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quarta-feira, 26 de março de 2014

Teologias da prosperidade

Lamentavelmente em boa parte dos cultos evangélicos do país é possível encontrarmos ênfases e doutrinas absolutamente antagônicas aos ensinos das Escrituras. Nessa perspectiva não somente a palavra pregada em nossos encontros dominicais, mas também as músicas entoadas em nossas reuniões estão desprovidas de verdades bíblicas que em muito afrontam a Deus.
Isto posto, elenco abaixo cinco razões básicas porque as teologias da prosperidade e confissão positiva ofendem a Deus:
1- Pelo fato de inequívoco de que as teologias da prosperidade e confissão positiva não encontram fundamento bíblico nas Escrituras, afrontando o principio protestante da Sola Scriptura.
2- Pelo fato indiscutível de que as teologias da prosperidade e confissão positiva são antropocêntricas, humanistas e absolutamente focadas no bem estar do homem e não na glória de Deus afrontando assim a verdade de que a glória pertence somente a Deus (Soli Deo Gloria)
3- Pelo fato inquestionável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva ofendem a Cristo, colocando no foco do culto homens falíveis, cujos ministérios são messiânicos, ensimesmados e blasfemos, opondo-se assim ao ensino bíblico de que a salvação da ira vindoura deve-se exclusivamente a Cristo (Solus Christus)
4- Pelo fato irrefutável de que as teologias da prosperidade e da confissão positiva pregam e defendem a fé na fé, afirmando entrelinhas que a salvação deve-se por obras,e não por Cristo afrontando com isso a doutrina bíblica de que a salvação se dá pela fé (sola fide) em Cristo Jesus.
5- Pelo fato irrefragável de que as teologias da prosperidade e confissão positiva negam entrelinhas a salvação pela graça ensinando aos crentes que a salvação em Cristo se deve a contribuições, ofertas, dízimos e primícias, negando com isso o pressuposto bíblico de que a salvação se deve exclusivamente pela graça (Sola Gratia).
Pense nisso,
Renato Vargens
***
Fonte: Blog do Renato Vargens.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31 de dezembro – Salmo 118




“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Na expectativa de virar mais uma página da história de nossa vida e da nossa trajetória humana neste mundo e na sociedade de que participamos, alguma coisa se alvoroça e se agita dentro de nós.  Isso porque costumamos dividir o tempo, dando significação maior ou menor a uns e a outros dias, de acordo com aquilo que eles representam para nós, e na medida das emoções que eles nos apresentam. São todos iguais, mas alguns significam mais que outros.
Portanto, hoje, mais que em qualquer outro momento, temos razões de sobra para acatar a recomendação do saltério, conforme o salmo 118, verso 24: “Regozijemo-nos e alegremo-nos nele”, ou seja, agradeçamos. O simples fato de estarmos vivendo essas emoções de mais um 31 de dezembro é motivo para ação de graças, gesto recomendado e expresso no versículo já referido. Aqui estamos.
Sim, 365 dias se passaram: embates, sofrimentos, dores, lágrimas, enfermidades, luto, dúvidas, incertezas, contrariedades, decepções, fracassos, perdas materiais, físicas, morais, lembranças, medo, temores, ingratidão.  E tudo isso, enfim, ficou para trás, e nós sobrevivemos e estamos de pé.  Vivos estamos, não apenas no sentido de que continuamos existindo entre os mortais, mas no sentido de que, embora tomando consciência de tudo que nos cercou e nos atingiu duramente, permanecemos com razoável e boa disposição.
Essa constatação concede-nos um sabor de triunfo, de êxito e supremacia, pois aí exatamente se configura a alvissareira realidade: Eu vou, com todas as minhas limitações, adentrar o ano de 2.014. Posso adoecer amanhã e vir a perecer. Mas a minha alegria, onde se fundamenta o meu hino de vitória, e o motivo do regozijo, aqui está: apesar dos revezes, as minhas forças não foram minadas, não se extinguiram os recursos de ordem espiritual, psicológica e moral para meu sustento, não se esvaiu a minha modesta, mas determinada capacidade de resistência. Também não me desesperei, não fiquei parado no meio do caminho, não recuei e muito menos renunciei à luta.
Enfim, irmãos, resistimos. E isso é importante. Pela graça divina fomos mantidos na posição de testemunhas da fé que um dia foi entregue aos santos, como Deus quer, porque para isso nos chamou.
Agora prosseguimos, sabendo que Deus não tem prometido céu sempre azul, flores espalhadas pelo caminho de nossa vida, sol sem chuva, alegria sem tristeza, paz sem dor. Mas Ele tem prometido força para o dia, descanso para o trabalhador, luz para o caminho, graça para a provação, ajuda para os caídos, infalível simpatia e imortal amor.
                                               Rev. Ephrain


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A graça de Deus nos capacita a enfrentar o sofrimento



A vida é a professora mais implacável: primeiro dá a prova, e depois a lição. C. S. Lewis disse que “Deus sussurra em nossos prazeres e grita em nossas dores”. Paulo fala sobre um sofrimento que muito o atormentou: o espinho na carne. Depois de ser arrebatado ao terceiro céu, suportou severa provação na terra. Há um grande contraste entre estas duas experiências de Paulo. Ele foi do paraíso à dor, da glória ao sofrimento. Ele experimentou a bênção de Deus no céu e bofetada de Satanás na terra. Paulo tinha ido ao céu, mas agora, aprendeu que o céu pode vir até ele.
Charles Stanley em seu livro Como lidar com o sofrimento, sugere-nos algumas preciosas lições.
Em primeiro lugar, há um propósito divino em cada sofrimento (2Co 12.7). Há um propósito divino no sofrimento. O nosso sofrimento e a nossa consolação são instrumentos usados por Deus para abençoar outras vidas. Na escola da vida Deus está nos preparando para sermos consoladores. Jó morreu sem jamais saber porque sofreu. Paulo rogou ao Senhor três vezes, antes de receber a resposta. O que Paulo aprendeu e que nós também precisamos aprender é que quando Deus não remove “o espinho”, é porque tem uma razão. Deus não permite que soframos só por sofrer. Sempre há um propósito. O propósito é não nos ensoberbecermos.
Em segundo lugar, é possível que Deus resolva revelar-nos o propósito de nosso sofrimento (2Co 12.7). No caso de Paulo, Deus decidiu revelar-lhe a razão de ser do “espinho”: evitar que ficasse orgulhoso. Quando Paulo orou nem perguntou por que estava sofrendo, apenas pediu a remoção do sofrimento. Não é raro Deus revelar as razões do sofrimento. Ele revelou a Moisés a razão porque não lhe seria permitido entrar na Terra Prometida. Disse a Josué porque ele e seu exército haviam sido derrotados em Ai. O nosso sofrimento tem por finalidade nos humilhar, nos aperfeiçoar, nos burilar e nos usar.
Em terceiro lugar, o sofrimento pode ser um dom de Deus (2Co 12.7). Temos a tendência de pensar que o sofrimento é algo que Deus faz contra nós e não por nós. Jacó disse: “Tendes-me privado de filhos; José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas cousas em sobrevêm” (Gn 42.36). A providência carrancuda que Jacó pensou estar laborando contra ele, estava trabalhando em seu favor. O espinho de Paulo era uma dádiva, porque através desse incômodo, Deus o protegeu daquilo que ele mais temia – ser desqualificado espiritualmente.
Em quarto lugar, Deus nos conforta em nossas adversidades (2Co 12.9). A resposta que Deus deu a Paulo não era a que ele esperava nem a que ele queria, mas era a que ele precisava. Deus respondeu a Paulo que ele não estava sozinho. Deus estava no controle de sua vida e operava nele com eficácia. Precisamos compreender que Deus está conosco e no controle da situação. Precisamos saber que Deus é soberano, bom e fiel. Jó entendeu isso: “Eu sei que tudo podes e ninguém pode frustrar os teus desígnios”.
Em quinto lugar, pode ser que Deus decida que é melhor não remover o sofrimento (2Co 12.9). De todos, esse é o princípio mais difícil. Quantas vezes nós já pensamos e falamos: “Senhor por que estou sofrendo? Por que desse jeito? Por que até agora? Por que o Senhor ainda agiu?”. Joni Eareckson ficou tetraplégica e numa cadeira de rodas dá testemunho de Jesus. Fanny Crosby ficou cega com 42 dias e morreu aos 92 anos sem jamais perder a doçura. Escreveu mais de 4 mil hinos. Dietrich Bonhoeffer foi enforcado no dia 9 de abril de 1945 numa prisão nazista. Se Deus não remover o sofrimento, ele nos assistirá em nossa fraqueza, nos consolará com sua graça e nos assistirá com seu poder. A graça de Deus nos capacita a lidar com o sofrimento, sem perdermos a alegria nem a doçura (2Co 12.10) .

Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

For Annie




“Ninguém se deu conta quando Annie estava chorando. As pessoas estavam ao redor, mas ela ainda assim estava sozinha (...) Ninguém sabia de seu desespero, as pessoas não ouviam seus gritos silenciosos. Trancada no banheiro, ela pega um vidro de comprimidos. O remédio que cura se torna o veneno que mata.
E agora é tarde demais para Annie
Ela se foi pra sempre”

Esse é um pequeno trecho da música “For Annie”, que conta a triste história de uma menina que, num ato de desespero, deu fim à sua vida. Sem dúvida, para Annie, tudo está acabado, ela morreu física e espiritualmente.

Hoje em dia, vemos muitas histórias parecidas com de Annie. Pessoas que não conseguem carregar o fardo da vida e, num ato inútil, dão cabo dela, direta ou indiretamente, sem pensar nas conseqüências eternas para sua alma.

O compositor continua:

“Há tanta coisa que poderíamos dizer a ela, e agora é impossível. Porque é tarde demais, tarde demais para Annie (...) Poderíamos dizer que Jesus a ama, que Jesus se importa. Dizer que Ele pode libertá-la, e carregar seus fardos. Mas é tarde demais, tarde demais para Annie”.

Ficamos perplexos com a situação, e em nossas mentes aparecem  centenas de coisas que poderíamos ter dito, mas não dissemos. Como cristãos, poderíamos ter falado de Jesus, mas ficamos calados. Annie não ouviu essas palavras de Cristo:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27)“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”  (Mateus 11:28).

Mas, se para essa Annie está tudo perdido, devemos pensar nas milhares de “Annies” que estão no mundo, e muitas vezes, até mesmo do nosso lado! 

“E ainda não é tarde demais para Annie
Ela pode estar perto de você
Não perca a chance de dizer a ela antes que se torne impossível
Temos que dizer que Jesus a ama, que Jesus se importa
Não é tarde demais...”




Música:  For Annie -  Petra
Adaptação: Presb. Daniel Moura - IPBV

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ORAI UNS PELOS OUTROS



“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos  outros...” Tg 5.16

Alguém já disse que: A oração intercessória é a mais alta forma de serviço cristão. Interceder é pedir, clamar, rogar por outro junto ao SENHOR Deus. O Espírito Santo através de Tiago deu este mandamento à Igreja: “orai uns pelos outros”. Cumprir este mandamento é necessário para construir um bom e firme relacionamento.

Há na Bíblia Sagrada, uma variedade de registros de pessoas intercedendo por outros. O profeta Samuel recebeu um pedido para orar em favor do povo de Israel, veja qual foi a sua resposta: “Quanto a  mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por  vós...” ISm 12.23.

Irmãos! Quando deixamos de orar uns pelos outros, estamos  desobedecendo, transgredindo um mandamento; portanto, estamos pecando. O Senhor Jesus é o maior exemplo de oração intercessória. Ele  intercedeu por Pedro: “Eu roguei por ti” Lc 22.32, e, momento antes de deixar este mundo, intercedeu junto ao Pai em favor dos seus presentes e futuros discípulos: “É por eles que eu rogo; não somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua Palavra” Jo 17.9,20 E nós, seus servos, devemos imitá-Lo, seguir o Seu  exemplo: “orar uns pelos outros”, como é encorajador ouvir de um irmão esta afirmação: Estou orando por você!


Rev. Odair Reges (I. P. Betel – SJC)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Filhos que não se importam com Deus. Seu filho é um desses?



Criar filhos não é uma tarefa fácil, especialmente, se o nosso objetivo em cria-los for conduzi-los até Cristo e ensinar-lhes a vontade de Deus para que se submetam a Ele. Tenho visto muitos pais crentes fracassarem nessa tarefa, e oro a Deus para que eu não fracasse também.

No presente encontramos uma triste história envolvendo a vida de um sacerdote de Deus, o sacerdote Eli. A descrição que a Bíblia faz de seus dois filhos, Hofni e Fineias é terrível: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial”. Essa expressão “filhos de Belial” é carregada de um significado muito triste. Em nota, a Bíblia de Estudo de Genebra explica que essa expressão hebraica conota pessoas vis, sem valor. É usada a respeito daqueles que incitam à idolatria (Dt 13.13) ou à insurreição (1Sm 10.27; 2Sm 16.7; 20.1); que são sexualmente imorais (Jz 19.22); ou que são mentirosos (1Rs 21.10,13).

Além disso, a Bíblia também diz que eles “não se importavam com o SENHOR” (v.12), ou seja, não conheciam a Deus. Tomando essas palavras quero refletir sobre: Filhos que não se importam com Deus – Seu filho é um desses?

De antemão é preciso afirmar que toda criança nasce predisposta a não se importar com Deus pelo fato de serem pecadoras desde o ventre materno. Portanto, pais crentes, vocês têm uma tarefa muito grande e árdua pela frente, a saber, ensinar seus filhos a se importarem com Deus, a darem a Ele não só importância, mas, sim, máxima importância, leva-los a ver que não há bem, pessoa ou objetivo maior e mais importante nessa vida do que viver para a glória de Deus.

Filhos que não se importam com Deus

1)      São desregrados, v.13,14

Quando Deus estabeleceu as leis para os sacerdotes, deixou claro que eles poderiam retirar parte da carne dos sacrifícios para o sustento deles (Lv 7.28-36; Dt 18.1-8). Porém, os filhos de Eli se comportavam com ganância e pegavam mais do que lhes era permitido. Eles não tinham qualquer zelo pela regra divina, pelo contrário eles se importavam somente em satisfazerem sua própria vontade.

Ser desregrado significa não somente não ter nenhuma regra, mas, principalmente quebrar regras estabelecidas. Tal comportamento conota rebeldia.

Filhos que quebram as regras estabelecidas por seus pais com muita facilidade quebrarão as regras da Palavra de Deus, até mesmo porque se estiverem desobedecendo seus pais já estarão desobedecendo a Palavra de Deus (veja Ef 6.1-3).

É importante observarmos ainda que o desregramento deles vinha acompanhado de ganância. Filhos desregrados são gananciosos e egoístas, pois, a única coisa que lhes importa é a satisfação da sua própria vontade.

Filhos que não se importam com Deus

2) Desprezam o Seu culto, v.15-17

Os filhos de Eli desprezavam o culto do Senhor, e isso fica evidente quando vemos a forma desrespeitosa como eles tratavam os sacrifícios dedicados a Deus.

Os sacrifícios sempre ocuparam um papel muito importante no culto a Deus nos tempos do Antigo Testamento. Diferentemente dos cultos pagãos que pensavam que os sacrifícios eram uma forma de aplacar a ira dos deuses; no culto a Deus os sacrifícios tinham como objetivo mostrar às pessoas o princípio de culto mais importante em toda a Bíblia: um inocente morrendo no lugar do pecador. Tal princípio aponta para o Senhor Jesus Cristo que, inocente, morreu no lugar dos pecadores.

Filhos que não se importam com Deus não dão a mínima importância para o culto do Senhor. Para eles, o culto é um evento do qual eles podem estar ausentes por não ser algo importante. Veem o culto como algo sem importância, e quando vêm à Igreja comportam-se com desrespeitosamente.

Filhos que não se importam com Deus

3) Revelam a irresponsabilidade dos pais, v.22-29

Além do desrespeito para com o culto do Senhor, eles eram imorais. Em Êx 38.8 lemos que foram constituídas mulheres para servirem à porta da tenda da Congregação. Os filhos de Eli se prostituíam com elas, agindo como os pagãos que tinham sacerdotisas que eram prostituas cultuais. Tal prática foi condenada por Deus (Dt 23.17-18). Eli ouvia sobre a má fama de seus filhos. Ele chegou até a repreendê-los com palavras (v.23-25), coisa que muitos pais fazem, mas, param aí. Não basta somente “falar” com os nossos filhos, temos também de tomar todas as medidas cabíveis de acordo com a Palavra de Deus para corrigi-los. Eli só ficou nas palavras. E isso não passou despercebido aos olhos de Deus.

No v.29 Deus acusa a Eli de honrar mais a seus filhos do que a Ele “E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?”.

Veio um profeta de Deus, de quem não sabemos o nome, e este revelou a Eli a palavra de Deus. Primeiramente, Deus lembrou Eli da Sua aliança com sua família para com a qual Eli foi relapso (v.27,28). Depois falou-lhe sobre como ele desonrou o culto a Deus juntamente com seus filhos.

Uma coisa que como pais não podemos esquecer é que somos os responsáveis por eles perante Deus.

Muitos pais optam por apenas falar com seus filhos e não tomam nenhuma outra medida mais firme e enérgica com eles a fim de mostrar-lhes o seu pecado. Em pouco tempo, esses pais deixarão de falar com eles porque a tensão será tão grande que será preferível a esses pais deixar os filhos seguirem seus caminhos tortuosos. Mas, observe o que a Bíblia diz no v.25: “Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar”.

Pais que se mostram relaxados com a disciplina de seus filhos frequentemente dizem: “Ele já é um homem, e errar faz parte do processo de aprendizagem, e, além disso, é humilhante para um rapaz nessa idade ser repreendido assim”. Observe que isso é justamente isso que a Bíblia chama de honrar mais os filhos do que a Deus.

E justamente por agirem assim, filhos que não se importam com Deus

4) Causam sofrimentos à sua família toda, v.30-36

A Bíblia declara que Deus é fiel mesmo quando somos infiéis (2Tm 2.13). Sim, Ele prometeu abençoar os que andam em obediência a Ele assim como prometeu castigar aqueles que O desobedecerem e O desonrarem. É justamente isso que Ele diz aqui no v.30: “Longe de tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos”.

O verbo “honrar” é muito importante na história da família de Eli. Por terem desonrado a Deus (tanto Eli como seus filhos) colheram terrível desonra sobre a sua casa.

Deus prometeu que a casa de Eli perderia o sacerdócio (v.31), a Arca da Aliança seria roubada pelos inimigos (v.32 “E verás o aperto da morada de Deus”), e, que, Hofni e Fineias ambos cairiam mortos no mesmo dia (v.34). No Cap.4 vemos que a desgraça na casa de Eli foi terrível. A Arca da Aliança foi roubada pelos filisteus, Hofni e Fineias caíram mortos, e quando souberam dessas notícias, Eli (que tinha 98 anos) estando assentado em sua cadeira caiu para trás e quebrou seu pescoço e assim ele morreu. Sua nora, esposa de Fineias de quem estava grávida ao saber de tudo isso entrou em trabalho de parto. O nome que ela deu ao seu filho assinalou a desgraça que sobreveio à casa de Eli. Ela o chamou de Icabô que quer dizer: “Foi-se a glória de Israel” (4.21,22).

Quando Deus não é honrado nos corações, estes corações experimentam o vazio da glória de Deus que os deixa em seu estado lastimável de pecado.

Confesso que olhando para muitas famílias que hoje estão sofrendo com a desobediência de seus filhos, duas terríveis verdades me saltam aos olhos: (1) esses filhos tiveram a infelicidade de terem pais que se preocuparam mais com o conforto de seus filhos do que com o confronto de seus pecados – honraram mais seus filhos do que a Deus; (2) o sofrimento deles está apenas começando; coisa muito pior está para lhes acontecer se não mudarem de postura em relação aos seus filhos e a Deus.

O que Deus quer que você faça?

Talvez você esteja se perguntando se há alguma esperança para você. Quero que você saiba que há sim, basta observar os seguintes preceitos:

1) Ensine seu filho a amar a Deus e as coisas Dele. Ao contrário do que muito pensam, é possível ensinar alguém a amar, porque o amor é uma atitude. Ensine seu filho a amar a Deus acima de tudo. Como? Ensinando-o a ser respeitoso e zeloso com as coisas de Deus. Por exemplo: no Dia do Senhor não assuma nenhum outro compromisso, não busque a satisfação pessoal no lazer, passeios, ou coisa parecida, mas, vá com seu filho à Casa do Senhor, e lá, ensine-o a se comportar corretamente no culto. Em casa, cultive vida devocional com seus filhos. Eli criou seus filhos no templo, mas, não os ensinou a amar a Deus. Alguém pode alegar que trazer os filhos na Igreja não é garantia de que eles permanecerão na presença de Deus, e isso é verdade. Mas, a esses pais eu respondo dizendo: então experimente cria-los longe da casa de Deus; com certeza as possibilidades deles crescerem amando a Deus serão muito, muito menores.

2) Empregue todos os meios bíblicos na disciplina de seus filhos.  Em Ef 6.4 a Bíblia nos ordena criarmos nossos filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor”. A disciplina aqui conota todos os recursos “físicos”, tais como o uso da vara, retirada de privilégios, aumento de responsabilidades, enquanto que a admoestação está relacionada às palavras, às conversas, às instruções por meio oral. Se você é daqueles que só fala com seus filhos, mas, não age, você está fazendo só a metade do que Deus manda, e obediência pelas metades é desobediência do mesmo jeito.

3) Ore por seus filhos, ore com seus filhos. A oração é uma ferramenta muito especial que Deus nos dá na educação dos nossos filhos, pois, mostra a nossa total dependência de Deus. Como pais, temos o dever de ensinar nossos filhos a dependerem de Deus. Um dos atos mais covardes que nós pais podemos ter em relação aos nossos filhos é cria-los para serem dependentes de nós e não de Deus. Com a nossa partida, eles ficam sem rumo.

Conclusão

Nunca se esqueça de que os seus filhos não são seus, mas, sim, de Deus. Portanto, crie-os do jeito que Deus quer; você não tem o direito de cria-los como bem entende.

Rev. Olivar Alves Pereira

terça-feira, 3 de setembro de 2013

JESUS, O INCOMPARÁVEL VERBO DE DEUS



Jesus, o Cristo, a mais alta expressão da dignidade humana, a mais alta expressão da glória divina, não pode ser comparado a ninguém, pois ninguém nasceu como ele nasceu, ninguém falou como ele falou, ninguém amou como ele amou, ninguém deu tanta atenção ao sofrimento humano quanto Jesus, ninguém se misturou aos pecadores como Jesus, ninguém castigou a hipocrisia religiosa como Jesus, ninguém exerceu tanto poder sobre os homens e sobre o mundo físico quanto Jesus, ninguém se humilhou tanto quanto Jesus, ninguém se doou inteiramente como Jesus, ninguém operou tantos sinais e prodígios como Jesus, ninguém morreu como Jesus morreu, ninguém ressuscitou dentre os mortos como Jesus, ninguém foi elevado às alturas como Jesus, ninguém assentou-se à destra de Deus como Jesus e ninguém ouviu palavras de apoio da parte de Deus Pai como Jesus! 

De fato, Ele é o Verbo eterno, Rei dos reis, Senhor dos senhores, nosso Salvador pessoal, o Caminho, a Verdade e a Vida, o Alfa e o Ômega, a Rocha dos séculos, o Princípio e o Fim, a Gloriosa Estrela da manhã, o Eterno Lírio dos vales, a Inebriante Rosa de Saron, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Único e suficiente Mediador entre Deus e o Homem, o Eficiente Consolo na tribulação. Sua primazia, realeza e glória é declarada no Novo Testamento, confirmando a palavra profética do Antigo Testamento. Daí insistirmos nos textos neo testamentários que declaram seu status divino e celestial, conforme seguem:

Mateus 22:41-46 e 28:18-20; Lucas 5:20-26;  João 1:1, 14, 18; 3:13-18; 5:25-29; 6:68-69; 8:24, 28, 58; 10:24-33; 17:1-5; 20:28; Atos 20:28; Romanos 9:1-5; Filipenses 2:9-11;  Colossenses  2:8-9;  I Timóteo 3:16; Tito 2:11-14; Hebreus 1:1-14; I João 5:20;  Apocalipse 1:17-18; 5:11-13; 19:11-16. 

Concluindo, repitamos o desabafo de Paulo em I Cor. 2:1-2: “...quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”. 


Rev. Ephrain Santos de Oliveira 
Igreja Presbiterianaomem, o Eficiete Consolo na tribulação. Sua primazia, realeza e glória é declarada no Novo Testaentpo, confirmando a palavra profética do Antigo Testamento.