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quarta-feira, 26 de março de 2014

Teologias da prosperidade

Lamentavelmente em boa parte dos cultos evangélicos do país é possível encontrarmos ênfases e doutrinas absolutamente antagônicas aos ensinos das Escrituras. Nessa perspectiva não somente a palavra pregada em nossos encontros dominicais, mas também as músicas entoadas em nossas reuniões estão desprovidas de verdades bíblicas que em muito afrontam a Deus.
Isto posto, elenco abaixo cinco razões básicas porque as teologias da prosperidade e confissão positiva ofendem a Deus:
1- Pelo fato de inequívoco de que as teologias da prosperidade e confissão positiva não encontram fundamento bíblico nas Escrituras, afrontando o principio protestante da Sola Scriptura.
2- Pelo fato indiscutível de que as teologias da prosperidade e confissão positiva são antropocêntricas, humanistas e absolutamente focadas no bem estar do homem e não na glória de Deus afrontando assim a verdade de que a glória pertence somente a Deus (Soli Deo Gloria)
3- Pelo fato inquestionável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva ofendem a Cristo, colocando no foco do culto homens falíveis, cujos ministérios são messiânicos, ensimesmados e blasfemos, opondo-se assim ao ensino bíblico de que a salvação da ira vindoura deve-se exclusivamente a Cristo (Solus Christus)
4- Pelo fato irrefutável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva pregam e defendem a fé na fé, afirmando entrelinhas que a salvação deve-se por obras,e não por Cristo afrontando com isso a doutrina bíblica de que a salvação se dá pela fé (sola fide) em Cristo Jesus.
5- Pelo fato irrefragável de que as teologias da prosperidade e confissão positiva negam entrelinhas a salvação pela graça ensinando aos crentes que a salvação em Cristo se deve a contribuições, ofertas, dízimos e primícias, negando com isso o pressuposto bíblico de que a salvação se deve exclusivamente pela graça (Sola Gratia).
Pense nisso,
Renato Vargens
***
Fonte: Blog do Renato Vargens.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crescimento Espiritual




"Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude"(...). (2 Pedro 1:3-11).

Crescimento espiritual requer um esforço decidido: “reunindo toda a vossa diligência.” O Ap. Pedro vê o processo do crescimento como se fosse uma corrente, cada elo é parte do outro. Se um elo estiver fraco, a  corrente toda fica enfraquecida.

O Apóstolo nos dá uma lista de oito elos, os quais são as dádivas impreteríveis para o nosso crescimento na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

“Fé” é a primeira dádiva nessa corrente espiritual e o incentivo para a presença das demais dádivas. Fé é  sempre “em” algo. Pela fé, cremos  “em” Jesus Cristo como o nosso Senhor e Salvador. Nele temos a redenção, o perdão dos nossos pecados e a esperança da vida eterna. A fé nos introduz à vida cristã. Mas, a partir dessa entrada, temos que adornar a nossa vida com muitas outras dádivas, a fim de sermos completos em Cristo.

Temos que “associar com a a nossa fé a virtude”, uma vida santa e irrepreensível, que é a evidência de Cristo direcionando a nossa vida.

Mas, precisamos de mais: “Com a virtude, o conhecimento”. Não podemos viver a vida cristã sem o conhecimento geral da vontade de Deus, que se encontra nas Escrituras Sagradas. Portanto, a necessidade inadiável de uma leitura sistemática e regular da Palavra de Deus.

“Com o conhecimento, o domínio próprio”, a dádiva de discernir a divisa entre a prática dos nossos próprios interesses e a prática  dos interesses de Deus. O nosso coração precisa do domínio próprio, a fim de glorificar a Deus na prática desses dois interesses. Não podemos ser faltosos em nenhum dos dois.

“Com o domínio próprio, a perseverança”. Quando discernimos a vontade de Deus, temos que praticar a perseverança. Andar resolutamente, dia após dia, no cumprimento da vontade de Deus, inclusive no meio de desencorajamentos, o que nem sempre é fácil. Precisamos da dádiva de perseverança, a fim de não  desmaiarmos no caminho.

“Com a perseverança, a piedade”, o temor de Deus constrangendo o nosso procedimento nos atos de culto. “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”, com uma reverência não fingida.

“Com a piedade, a fraternidade”. No culto público, estamos no meio de outros adoradores, irmãos e irmãs que, juntamente conosco, são herdeiros da mesma graça de vida. A cada um devemos aquele amor fraternal; levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.

“E com a fraternidade, o amor”. O amor é o cumprimento da lei de Deus, que ensina: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc. 10:27).

Qual é a recompensa em adornar a nossa vida com essas oito dádivas de Deus? Em primeiro lugar, elas demonstram a nossa diligência no desenvolvimento da vida cristã. “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”.

E, em segundo lugar, são as evidências de que Deus tem começado uma boa obra salvífica em nossa vida. “Pois aquele a quem estas cousas não estão presentes é cego.” Como podemos nutrir a esperança da vida eterna se não temos em nós os sinais vitais da vida cristã?

Eis a exortação: “Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição.” Essa confirmação será reconhecida através da presença dessas oito dádivas de Deus agindo eficazmente em nossa vida. “Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Enquanto associamos uma dádiva com outra, Deus suprirá todas as demais necessidades para que tenhamos uma entrada ampla e vitoriosa no reino eterno do Sustentador da nossa fé. Eis a norma para alcançar a certeza da salvação.


Rev. Ivan G. G. Ross

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31 de dezembro – Salmo 118




“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Na expectativa de virar mais uma página da história de nossa vida e da nossa trajetória humana neste mundo e na sociedade de que participamos, alguma coisa se alvoroça e se agita dentro de nós.  Isso porque costumamos dividir o tempo, dando significação maior ou menor a uns e a outros dias, de acordo com aquilo que eles representam para nós, e na medida das emoções que eles nos apresentam. São todos iguais, mas alguns significam mais que outros.
Portanto, hoje, mais que em qualquer outro momento, temos razões de sobra para acatar a recomendação do saltério, conforme o salmo 118, verso 24: “Regozijemo-nos e alegremo-nos nele”, ou seja, agradeçamos. O simples fato de estarmos vivendo essas emoções de mais um 31 de dezembro é motivo para ação de graças, gesto recomendado e expresso no versículo já referido. Aqui estamos.
Sim, 365 dias se passaram: embates, sofrimentos, dores, lágrimas, enfermidades, luto, dúvidas, incertezas, contrariedades, decepções, fracassos, perdas materiais, físicas, morais, lembranças, medo, temores, ingratidão.  E tudo isso, enfim, ficou para trás, e nós sobrevivemos e estamos de pé.  Vivos estamos, não apenas no sentido de que continuamos existindo entre os mortais, mas no sentido de que, embora tomando consciência de tudo que nos cercou e nos atingiu duramente, permanecemos com razoável e boa disposição.
Essa constatação concede-nos um sabor de triunfo, de êxito e supremacia, pois aí exatamente se configura a alvissareira realidade: Eu vou, com todas as minhas limitações, adentrar o ano de 2.014. Posso adoecer amanhã e vir a perecer. Mas a minha alegria, onde se fundamenta o meu hino de vitória, e o motivo do regozijo, aqui está: apesar dos revezes, as minhas forças não foram minadas, não se extinguiram os recursos de ordem espiritual, psicológica e moral para meu sustento, não se esvaiu a minha modesta, mas determinada capacidade de resistência. Também não me desesperei, não fiquei parado no meio do caminho, não recuei e muito menos renunciei à luta.
Enfim, irmãos, resistimos. E isso é importante. Pela graça divina fomos mantidos na posição de testemunhas da fé que um dia foi entregue aos santos, como Deus quer, porque para isso nos chamou.
Agora prosseguimos, sabendo que Deus não tem prometido céu sempre azul, flores espalhadas pelo caminho de nossa vida, sol sem chuva, alegria sem tristeza, paz sem dor. Mas Ele tem prometido força para o dia, descanso para o trabalhador, luz para o caminho, graça para a provação, ajuda para os caídos, infalível simpatia e imortal amor.
                                               Rev. Ephrain


sábado, 30 de novembro de 2013

A Parábola do Semeador



Um semeador saiu a semear... E, semeando, a semente caiu ao longo do caminho. No grande campo do mundo, na imensa seara das almas, você amigo, é presença e pessoa. E como presença e pessoa, você não pode fugir à responsabilidade de plantar a boa semente. Não diga jamais, no gesto de comodismo, na covardia da omissão: o solo é áspero, o sol queima demais, o grão não serve, é de segunda qualidade... Não lhe cabe julgar a terra, o tempo e as circunstâncias externas...

A sua função, amigo, é plantar. Plantar na fé, na esperança e no amor cristão. As sementes são abundantes e germinam facilmente: Um pensamento fraterno, um sorriso amigo, uma promessa de alento, um aperto de mão cordial, um conselho oportuno, um pouco de água, umas migalhas de pão...

Não plante descuidadamente, como alguém que apenas cumpre uma tarefa imposta. Como alguém que trabalha forçado, sem interesse. Plante com amor, com atenção, num clima de otimismo, como amigo sincero que busca construir... E ao semear, não pense jamais: quanto me darão em recompensa? Será gratificante a colheita? Recorde sempre que você não planta para enriquecer, que você não reparte para ser aplaudido. Você frutifica porque não pode viver sem dar, porque você não pode servir a Deus sem ir ao encontro dos seus irmãos.

A vida tem dessas compensações, amigo... Sempre que você reparte, na generosidade, sem pensar na colheita, sua riqueza se multiplica ao infinito... Por quê? Porque você semeia um reino! Um reino onde doar é receber, um reino onde perder a vida é encontrá-la, um reino onde morrer é ressuscitar!

Felizes todos aqueles que distribuem otimismo e esperança como se estivessem repartindo o seu próprio coração! Semeador da bondade, siga pela estrada afora sentindo a brisa mansa do Evangelho roçando sua fronte fraternal... Não estacione. Avance sorrindo, levando em sua bagagem tudo aquilo que você tem de bom. Não tenha medo das vigílias longas ou das madrugadas insones. Lembre-se, dia e noite, que o fruto nasceu para ser partilhado, distribuindo e ofertado. A glória é para o Pai, e a recompensa final acontecerá... só do outro lado! E a todos os que você encontrar, montanha acima, repita sempre o mesmo estribilho: Obrigado! Obrigado! Muito obrigado!

No grande campo do mundo, na imensa seara das almas, você é o semeador de um reino. Através do tempo, ao longo da história, você é responsável por todos aqueles que Deus colocar em seus caniinhos de viandante.

Um semeador saiu a semear. E, semeando na fraternidade, a semente caiu em terra fértil, frutificando na eternidade!!!

Rev. Ephraim Santos de Oliveira
Igreja Presbiteriana - Pouso Alegre, 08/12/1984

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Perigo da amargura


Hb 12.15:   “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”.
Ef 4.31: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia”.
O que estes dois textos têm em comum?
Ambos falam sobre:
O perigo da amargura
Gn 16.1-14

Gn 12.1-9
Deus chama a Abrão (“pai exaltado”) e lhe faz promessas – dentre elas a de que ele seria um grande patriarca.
Abrão tinha 75 anos então,e Sarai, sua esposa, 65 anos e ela era estéril.
A partir desse dia, Deus passou a ser o Deus de Abrão.
Gn 15
O SENHOR torna a visitar Abrão.
Alguns anos se passaram e Abrão ainda não havia recebido a bênção de ser pai.
Deus promete a ele um filho (v.4,5);
“Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça” (v.6).
O SENHOR  fez aliança com Abrão (v.18).
Gn 16.1-14
Certamente Sarai sabia de tudo isso que aconteceu. Mesmo assim deixou-se envenenar pela amargura.
Naquela época, a esterilidade era tida como maldição por causa de pecado.
Nem mesmo isso é motivo para deixar o coração ser tomado pela amargura. Deus havia feito a promessa, e só isso bastaria para que ela não se deixasse levar pela amargura.
Por que devemos evitar a amargura?
Porque ela nos leva:
1) A revoltarmos contra Deus, v.2.
As palavras de Sarai revelam um certo teor de amargura: “disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai”.
Nessas palavras vemos:
-Impaciência: ela não queria mais esperar;
-Amargura: para ela Deus é quem a impedira de gerar até então.
-Idolatria: “…e assim me edificarei com filhos…”. Seu coração não tinha Deus como o centro e como sua satisfação – isso é idolatria.
Sua revolta é vista quando:
-Ela usa de meios próprios para obter o que ela queria – Hagar e Abrão.
-Quando ela culpa a Deus por sua esterilidade.
A amargura nos atrapalha de confiarmos totalmente em Deus e nos leva a revoltarmos contra Ele. Por mais que estejamos sofrendo não temos motivos para nos revoltar contra Deus.
A amargura nos leva:
2) A culparmos os outros pelos nossos sofrimentos, v.4,5.
Sarai arquitetou um plano, ao qual Abrão anuiu. Hagar engravidou e assim começou a desprezar Sarai (v.4). Então Sarai  se voltou para a Abrão e disse: “Seja sobre ti a afronta que se me faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o SENHOR entre mim e ti” (v.5).
Abrão também teve culpa.
Mas Sarai estava cega pela amargura, pois, foi incapaz de perceber que foi ela quem arquitetou tudo aquilo, e, que, agora, estava colhendo o que plantara.
Essa atitude amargurada de culpar as pessoas nos leva:
3) A causarmos sofrimentos aos outros, v.6-8.
A amargura de Sarai levou-a à vingança: “humilhou-a…”
Sua vingança trouxe medo à Hagar: “…e ela fugiu de sua presença”.
Esse é o resultado final de um coração amargurado: ele causa sofrimentos às outras pessoas.
Pessoas amarguradas são infelizes e fazem os outros infelizes também.
Tais  pessoas   não   somente culpam as outras pelo seu sofrimento e fracasso, como ainda causam dores e danos aos outros.
São incapazes de ver seu próprio pecado, e, se o veem, fazem questão de apontar para os pecados dos outros, escondendo-se atrás de uma máscara de santidade (“Julgue o SENHOR entre mim e ti”, v.5).
Aplicação
Como vencer a amargura?
1) Observe seu coração
-Seu coração é traiçoeiro: ele irá culpar os outros e nunca a você pelos seus erros.
-Corte o mal pela raiz: qualquer raiz de amargura pode se transformar numa árvore que lançará sombra e sujeira em outros corações.
2) Purifique seu coração
Amargura é pecado, e pecado só é resolvido com:
-Confissão (1Jo 1.9),
-Despojamento do pecado e revestimento da santidade de Cristo (Ef 4.22-24).
3) Perdoe e se reconcilie de coração
Quando ficamos amargurados com as pessoas, pecamos contra elas. Por isso devemos pedir perdão e perdoá-las pelo mal que nos fizeram ou pelo bem que não nos fizeram.
Sem perdoarmos as pessoas, nossa comunhão com Deus fica comprometida (Mt 5.23,24).
4) Confie em Deus
Não fique buscando nas circunstâncias ou nas pessoas uma explicação para o seu comportamento pecaminoso. A amargura nos atrapalha de confiarmos totalmente em Deus e nos leva a revoltarmos contra Ele.
Se as coisas não saíram do jeito que você esperava, confie em Deus; Ele está sempre no comando de tudo e usará de todas as situações para moldar o seu coração (Rm 8.29,30).
Conclusão
v.13: “Tu és o Deus que vê (…) Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?”.
Deus não somente está vendo os nossos sofrimentos como também os sofrimentos que causamos nos outros. Ele é justo e bom para tirar a nossa alma do poço de amargura em que ela mergulhou, como também fará justiça por aqueles a quem causamos males com a nossa amargura.
Rev. Olivar Alves Pereira

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

POR QUE O DÍZIMO?



“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida...” Ml.3.10. 

Pressupostos Bíblicos para a prática do Dízimo: 
 
1) O dízimo é absolutamente bíblico. É citado no Velho e no Novo Testamento; Abrãao entrega-o ao sacerdote do Deus Altíssimo, Melquisedeque, Rei de Salém, Rei da Paz (Gn.14.18-20). Ratificando-lhe a prática, a carta aos Hebreus cita o fato, não apenas em termos de informação mas também de padrão: Hb.7.1-10. Jacó também o fez! Jesus o confirma em Lc.11.42. Assim pois quando uso o dízimo como método de contribuição, espelho-me no exemplo dos servos de Deus do passado. Coloco-me em boa companhia! 
 
2) Quando dou o dízimo, demonstro através de um ato vivo, espontâneo, alegre, minha conversão ao Senhor. Se não contribuo para o Reino de Deus, convenientemente, é sinal de que o Espírito Santo de Deus não transformou ainda todas as áreas de minha vida! 
 
3) O Dizimo é demonstração do meu amor para com Deus. Este amor não é teórico e nem apenas de palavras orais, mas de fato e de verdade: Amando a Deus consequentemente, amo a seu Reino, amo a Igreja, amo a evangelização. A Igreja precisa da nossa contribuição liberal, fiel, para a sua manutenção, para o socorro aos pobres e para o sustento das missões. Quem diz que ama a Deus e não contribui com o dízimo é no mínimo hipócrita e mentiroso! 
 
4) Através do dízimo, manifesto a minha gratidão para com o Senhor das bênçãos. É ele que nô-las concede por amor e misericórdia; “Tudo vem de ti e das Tuas mão to damos!” (1 Cr.29.14b). O Salmista nos exorta: “Apresentemo-nos diante Dele com Ações de Graças!” (Sl.100.4). É bom e agradável receber as bençãos: é imprescindível agradecê-las! 
 
5) Dízimo implica em fidelidade: Fidelidade de Deus para conosco: apesar das nossas mazelas e fraquezas, Deus não muda. Ele é sempre o mesmo em seu caráter. Ele nos galardoa e cobre-nos de indizíveis bençãos. A fidelidade de Deus para conosco determina a nossa fidelidade para com Ele! Esta é exatamente a reflexão Davídica: “Sou fiel a um Deus que me é fiel.” 1 Cr.29.14
 
6) O dízimo expressa a nossa confiança no Senhor. Muitos não são dizimistas porque têm receio de que lhes falte alguma coisa. Não se dá para receber. Isto seria mercantilismo. Motivação egocêntrica. Interesseiro. Todavia, o Senhor promete abrir-nos as janelas do céu. “Trazei todos os dízimos... e provai-me nisto, diz o Senhor, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bençãos sem medida!” (Ml.3.10). Quando confiamos no Senhor, fazemos-nos dizimistas! 
 
7) O dízimo é proporcional e imparcial. Quem ganha mais, contribui com mais; quem ganha menos, com menos. Todavia, qualitativamente, todos dão de igual modo. E o Senhor não considera apenas a quantidade mas também a qualidade de nossa contribuição. 
 
8) O dízimo é lógico e sistemático. Lógico, porque obedece a sequência bíblica: recebo primeiro e, depois, dou. Sistemático, porque dou sempre que recebo. Há pessoas que argumentam que as suas ofertas superam o dízimo; este fato quase nunca é verdadeiro. A oferta é esporádica. Mesmo liberal, dificilmente superará o dízimo, dado sistematicamente. 
 
9) O dízimo não é nosso: É do Senhor! Quando uma firma desconta dos operários a devida contribuição ao INSS e não a recolhe à Previdência é apropriação indébita. Ou melhor: é roubo! Daí a pergunta do Senhor: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas!” (Ml.3.8). Não só o dízimo é do Senhor: tudo e todos somos do Senhor. O Cosmo, a natureza, a História, as nações, o homem, a Igreja, a nossa vida, tudo o que somos e temos: Por isso, entrego ao Senhor o dízimo! Mas uso os outros noventa por cento não como dono, mas como mordomo, para a Sua honra e glória! 
 
10) Finalizando: A Palavra de Deus, não obstante no Velho Testamento, Lei moral e espiritual que é, tem validade para mim, filho de Abrãao, aqui e agora! E esta Palavra se me apresenta, em termos imperativos, irretorquíveis, decisivos: “trazei todos os dízimos...! E veja-se a finalidade da ordem de Deus: “para que haja mantimento em minha casa!...” (Ml.3.10a). 
 
O dízimo não é apenas um desafio: É uma ordem! É uma bênção! É o meu gesto de gratidão. É o meu participar efetivo na obra do Senhor. Entreguê-mo-lo, pois. Não constrangidos, mas voluntariamente. Não de coração fechado, mas liberalmente. Não com tristeza, mas alegremente, pois“Deus ama quem dá com alegria!” (2 Co.9.7b). Não há titubear: “Tudo vem de Ti e das tuas mãos to damos!”
 
Rev. Dewel Lomônaco Braga.
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Fora do Sistema

A natureza é linda, sabemos disso, sentimos isso! Ao contempla-la nos maravilhamos e pensamos: “Como o Criador é soberano, como Ele é criativo e perfeito em sua obra”. Ao olharmos os animais vemos a relação que eles tem com eles mesmos e com o meio em que vivem. Se mais atentamente nos ativermos a esses detalhes podemos aprender, não sendo os primeiros a fazer isso. Davi e Salomão eram contempladores natos, tiraram exemplos valiosos olhando a criação.
Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Sl 42:1)
Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.” (Pv 6:6-8)
E ainda hoje, podemos tirar lições preciosas da criação. Uma delas é com um peixe, o salmão. Esse “carinha”, uma vez por ano, sobe o mesmo rio em que nasceu para desovar, isso é chamado de piracema. Levam-se dias, o caminho não é seguro, seus predadores estão à margem do rio a espera do “banquete”. Mas eles não cogitam outro jeito, tem que subir o rio. Tudo lhes é contrário, a boca escancarada de um urso, a força das águas, a longa jornada. Tudo quer impedi-lo, mas ele prossegue e avança, contra correnteza. E consegue, perpetuando sua espécie.
Na vida cristã vivemos algo semelhante, lutamos contra a maré o tempo todo. Cristo nos chamou pra viver FORA DO SISTEMA! Que sistema? O sistema mundo, o conjunto de valores e crenças que divergem do que o Senhor planejou, de como Ele deseja que vivamos. Somos diferentes, não temos vidas normais, sabemos que esse não é nosso lugar. Nossa conduta não é pautada no senso comum, nossas regras nãos são impostas pela sociedade e não é a mídia que nos diz o que é certo ou errado. É a bíblia, ela que nos distingue, que nos separa, que nos santifica desse mundo caído. Jesus em sua oração sacerdotal pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:17), sendo a palavra do Senhor a ferramenta de santificação do seu povo. Ser santo não é opção, não é uma alternativa, é uma ordem a quem foi escolhido por Deus: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. (I Pe 1:15-16). Então não temos outra opção, lutamos contra o sistema.
Porém não é uma tarefa fácil, o Mestre falou que passaríamos por dificuldades, perseguições, que seriamos odiados. “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” (Jo 15:19). Entretanto, avançamos e prosseguimos. Ao conhecermos a ferramenta ela mesma nos dá o meio, a forma:
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2).
Não é apenas resistir, também é transformar e “subverter” o próprio sistema. Não tomar a forma, ser inconformado. Vivemos um liberalismo em nossos dias, uma pseudoliberdade que nos aprisiona como foi no livro de Galátas. Pecado agora tem outro nome passando a ser chamado de “normal”. Mas não foi pra isso que fomos chamados, somos sal e luz (Mt 5:13,14). A igreja é a luz do mundo, guia os homens nesse mar de trevas em que temos vivido. Somos também sal da terra, sendo uma de suas funções retardar o apodrecimento dessa humanidade cada vez mais corrupta. Enquanto o mundo propaga o ódio, pregamos o amor; enquanto o rancor encontra mais lugar nos corações, liberamos perdão; enquanto o mundo definha e morre exalamos vida. A igreja é a expressão visível do Deus invisível.
Ao lutarmos contra o sistema renovando nossas mentes com a única regra de fé e prática, que é a bíblia, conseguimos experimentar “… a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2). Viveremos em paz mesmo em guerra, sentiremos o agir do Senhor, seremos meio de graça para outros. E mesmo em momentos difíceis, que parece que seremos tragados, olhamos para o autor e consumador da nossa fé e ouvimos Dele: “Eu venci o mundo.” (Jo 16:33). E isso é nossa esperança certa, de que prosseguiremos pelo caminho estreito. Enquanto todos caminham pra uma direção, seguimos outra; enquanto todos buscam por prazer aqui, sabemos que o nosso sofrimento é peso de glória (II Co 4:17); enquanto o sistema cega e mata, somos a luz que se esforça pra tirar mais pessoas da escuridão; enquanto uns andam a passos largos pra morte, caminhamos para a vida eterna em Cristo Jesus.
Que o conhecimento do Deus Santo nos constranja a santidade e que nossa mente seja renovada por sua palavra. Que nossa luz brilhe mais e mais “para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. (Mt 5:16). Porque viver é estar fora do sistema!
***
Texto de Isaque Pedro, mais um subversivo da UMP Guarabira. (Blog: Arte de Chocar)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

JESUS, O INCOMPARÁVEL VERBO DE DEUS



Jesus, o Cristo, a mais alta expressão da dignidade humana, a mais alta expressão da glória divina, não pode ser comparado a ninguém, pois ninguém nasceu como ele nasceu, ninguém falou como ele falou, ninguém amou como ele amou, ninguém deu tanta atenção ao sofrimento humano quanto Jesus, ninguém se misturou aos pecadores como Jesus, ninguém castigou a hipocrisia religiosa como Jesus, ninguém exerceu tanto poder sobre os homens e sobre o mundo físico quanto Jesus, ninguém se humilhou tanto quanto Jesus, ninguém se doou inteiramente como Jesus, ninguém operou tantos sinais e prodígios como Jesus, ninguém morreu como Jesus morreu, ninguém ressuscitou dentre os mortos como Jesus, ninguém foi elevado às alturas como Jesus, ninguém assentou-se à destra de Deus como Jesus e ninguém ouviu palavras de apoio da parte de Deus Pai como Jesus! 

De fato, Ele é o Verbo eterno, Rei dos reis, Senhor dos senhores, nosso Salvador pessoal, o Caminho, a Verdade e a Vida, o Alfa e o Ômega, a Rocha dos séculos, o Princípio e o Fim, a Gloriosa Estrela da manhã, o Eterno Lírio dos vales, a Inebriante Rosa de Saron, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Único e suficiente Mediador entre Deus e o Homem, o Eficiente Consolo na tribulação. Sua primazia, realeza e glória é declarada no Novo Testamento, confirmando a palavra profética do Antigo Testamento. Daí insistirmos nos textos neo testamentários que declaram seu status divino e celestial, conforme seguem:

Mateus 22:41-46 e 28:18-20; Lucas 5:20-26;  João 1:1, 14, 18; 3:13-18; 5:25-29; 6:68-69; 8:24, 28, 58; 10:24-33; 17:1-5; 20:28; Atos 20:28; Romanos 9:1-5; Filipenses 2:9-11;  Colossenses  2:8-9;  I Timóteo 3:16; Tito 2:11-14; Hebreus 1:1-14; I João 5:20;  Apocalipse 1:17-18; 5:11-13; 19:11-16. 

Concluindo, repitamos o desabafo de Paulo em I Cor. 2:1-2: “...quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”. 


Rev. Ephrain Santos de Oliveira 
Igreja Presbiterianaomem, o Eficiete Consolo na tribulação. Sua primazia, realeza e glória é declarada no Novo Testaentpo, confirmando a palavra profética do Antigo Testamento.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

REFLEXÕES SOBRE A MORTE



A idéia da morte, até que nos defrontemos com ela, é tão estranha a nós, que aprendemos a desconhecê-la e viver como se ela não existisse. Exatamente, porque do contrário não teríamos condições de sobreviver, pois vivemos as nossas paixões como se jamais fôssemos atingidos. Assim uma leviana sensação nos embala no viver, como se a morte nunca nos colhesse e apenas acometesse aos outros, cujo desaparecimento choramos, na insustentável persuasão de uma hipotética eternidade neste mundo.

De repente, no entanto, ameaçados pelo perigo iminente que ronda, refletimos como Jó, o personagem bíblico: “Porque há esperança para a árvore, pois mesmo cortada ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos; se envelhecer na terra a sua raiz e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova. O homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem, e onde está? Como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgota e seca, assim o homem se deita e não se levanta: enquanto existirem os céus não acordará, nem será despertado do seu sono”. Ou como Samuel, o profeta e sacerdote em Israel: “Porque temos de morrer, e somos como águas derramadas na terra que já não se podem juntar”. Ou ainda como Davi, o rei e poeta: “Eu vou pelo caminho de todos os mortais”.

Esse pensamento, integrante no contexto religioso algumas vezes milenar do AntigoTestamento, nos mostra que não apenas a cultura ocidental, mas também as demais têm dificuldade quanto ao trato ou administração dessa contingência trágica da vida.

O ensino evangélico e apostólico, porém, embora confirme esse realismo contundente expresso na concepção hebraica [basta ouvir a esse respeito o Dr. Paulo, ex Saulo de Tarso: “O salário do pecado é a morte”, “O último inimigo a ser vencido é a morte”, “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”], nos acode e consola. Daí as promessas claras e firmes de Jesus, o Verbo de Deus. E como precisamos ouví-las! Dentre elas destacamos estas: “Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam nem se dão em casamento; pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição”. ”Deus não é Deus de mortos e sim de vivos; porque para ele todos vivem”. “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna; não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.

Com base nessas promessas concluímos que ao morrer - deixando de existir como pessoa, agente da história, efetiva personalidade - alcançamos a imortalidade, permanecendo como objeto do amor, compaixão e afeto divinos, e ascendemos à condição de bem-aventurança e glorificação eternas. Como dizia Santo Agostinho, “a vida não é mortal; a morte é que é vital”. Podemos, portanto, fazer a nossa declaração de fé resoluta e convictamente, ou seja: somos inebriados pela vida naquilo que ela tem de belo e fascinante e apaixonados pela morte naquilo que ela tem de livramento e redenção! Tudo isso, porém, é matéria de fé; jamais de especulação acadêmica, científica ou filosófica.

Concluindo, como Jesus chorando diante da sepultura do amigo Lázaro, choramos os nossos mortos e a nossa própria morte, pranto que reflete a nossa condição humana limitada, porque a lágrima é a última instância da dor, emoção que se materializa. Mas o fazemos em paz, com esperança, no amor solidário e, sobretudo na fé depositada nas palavras consoladoras de Jesus: “Não se turbe o vosso coração; vou preparar-vos lugar para que onde eu esteja, estejais vós também”. 

Rev. Ephrain Santos de Oliveira

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Dinheiro rápido e fácil !!!


Não existe ou se ganha dinheiro fácil. Quando a oferta de dinheiro fácil aparece, alguém, em algum lugar, está sendo prejudicado. Os modos lícitos de ganhar dinheiro são trabalho, poupança, heranças, investimentos lícitos, doações etc. (Gen. 1.26; 2. 15; 19; 3. Ef. 4.28; 1Ts. 2.9; Pv. 6.6 – 11; 1Ts 4.11; Pv.; 10.4; Pv. 13.11; Pv. 14.22; 21.5; Deut. 23. 19, 20).
Percebo que, geralmente, oferecem-se as vantagens de “se ganhar rápido”, “que tem gente que ganhou X mil reais em poucos meses”, “fulanos que já compraram bens de consumo – carros importados, apartamentos etc”. Atraí-se pela COBIÇA de ganhar MUITO DINHEIRO e FÁCIL!!!
Fico a pensar na questão quando existem Cristãos envolvidos e não pensam na possibilidade de trazer prejuízo a outros (Sal. 15. 1 – 5). Há aqueles que apelam para o fato de “enquanto estiver entrando dinheiro, então tudo bem. Estou me dando bem”. E aqueles a quem você prejudicou? Até onde se conhece da Revelação, reter o que é dos outros por fraude, ainda que no exercício “do trabalho”, é roubo (Tg. 5.4; Lc. 19.8; Pv. 21.6)
Há, ainda outros, que apelam para LEGALIZAÇÃO dos “meios rápidos” de ganhar dinheiro. Ora, não é a legalização que define o que é moral/ético. Para o Cristão, o princípio geral da Ética Cristã, aplicada em todas as áreas, provém das Escrituras, não do Estado, interessado em ter LUCRO, licitando o que é ilícito. Se a lógica for a da legalização, penso que para muitos “cristãos” não haverá problemas manterem “bordéis”(casa de prostituição) ou “centros de consumo de entorpecentes” quando tais forem LEGALIZADOS.
Não! Eu não participarei de nenhuma forma de “ganhar dinheiro fácil e rápido” que não sejam aqueles estabelecidos pelas Escrituras. Não me importa se “alguns estão ficando ricos”, “conquistando bens que, com trabalho e poupança, levariam anos” ou “caindo dinheiro na conta toda semana”. Não estou aceitando convites. Quando confirmado, se confirmado, que se trata de “meio lícito e ético” de investimento, sem que alguém esteja sendo lesado ou prejudicado, ainda assim, não pretendo, firmemente, participar. Procurarei investimentos sólidos, confiáveis e ortodoxos, conservadores para o mesmo. Meu tesouro não está em querer ficar rico.
Contentamento é uma palavra que os Cristãos precisam relembrar (1Tm 6.6,8)
“Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a morte”(Provérbios 21.6).
“A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará”(Provérbios 13.11)

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Rev. Gaspar de Souza

sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Estatuto da Diversidade Sexual" PLC 122

Esse é o Pronunciamento Oficial da Convenção Batista Brasileira sobre o  "Estatuto da Diversidade Sexual" PLC 122.



A Convenção Batista Brasileira reunida em sua 93ª Assembléia Geral realizada em Aracajú-SE. Onde se fizeram representar cerca de 2 milhões de Batistas Brasileiros através de suas 10.000 Igrejas Batistas afiliadas à Convenção Batista Brasileira. Fonte: convenção Batista Brasileira (CBB).

Diversidade Sexual
Considerando que as liberdades de consciência e religiosa são princípios fundamentais garantidos pela Constituição (Art. 5º, IV, VI e VIII), nós, Batistas da CBB, fundamentados no princípio de liberdade religiosa, somos compelidos por nossa fé cristã a nos pronunciar em defesa das citadas liberdades.

Consideramos ser nosso direito e dever apresentar este pronunciamento à luz da verdade que é baseada na Bíblia, na razão (a qual, cremos ser um dom de Deus) e na natureza da pessoa humana. Ressalte-se que a Bíblia Sagrada é nossa única regra de fé e prática, onde encontramos a verdade revelada de Deus para a conduta humana. Assim, conclamamos cristãos e não-cristãos a que ponderem e reflitam cuidadosa e criticamente nas questões aqui apresentadas.

À luz dos §§ III e V do Art. 226 da Constituição Federal combinado com o Art. 1514 do Código Civil Brasileiro, entendemos que o casamento se restringe à união de um homem e uma mulher por natureza de nascimento.

A exemplo do Projeto de Lei Complementar 122/2006, o Estatuto da Diversidade Sexual, entre outras coisas, tem como objetivo criminalizar a homofobia (Art. 1º), assegurar casamento homoafetivo (Art. 15), proibir tratamento e até mesmo promessa de cura a não-heterossexuais (Art. 53), assegurar oportunidades de trabalho para os beneficentes do Estatuto (Art. 73 § único), adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais, homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais (Art. 105).

Quanto à homofobia, somos contra qualquer tipo de discriminação, desrespeito, abuso ou violência, seja ela contra quem for. Todavia, nos reservamos o direito constitucional (liberdade religiosa) de discordar da prática homossexual, por entender que é biblicamente pecaminosa e viola o padrão original de Deus para os seres humanos. O Antigo e o Novo Testamento desaprovam severamente práticas homossexuais (Lv 18.22; 20.13; Is 3.9; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.9-10). Consequentemente, não aprovamos tais práticas.

Em relação ao chamado casamento homoafetivo, entendemos que uniões legais amparam arranjos de pessoas do mesmo sexo que decidem estabelecer um relacionamento de união e que necessitem legar herança, visitar companheiros em hospitais etc. Por outro lado, o matrimônio biblicamente instituído por Deus é uma união integral de corpo e mente (Gn 2.18,23-24), baseado em um compromisso de permanência e exclusividade entre o sexo masculino e o sexo feminino, e selado pelo ato sexual. A Bíblia Sagrada apresenta a criação dos seres humanos em dois sexos: “…homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Tal criação visava ao casamento, expresso em companheirismo, união sexual e procriação (Gn 2.23-25). Jesus Cristo reiterou esta norma ao afirmar “que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Mt 19.4-5). Esta união tem valor intrínseco, independente de procriação. Todavia, se houver filhos, a união se aprofunda e enriquece. Entendemos que o casamento, nos parâmetros bíblicos, salvaguarda os interesses das crianças. Adicionalmente, cremos que é direito de toda criança ter pai e mãe. Portanto, o Estado deve reconhecer e apoiar o matrimônio. Não concordamos com a criação de um novo modelo de casamento contrariando a Bíblia, a própria Constituição (Art. 226) e o Código Civil (Art. 1521). Por sinal, quebrada a normatividade do casamento heterossexual, os mais diferentes modelos poderiam ser propostos, tais como: casamento aberto, casamento incestuoso, casamento temporário, casamento poligínico, casamento poliândrico etc. Ministros religiosos não podem ser forçados a realizar e reconhecer uniões homoafetivas e devem ser respeitados em seus direitos humanos.

No que se refere a proibir tratamento e até mesmo promessa de “cura” a não heterossexuais, tem-se presentemente ampla evidência de pessoas que foram homossexuais praticantes, e através de tratamento foram restauradas. Portanto, tal proibição é um contrassenso. A Bíblia registra a restauração em I Coríntios 6.9-11, “…Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, … herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” Consequentemente, defendemos que ministros religiosos e profissionais liberais devem ter assegurado o direito de ministrar tratamento a homossexuais que assim o desejem.

No que diz respeito a assegurar oportunidades de trabalho para não-heterossexuais, entendemos que forçar empresas ou instituições a empregarem pessoas cujo comportamento ou crenças são contrários à visão das citadas organizações constitui violação constitucional.

Quanto a adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais, homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais; vale ressaltar que o termo “dignidade” pode fazer referência a, pelo menos, duas coisas: (1) à dignidade intrínseca, fundamento dos direitos humanos, absoluta e que todo ser humano possui simplesmente por ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27); ou (2) à dignidade moral, que não é absoluta, mas gradual, relativa ao comportamento moral de uma pessoa; ou seja, quanto mais os atos de um indivíduo estiverem de acordo com o que é correto, maior a dignidade moral dessa pessoa. De acordo com este último conceito, consideramos que todas as práticas sexuais que se desviem do padrão bíblico são moralmente deficientes. Promover políticas públicas que deixem subentendido que todas as práticas sexuais são igualmente corretas e desejáveis, representa absoluta contradição ao ensino bíblico relativo ao matrimônio, base da família, célula mater do Estado. Somos contrários, portanto, a tais ações e rejeitamos veementemente o art. 105, pois está sutilmente fazendo alusão a esse último conceito de “dignidade”.

Finalmente, rejeitamos qualquer instrumento de coerção que nos force a concordar com práticas inconstitucionais e antibíblicas. Por sinal, vale enfatizar que esse Estatuto é inconstitucional, ilegal, heterofóbico e cristofóbico. Sabemos que quando os poderes terreno e divino colidem, nossa obrigação é “obedecer a Deus, e não a seres humanos” (At 5.29). Portanto, nenhum poder na terra — seja cultural ou político — nos forçará ao silêncio ou à acomodação.

Comissão de Altos Estudos da Convenção Batista Brasileira,
Pr. Dr. David Bowman Riker, relator
Aracajú (SE), 29 de Janeiro de 2013.