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quarta-feira, 26 de março de 2014

Teologias da prosperidade

Lamentavelmente em boa parte dos cultos evangélicos do país é possível encontrarmos ênfases e doutrinas absolutamente antagônicas aos ensinos das Escrituras. Nessa perspectiva não somente a palavra pregada em nossos encontros dominicais, mas também as músicas entoadas em nossas reuniões estão desprovidas de verdades bíblicas que em muito afrontam a Deus.
Isto posto, elenco abaixo cinco razões básicas porque as teologias da prosperidade e confissão positiva ofendem a Deus:
1- Pelo fato de inequívoco de que as teologias da prosperidade e confissão positiva não encontram fundamento bíblico nas Escrituras, afrontando o principio protestante da Sola Scriptura.
2- Pelo fato indiscutível de que as teologias da prosperidade e confissão positiva são antropocêntricas, humanistas e absolutamente focadas no bem estar do homem e não na glória de Deus afrontando assim a verdade de que a glória pertence somente a Deus (Soli Deo Gloria)
3- Pelo fato inquestionável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva ofendem a Cristo, colocando no foco do culto homens falíveis, cujos ministérios são messiânicos, ensimesmados e blasfemos, opondo-se assim ao ensino bíblico de que a salvação da ira vindoura deve-se exclusivamente a Cristo (Solus Christus)
4- Pelo fato irrefutável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva pregam e defendem a fé na fé, afirmando entrelinhas que a salvação deve-se por obras,e não por Cristo afrontando com isso a doutrina bíblica de que a salvação se dá pela fé (sola fide) em Cristo Jesus.
5- Pelo fato irrefragável de que as teologias da prosperidade e confissão positiva negam entrelinhas a salvação pela graça ensinando aos crentes que a salvação em Cristo se deve a contribuições, ofertas, dízimos e primícias, negando com isso o pressuposto bíblico de que a salvação se deve exclusivamente pela graça (Sola Gratia).
Pense nisso,
Renato Vargens
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Fonte: Blog do Renato Vargens.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

POR QUE O DÍZIMO?



“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida...” Ml.3.10. 

Pressupostos Bíblicos para a prática do Dízimo: 
 
1) O dízimo é absolutamente bíblico. É citado no Velho e no Novo Testamento; Abrãao entrega-o ao sacerdote do Deus Altíssimo, Melquisedeque, Rei de Salém, Rei da Paz (Gn.14.18-20). Ratificando-lhe a prática, a carta aos Hebreus cita o fato, não apenas em termos de informação mas também de padrão: Hb.7.1-10. Jacó também o fez! Jesus o confirma em Lc.11.42. Assim pois quando uso o dízimo como método de contribuição, espelho-me no exemplo dos servos de Deus do passado. Coloco-me em boa companhia! 
 
2) Quando dou o dízimo, demonstro através de um ato vivo, espontâneo, alegre, minha conversão ao Senhor. Se não contribuo para o Reino de Deus, convenientemente, é sinal de que o Espírito Santo de Deus não transformou ainda todas as áreas de minha vida! 
 
3) O Dizimo é demonstração do meu amor para com Deus. Este amor não é teórico e nem apenas de palavras orais, mas de fato e de verdade: Amando a Deus consequentemente, amo a seu Reino, amo a Igreja, amo a evangelização. A Igreja precisa da nossa contribuição liberal, fiel, para a sua manutenção, para o socorro aos pobres e para o sustento das missões. Quem diz que ama a Deus e não contribui com o dízimo é no mínimo hipócrita e mentiroso! 
 
4) Através do dízimo, manifesto a minha gratidão para com o Senhor das bênçãos. É ele que nô-las concede por amor e misericórdia; “Tudo vem de ti e das Tuas mão to damos!” (1 Cr.29.14b). O Salmista nos exorta: “Apresentemo-nos diante Dele com Ações de Graças!” (Sl.100.4). É bom e agradável receber as bençãos: é imprescindível agradecê-las! 
 
5) Dízimo implica em fidelidade: Fidelidade de Deus para conosco: apesar das nossas mazelas e fraquezas, Deus não muda. Ele é sempre o mesmo em seu caráter. Ele nos galardoa e cobre-nos de indizíveis bençãos. A fidelidade de Deus para conosco determina a nossa fidelidade para com Ele! Esta é exatamente a reflexão Davídica: “Sou fiel a um Deus que me é fiel.” 1 Cr.29.14
 
6) O dízimo expressa a nossa confiança no Senhor. Muitos não são dizimistas porque têm receio de que lhes falte alguma coisa. Não se dá para receber. Isto seria mercantilismo. Motivação egocêntrica. Interesseiro. Todavia, o Senhor promete abrir-nos as janelas do céu. “Trazei todos os dízimos... e provai-me nisto, diz o Senhor, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bençãos sem medida!” (Ml.3.10). Quando confiamos no Senhor, fazemos-nos dizimistas! 
 
7) O dízimo é proporcional e imparcial. Quem ganha mais, contribui com mais; quem ganha menos, com menos. Todavia, qualitativamente, todos dão de igual modo. E o Senhor não considera apenas a quantidade mas também a qualidade de nossa contribuição. 
 
8) O dízimo é lógico e sistemático. Lógico, porque obedece a sequência bíblica: recebo primeiro e, depois, dou. Sistemático, porque dou sempre que recebo. Há pessoas que argumentam que as suas ofertas superam o dízimo; este fato quase nunca é verdadeiro. A oferta é esporádica. Mesmo liberal, dificilmente superará o dízimo, dado sistematicamente. 
 
9) O dízimo não é nosso: É do Senhor! Quando uma firma desconta dos operários a devida contribuição ao INSS e não a recolhe à Previdência é apropriação indébita. Ou melhor: é roubo! Daí a pergunta do Senhor: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas!” (Ml.3.8). Não só o dízimo é do Senhor: tudo e todos somos do Senhor. O Cosmo, a natureza, a História, as nações, o homem, a Igreja, a nossa vida, tudo o que somos e temos: Por isso, entrego ao Senhor o dízimo! Mas uso os outros noventa por cento não como dono, mas como mordomo, para a Sua honra e glória! 
 
10) Finalizando: A Palavra de Deus, não obstante no Velho Testamento, Lei moral e espiritual que é, tem validade para mim, filho de Abrãao, aqui e agora! E esta Palavra se me apresenta, em termos imperativos, irretorquíveis, decisivos: “trazei todos os dízimos...! E veja-se a finalidade da ordem de Deus: “para que haja mantimento em minha casa!...” (Ml.3.10a). 
 
O dízimo não é apenas um desafio: É uma ordem! É uma bênção! É o meu gesto de gratidão. É o meu participar efetivo na obra do Senhor. Entreguê-mo-lo, pois. Não constrangidos, mas voluntariamente. Não de coração fechado, mas liberalmente. Não com tristeza, mas alegremente, pois“Deus ama quem dá com alegria!” (2 Co.9.7b). Não há titubear: “Tudo vem de Ti e das tuas mãos to damos!”
 
Rev. Dewel Lomônaco Braga.
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Fora do Sistema

A natureza é linda, sabemos disso, sentimos isso! Ao contempla-la nos maravilhamos e pensamos: “Como o Criador é soberano, como Ele é criativo e perfeito em sua obra”. Ao olharmos os animais vemos a relação que eles tem com eles mesmos e com o meio em que vivem. Se mais atentamente nos ativermos a esses detalhes podemos aprender, não sendo os primeiros a fazer isso. Davi e Salomão eram contempladores natos, tiraram exemplos valiosos olhando a criação.
Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Sl 42:1)
Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.” (Pv 6:6-8)
E ainda hoje, podemos tirar lições preciosas da criação. Uma delas é com um peixe, o salmão. Esse “carinha”, uma vez por ano, sobe o mesmo rio em que nasceu para desovar, isso é chamado de piracema. Levam-se dias, o caminho não é seguro, seus predadores estão à margem do rio a espera do “banquete”. Mas eles não cogitam outro jeito, tem que subir o rio. Tudo lhes é contrário, a boca escancarada de um urso, a força das águas, a longa jornada. Tudo quer impedi-lo, mas ele prossegue e avança, contra correnteza. E consegue, perpetuando sua espécie.
Na vida cristã vivemos algo semelhante, lutamos contra a maré o tempo todo. Cristo nos chamou pra viver FORA DO SISTEMA! Que sistema? O sistema mundo, o conjunto de valores e crenças que divergem do que o Senhor planejou, de como Ele deseja que vivamos. Somos diferentes, não temos vidas normais, sabemos que esse não é nosso lugar. Nossa conduta não é pautada no senso comum, nossas regras nãos são impostas pela sociedade e não é a mídia que nos diz o que é certo ou errado. É a bíblia, ela que nos distingue, que nos separa, que nos santifica desse mundo caído. Jesus em sua oração sacerdotal pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:17), sendo a palavra do Senhor a ferramenta de santificação do seu povo. Ser santo não é opção, não é uma alternativa, é uma ordem a quem foi escolhido por Deus: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. (I Pe 1:15-16). Então não temos outra opção, lutamos contra o sistema.
Porém não é uma tarefa fácil, o Mestre falou que passaríamos por dificuldades, perseguições, que seriamos odiados. “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” (Jo 15:19). Entretanto, avançamos e prosseguimos. Ao conhecermos a ferramenta ela mesma nos dá o meio, a forma:
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2).
Não é apenas resistir, também é transformar e “subverter” o próprio sistema. Não tomar a forma, ser inconformado. Vivemos um liberalismo em nossos dias, uma pseudoliberdade que nos aprisiona como foi no livro de Galátas. Pecado agora tem outro nome passando a ser chamado de “normal”. Mas não foi pra isso que fomos chamados, somos sal e luz (Mt 5:13,14). A igreja é a luz do mundo, guia os homens nesse mar de trevas em que temos vivido. Somos também sal da terra, sendo uma de suas funções retardar o apodrecimento dessa humanidade cada vez mais corrupta. Enquanto o mundo propaga o ódio, pregamos o amor; enquanto o rancor encontra mais lugar nos corações, liberamos perdão; enquanto o mundo definha e morre exalamos vida. A igreja é a expressão visível do Deus invisível.
Ao lutarmos contra o sistema renovando nossas mentes com a única regra de fé e prática, que é a bíblia, conseguimos experimentar “… a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2). Viveremos em paz mesmo em guerra, sentiremos o agir do Senhor, seremos meio de graça para outros. E mesmo em momentos difíceis, que parece que seremos tragados, olhamos para o autor e consumador da nossa fé e ouvimos Dele: “Eu venci o mundo.” (Jo 16:33). E isso é nossa esperança certa, de que prosseguiremos pelo caminho estreito. Enquanto todos caminham pra uma direção, seguimos outra; enquanto todos buscam por prazer aqui, sabemos que o nosso sofrimento é peso de glória (II Co 4:17); enquanto o sistema cega e mata, somos a luz que se esforça pra tirar mais pessoas da escuridão; enquanto uns andam a passos largos pra morte, caminhamos para a vida eterna em Cristo Jesus.
Que o conhecimento do Deus Santo nos constranja a santidade e que nossa mente seja renovada por sua palavra. Que nossa luz brilhe mais e mais “para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. (Mt 5:16). Porque viver é estar fora do sistema!
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Texto de Isaque Pedro, mais um subversivo da UMP Guarabira. (Blog: Arte de Chocar)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

“Menos doutrinas, mais relacionamentos”. Será mesmo?



Cresce cada vez mais em nosso meio a ideia de que devemos nos preocupar mais com os relacionamentos e menos com as doutrinas bíblicas. Os que defendem tal ideia partem do princípio de que as doutrinas, de alguma forma, são a causa do esfriamento e distanciamento relacional. Aqui é importante lembrar que, de fato, existem pessoas que são frias e cada um de nós deve evitar esse estado. Contudo, a questão é: porque esfriamos espiritualmente?

Infelizmente existem pessoas que possuem um conhecimento intelectual das doutrinas e são frias, mas será que essa frieza não ocorre com aqueles que ignoram as doutrinas? Por outro lado, devemos lembrar que, na história da Igreja Cristã, as pessoas que mais possuíam comunhão com Deus e se preocupavam com o próximo, necessariamente eram profundas conhecedoras das verdades bíblicas.

O que são doutrinas? De modo simples, podemos afirmar que doutrinas são as grandes verdades bíblicas que revelam as maravilhas do ser de Deus e sua vontade. Esse conhecimento de Deus nos transforma para a Sua glória e para nossa alegria e edificação. É a partir dessas verdades reveladas nas Escrituras Sagradas que podemos nos relacionar com Ele e com o próximo de modo correto. Isso é maravilhoso e libertador.

Se compreendermos as doutrinas dessa forma, concluiremos que, longe de nos separar, elas, na verdade, nos aproximam de Deus e do próximo. Contudo existe um sentido em que as doutrinas nos separam. Elas nos separam do pecado e das concepções erradas acerca de Deus e de seus atributos. Muitas pessoas não gostam de doutrinas, pois elas expõem a vergonha dos seus pecados e dos seus corações idólatras, além de não dar espaço para a subjetividade, tão cultuada em nossa época.  A tragédia dessas pessoas é que rejeitando as doutrinas, elas se afastam da verdade de Deus e sobre elas mesmas, passando a serem reféns de seus próprios raciocínios vazios e enganosos. Elas se esquecem de que, além de revelar o nosso estado caído sem Cristo, as doutrinas revelam de modo maravilhoso e gracioso Aquele que perdoa os nossos pecados e nos salva desse estado.

Não caiamos na propaganda enganosa que afirma: “Menos doutrinas, mais relacionamentos”. Não há relacionamentos autênticos sem conhecimento verdadeiro de Deus e de quem somos. Esse conhecimento nos é revelado por Deus através das grandes verdades bíblicas que chamamos de doutrinas. Lembremo-nos do que o Senhor Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo. 8.31.b e 32)


Conheçamos as verdades libertadoras que revelam quem Deus é e quem nós somos. Longe de nos afastar, esse conhecimento nos atrai a Deus e nos chama para um relacionamento correto com o Criador, com o nosso próximo e com a ordem criada. Em oração e estudo bíblico, reflita sobre isso.


Sem. Nilson Ribeiro Luz Júnior