua presença”.
Esse é o resultado final de um coração amargurado: ele causa sofrimentos às outras pessoas.
Pessoas amarguradas são infelizes e fazem os outros infelizes também.
Tais  pessoas   não   somente culpam as outras pelo seu sofrimento e fracasso, como ainda causam dores e danos aos outros.
São incapazes de ver seu próprio pecado, e, se o veem, fazem questão de apontar para os pecados dos outros, escondendo-se atrás de uma máscara de santidade (“Julgue o SENHOR entre mim e ti”, v.5).
Aplicação
Como vencer a amargura?
1) Observe seu coração
-Seu coração é traiçoeiro: ele irá culpar os outros e nunca a você pelos seus erros.
-Corte o mal pela raiz: qualquer raiz de amargura pode se transformar numa árvore que lançará sombra e sujeira em outros corações.
2) Purifique seu coração
Amargura é pecado, e pecado só é resolvido com:
-Confissão (1Jo 1.9),
-Despojamento do pecado e revestimento da santidade de Cristo (Ef 4.22-24).
3) Perdoe e se reconcilie de coração
Quando ficamos amargurados com as pessoas, pecamos contra elas. Por isso devemos pedir perdão e perdoá-las pelo mal que nos fizeram ou pelo bem que não nos fizeram.
Sem perdoarmos as pessoas, nossa comunhão com Deus fica comprometida (Mt 5.23,24).
4) Confie em Deus
Não fique buscando nas circunstâncias ou nas pessoas uma explicação para o seu comportamento pecaminoso. A amargura nos atrapalha de confiarmos totalmente em Deus e nos leva a revoltarmos contra Ele.
Se as coisas não saíram do jeito que você esperava, confie em Deus; Ele está sempre no comando de tudo e usará de todas as situações para moldar o seu coração (Rm 8.29,30).
Conclusão
v.13: “Tu és o Deus que vê (…) Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?”.
Deus não somente está vendo os nossos sofrimentos como também os sofrimentos que causamos nos outros. Ele é justo e bom para tirar a nossa alma do poço de amargura em que ela mergulhou, como também fará justiça por aqueles a quem causamos males com a nossa amargura.
Rev. Olivar Alves Pereira