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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crescimento Espiritual




"Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude"(...). (2 Pedro 1:3-11).

Crescimento espiritual requer um esforço decidido: “reunindo toda a vossa diligência.” O Ap. Pedro vê o processo do crescimento como se fosse uma corrente, cada elo é parte do outro. Se um elo estiver fraco, a  corrente toda fica enfraquecida.

O Apóstolo nos dá uma lista de oito elos, os quais são as dádivas impreteríveis para o nosso crescimento na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

“Fé” é a primeira dádiva nessa corrente espiritual e o incentivo para a presença das demais dádivas. Fé é  sempre “em” algo. Pela fé, cremos  “em” Jesus Cristo como o nosso Senhor e Salvador. Nele temos a redenção, o perdão dos nossos pecados e a esperança da vida eterna. A fé nos introduz à vida cristã. Mas, a partir dessa entrada, temos que adornar a nossa vida com muitas outras dádivas, a fim de sermos completos em Cristo.

Temos que “associar com a a nossa fé a virtude”, uma vida santa e irrepreensível, que é a evidência de Cristo direcionando a nossa vida.

Mas, precisamos de mais: “Com a virtude, o conhecimento”. Não podemos viver a vida cristã sem o conhecimento geral da vontade de Deus, que se encontra nas Escrituras Sagradas. Portanto, a necessidade inadiável de uma leitura sistemática e regular da Palavra de Deus.

“Com o conhecimento, o domínio próprio”, a dádiva de discernir a divisa entre a prática dos nossos próprios interesses e a prática  dos interesses de Deus. O nosso coração precisa do domínio próprio, a fim de glorificar a Deus na prática desses dois interesses. Não podemos ser faltosos em nenhum dos dois.

“Com o domínio próprio, a perseverança”. Quando discernimos a vontade de Deus, temos que praticar a perseverança. Andar resolutamente, dia após dia, no cumprimento da vontade de Deus, inclusive no meio de desencorajamentos, o que nem sempre é fácil. Precisamos da dádiva de perseverança, a fim de não  desmaiarmos no caminho.

“Com a perseverança, a piedade”, o temor de Deus constrangendo o nosso procedimento nos atos de culto. “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”, com uma reverência não fingida.

“Com a piedade, a fraternidade”. No culto público, estamos no meio de outros adoradores, irmãos e irmãs que, juntamente conosco, são herdeiros da mesma graça de vida. A cada um devemos aquele amor fraternal; levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade.

“E com a fraternidade, o amor”. O amor é o cumprimento da lei de Deus, que ensina: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc. 10:27).

Qual é a recompensa em adornar a nossa vida com essas oito dádivas de Deus? Em primeiro lugar, elas demonstram a nossa diligência no desenvolvimento da vida cristã. “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”.

E, em segundo lugar, são as evidências de que Deus tem começado uma boa obra salvífica em nossa vida. “Pois aquele a quem estas cousas não estão presentes é cego.” Como podemos nutrir a esperança da vida eterna se não temos em nós os sinais vitais da vida cristã?

Eis a exortação: “Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição.” Essa confirmação será reconhecida através da presença dessas oito dádivas de Deus agindo eficazmente em nossa vida. “Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Enquanto associamos uma dádiva com outra, Deus suprirá todas as demais necessidades para que tenhamos uma entrada ampla e vitoriosa no reino eterno do Sustentador da nossa fé. Eis a norma para alcançar a certeza da salvação.


Rev. Ivan G. G. Ross

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

OUTRO ANO




Outro ano, Senhor! Outro ano que me emprestaste e eu te venho devolver, não sei se como esperavas fosse devolvido.
Não sei se administrei os bens que puseste em minha guarda, não sei se dei ao tempo o valor do tempo...
Nesses tantos dias e noites deixei a erva crescer com o trigo, deixei as aves bicarem os grãos...
Nesses tantos dias e noites, quanto cofre arrombado, quanta colheita perdida...
Não pus trancas nas portas, nem acendi luzes na casa...
E eu tinha um compromisso: administrar, Senhor!
Nesses tantos dias e noites, quanta coisa mínima me desviou, quanta coisa mínima me confundiu, quanta coisa mínima me deitou sombra!...
E eu devia ser luz, eu devia refletir, porque Tu me poliste, Tu me trabalhaste, a Tua graça batismal fez de mim superfície.
Mas quanta vez não continuei, quanta vez interceptei, quanta vez eu fui fim, quanta vez, Senhor, eu dormi em serviço!...
Outro ano, Senhor, dá-me outro ano. Dá-me revisar os meus atos, corrigir os meus erros...
Debruça sobre mim, vem ver-me encontrar-me e, quando eu me encontrar, levantar à altura do meu rosto a Tua lâmpada, aquecer-me nela, absorver-lhe os raios...
Um ano, Senhor, em que eu me dedique, em que eu me transfira, em que eu me aliene...
Um ano em que Tu sejas centro e periferia da minha vida, princípio e fim do meu caminho...
Um ano em que o meu próximo seja o próximo que me ensinaste no Teu evangelho...
Um ano em que eu também seja novo!


Rev. Ephrain Santos de Oliveira


Itajubá, 31/12/2013

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31 de dezembro – Salmo 118




“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Na expectativa de virar mais uma página da história de nossa vida e da nossa trajetória humana neste mundo e na sociedade de que participamos, alguma coisa se alvoroça e se agita dentro de nós.  Isso porque costumamos dividir o tempo, dando significação maior ou menor a uns e a outros dias, de acordo com aquilo que eles representam para nós, e na medida das emoções que eles nos apresentam. São todos iguais, mas alguns significam mais que outros.
Portanto, hoje, mais que em qualquer outro momento, temos razões de sobra para acatar a recomendação do saltério, conforme o salmo 118, verso 24: “Regozijemo-nos e alegremo-nos nele”, ou seja, agradeçamos. O simples fato de estarmos vivendo essas emoções de mais um 31 de dezembro é motivo para ação de graças, gesto recomendado e expresso no versículo já referido. Aqui estamos.
Sim, 365 dias se passaram: embates, sofrimentos, dores, lágrimas, enfermidades, luto, dúvidas, incertezas, contrariedades, decepções, fracassos, perdas materiais, físicas, morais, lembranças, medo, temores, ingratidão.  E tudo isso, enfim, ficou para trás, e nós sobrevivemos e estamos de pé.  Vivos estamos, não apenas no sentido de que continuamos existindo entre os mortais, mas no sentido de que, embora tomando consciência de tudo que nos cercou e nos atingiu duramente, permanecemos com razoável e boa disposição.
Essa constatação concede-nos um sabor de triunfo, de êxito e supremacia, pois aí exatamente se configura a alvissareira realidade: Eu vou, com todas as minhas limitações, adentrar o ano de 2.014. Posso adoecer amanhã e vir a perecer. Mas a minha alegria, onde se fundamenta o meu hino de vitória, e o motivo do regozijo, aqui está: apesar dos revezes, as minhas forças não foram minadas, não se extinguiram os recursos de ordem espiritual, psicológica e moral para meu sustento, não se esvaiu a minha modesta, mas determinada capacidade de resistência. Também não me desesperei, não fiquei parado no meio do caminho, não recuei e muito menos renunciei à luta.
Enfim, irmãos, resistimos. E isso é importante. Pela graça divina fomos mantidos na posição de testemunhas da fé que um dia foi entregue aos santos, como Deus quer, porque para isso nos chamou.
Agora prosseguimos, sabendo que Deus não tem prometido céu sempre azul, flores espalhadas pelo caminho de nossa vida, sol sem chuva, alegria sem tristeza, paz sem dor. Mas Ele tem prometido força para o dia, descanso para o trabalhador, luz para o caminho, graça para a provação, ajuda para os caídos, infalível simpatia e imortal amor.
                                               Rev. Ephrain


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Onde estão os Amigos de Verdade?






“... tenho-vos chamado amigos ...” (João 15.15)

Você tem um amigo de verdade? Uma pessoa que sabe de seus gostos, do que te agrada e do que te deixa triste? Você tem um amigo que te compreende, que te exorta quando você faz algo de errado e que te ajuda nos momentos difíceis? Se você respondeu não a estas perguntas, você não está sozinho.

Em nossos dias, são muitas as pessoas que não tem amigos ou apenas um amigo de verdade. No livro dos Provérbios (Pv 17.17) encontramos a bela advertência de Salomão que nos ensina a amar o amigo a todo tempo, mas grande parte das pessoas nãos tem nenhum amigo para amar e nem para lhe estender a mão nos dias difíceis.

Por esse motivo, muitos se sentem tristes e desamparados nos dias de angústias, pois amigos de verdade tem se tornado cada dia mais raro.

Por que não tenho amigos de verdade? Para respondermos essa pergunta com sinceridade devemos fazer uma outra pergunta: Por quê não sou um amigo de verdade? Você dedica tempo de qualidade a alguém que se considera seu amigo? Você o ouve com atenção? Você o ajuda ou você é daquele tipo de pessoa que diz que vai orar e nunca ora? No seu momento de devoção particular você coloca diariamente na presença de Deus seu amigo?

Isso nos faz perceber que (em muitos casos) não temos amigos de verdade simplesmente pelo fato de não sermos o que desejamos ter. Estamos ocupados demais e já temos problemas demais, e por esse motivo muitos preferem viver uma vida superficial com as pessoas que o cercam, numa demonstração horrível de arrogância e egocentrismo. Jesus nos diz que ele é nosso amigo (João 15.15), e tomando por base sua vida, podemos aprender a difícil e bela experiência de sermos um Amigo de Verdade.

Um primeiro modo de aprender a ser um bom amigo de verdade como Cristo é observando que ele sempre está perto. Não importava a circunstancia, Jesus nunca abandonou seus amigos. Jesus estava com seus amigos nos dias felizes, como em uma festa de casamento em Caná (João 2), assim como em dias difíceis como no dia de uma grande tempestade a qual ele acalma (Mateus 8.24) Os discípulos desfrutaram da presença desse seu amigo até a morte, pois ao ser assunto aos céus Jesus permanece presente pelo seu Espírito (Mateus 28.20). Alguns dos seus amigos do primeiro século morreram decapitados, outros serrados ao meio, outros ainda ao fio da espada, mas nem nesses momentos o Grande Amigo (Jesus) os abandonou.

Em segundo lugar podemos ver que Jesus se envolve com os problemas das pessoas que estavam à sua volta. Ele nunca se esquivou quando alguém precisou de sua ajuda, pois em muitos lugares o vemos sempre pronto a ajudar (Mateus 15.28). Mas a forma mais sublime de sua demonstração de envolvimento com os problemas das pessoas, foi o fato de ele se dispor a morrer por nossos pecados. Jesus nunca pecou, ele não precisava se envolver com nosso problema do pecado, mas por amor os seus amigos, ele se envolve de tal forma que se entrega à morte por amor destes.

E um último modo de sermos amigos como Jesus foi, é o de sermos encorajadores. Jesus jamais foi favorável à vida em pecado, mas por mais que seus amigos cometessem erros, ele nunca os repreendeu de forma que o desencorajassem a continuar numa vida que agradasse a Deus. Ao encontrar uma mulher surpreendida em adultério, não a condena a morte por seu pecado, mas a encoraja a viver de modo diferente (João 8.11). Ele encontra um homem corrupto e o encoraja a ser diferente (Lucas 19.8). Ele encontra um assassino e o encoraja a ser diferente, um seareiro em sua seara (Atos 9.4). E ainda encontra um amigo que o havia traído e faz dele um dos principais em sua obra (João 21.17).

Jesus tinha todos os motivos para não ter um amigo se quer, mas mesmo assim, por amor a nós, se envolve, permanece presente e encoraja aqueles a quem ele propôs ser amigo.
Aprendemos com isso que ser amigo não é fácil, e que o maior motivo de não termos amigos é que nós mesmos não nos dispomos a ser como o nosso Melhor Amigo (Jesus). Não temos tempos para ninguém alem de nós, não nos envolvemos nas dificuldades da vida que não sejam as nossas, e facilmente abandonamos alguém que dissemos que iríamos ajudar.

Que o modo de Vida de Jesus seja um exemplo a ser seguido por nós, e que consigamos não apenas ter um amigo, mas especialmente, sermos um amigo de verdade.

Por Rev. Wilson Ribeiro Ferreira

Igreja Presbiteriana Betânia

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Preparando a Próxima Geração de Adoradores



Quero aqui chamar a sua atenção para refletir sobre a sua principal tarefa na criação de filhos.

Sua principal tarefa como pai (e mãe), não é a de fazer seu filho ter sucesso profissional, ficar rico, ser um líder no trabalho, nem mesmo entregar à Sociedade um “cidadão de bem”, como ouvimos as pessoas dizerem por aí. O seu principal papel no que diz respeito à criação dos seus filhos é prepara-los para serem verdadeiros adoradores do Senhor Deus.

A Bíblia diz que: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Sl 127.3). Em lugar algum a Bíblia diz que os filhos são empecilhos para nós, ou um problema. Ela diz que eles são “herança do SENHOR”, e são “galardão” de Deus para nós, ou seja, benção de Deus. É claro que filhos que não foram criados com os princípios da Palavra, ou que decidiram desobedecer a esses princípios santos trarão para si e para os seus pais profundos desgostos: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).

A seguir quero dar-lhe dois  conselhos bem práticos sobre como preparar o seu filho desde bem cedo para ser um verdadeiro adorador do SENHOR Deus.

Primeiro conselho: Confie totalmente em Deus e em Sua Palavra.

Criar e educar filhos é uma tarefa que Deus exige de nós o máximo de empenho em obedecer à Sua Palavra. É muito comum vermos pais, especialmente os de “primeira viagem” lerem tudo o que se publica sobre criação de filhos, mas, são bem poucos os que buscam na Palavra de Deus a instrução para tal tarefa. Talvez por julgá-la antiquada, inadequada e ultrapassada refletindo uma cultura que nada tem a ver com a nossa. É lamentável ver crentes que conhecem o último livro lançado sobre Psicologia Infantil, mas, são incapazes de citar meia dúzia de versículos sobre criação de filhos. Se você é um desses, peça perdão a Deus por negligenciar a Sua Palavra. Dê prioridade (e exclusividade) à Palavra de Deus na educação de seus filhos. Fazendo isso, você mostrará a eles que a autoridade no seu lar está em Deus e em Sua Palavra. O quanto antes seu filho entender e crer nisso, evitará problemas sérios, pois, ele não agirá pensando em você, mas, sempre agirá sabendo que Deus está vendo o que ele está fazendo. Lembre-se também que ensiná-lo é seu dever, mas, converte-lo é obra do Espírito Santo. Ore por isso e confie Nele.

Segundo Conselho: Ensine seu filho a cultuar ao SENHOR Deus em casa e na Igreja.

Nesse sentido, o culto doméstico é muito importante. Reconhece-se com facilidade crianças que têm o privilégio de terem em seus lares o culto doméstico. Tais crianças conhecem mais a Bíblia (às vezes mais do que muitos adultos!), sabem orar, e sabem como se comportar no culto público. Muitos pais crentes estão “terceirizando” a educação cristã de seus filhos para a Igreja. É claro que a Igreja deve desempenhar esse papal, mas, até que ponto? A Igreja não está aqui para educar seus filhos, pois, isso é tarefa sua! A Igreja tem o dever de instruir os pais e orientá-los na tarefa de educar seus filhos de acordo com a Palavra de Deus.

Ainda sobre o culto público é preciso dizer algo mais. Adultos que se comportam inadequadamente (conversando, mexendo no celular, levantando-se sem necessidade, chegando atrasados, etc.) durante o culto são pedras de tropeço para os pequenos, pois, com suas ações contradizem todo ensinamento correto. Pais cujos filhos pequenos fazem birra durante o culto em vez de serem firmes com eles os levam para fora do templo para lhes mostrar as estrelinhas no céu numa tentativa de distraí-los, não percebem o que seus pequenos já perceberam: quando eles (os bebês) não querem ficar no culto é só chorar que os pais saem com eles. Assim, as crianças nunca se acostumam a se comportarem corretamente no culto. Crianças que são trazidas uma vez por semana à Igreja (e muitas vezes só na EBD ou somente no culto à noite) têm muita dificuldade de se acostumarem com o ambiente de culto. Tais crianças ficam correndo durante o culto, conversando, desenhando, ou fazendo qualquer outra coisa inapropriada para o momento. Todos nós sabemos que a repetição é uma ferramenta muito importante no processo de ensino e aprendizagem. Então repita a ação de trazer seu filho à Igreja quantas vezes você puder e dever ao culto e à Igreja. Prepare-o para o culto levando ao toalete antes do culto, dando água e alimento para ele não sentir sede e fome durante o culto para evitar inconvenientes. Ensine seu filho a respeitar o momento mais sublime da vida dele: o culto a Deus. Afinal, foi para sermos adoradores que fomos salvos por Deus!


Rev. Olivar Alves Pereira

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

POR QUE O DÍZIMO?



“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida...” Ml.3.10. 

Pressupostos Bíblicos para a prática do Dízimo: 
 
1) O dízimo é absolutamente bíblico. É citado no Velho e no Novo Testamento; Abrãao entrega-o ao sacerdote do Deus Altíssimo, Melquisedeque, Rei de Salém, Rei da Paz (Gn.14.18-20). Ratificando-lhe a prática, a carta aos Hebreus cita o fato, não apenas em termos de informação mas também de padrão: Hb.7.1-10. Jacó também o fez! Jesus o confirma em Lc.11.42. Assim pois quando uso o dízimo como método de contribuição, espelho-me no exemplo dos servos de Deus do passado. Coloco-me em boa companhia! 
 
2) Quando dou o dízimo, demonstro através de um ato vivo, espontâneo, alegre, minha conversão ao Senhor. Se não contribuo para o Reino de Deus, convenientemente, é sinal de que o Espírito Santo de Deus não transformou ainda todas as áreas de minha vida! 
 
3) O Dizimo é demonstração do meu amor para com Deus. Este amor não é teórico e nem apenas de palavras orais, mas de fato e de verdade: Amando a Deus consequentemente, amo a seu Reino, amo a Igreja, amo a evangelização. A Igreja precisa da nossa contribuição liberal, fiel, para a sua manutenção, para o socorro aos pobres e para o sustento das missões. Quem diz que ama a Deus e não contribui com o dízimo é no mínimo hipócrita e mentiroso! 
 
4) Através do dízimo, manifesto a minha gratidão para com o Senhor das bênçãos. É ele que nô-las concede por amor e misericórdia; “Tudo vem de ti e das Tuas mão to damos!” (1 Cr.29.14b). O Salmista nos exorta: “Apresentemo-nos diante Dele com Ações de Graças!” (Sl.100.4). É bom e agradável receber as bençãos: é imprescindível agradecê-las! 
 
5) Dízimo implica em fidelidade: Fidelidade de Deus para conosco: apesar das nossas mazelas e fraquezas, Deus não muda. Ele é sempre o mesmo em seu caráter. Ele nos galardoa e cobre-nos de indizíveis bençãos. A fidelidade de Deus para conosco determina a nossa fidelidade para com Ele! Esta é exatamente a reflexão Davídica: “Sou fiel a um Deus que me é fiel.” 1 Cr.29.14
 
6) O dízimo expressa a nossa confiança no Senhor. Muitos não são dizimistas porque têm receio de que lhes falte alguma coisa. Não se dá para receber. Isto seria mercantilismo. Motivação egocêntrica. Interesseiro. Todavia, o Senhor promete abrir-nos as janelas do céu. “Trazei todos os dízimos... e provai-me nisto, diz o Senhor, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bençãos sem medida!” (Ml.3.10). Quando confiamos no Senhor, fazemos-nos dizimistas! 
 
7) O dízimo é proporcional e imparcial. Quem ganha mais, contribui com mais; quem ganha menos, com menos. Todavia, qualitativamente, todos dão de igual modo. E o Senhor não considera apenas a quantidade mas também a qualidade de nossa contribuição. 
 
8) O dízimo é lógico e sistemático. Lógico, porque obedece a sequência bíblica: recebo primeiro e, depois, dou. Sistemático, porque dou sempre que recebo. Há pessoas que argumentam que as suas ofertas superam o dízimo; este fato quase nunca é verdadeiro. A oferta é esporádica. Mesmo liberal, dificilmente superará o dízimo, dado sistematicamente. 
 
9) O dízimo não é nosso: É do Senhor! Quando uma firma desconta dos operários a devida contribuição ao INSS e não a recolhe à Previdência é apropriação indébita. Ou melhor: é roubo! Daí a pergunta do Senhor: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas!” (Ml.3.8). Não só o dízimo é do Senhor: tudo e todos somos do Senhor. O Cosmo, a natureza, a História, as nações, o homem, a Igreja, a nossa vida, tudo o que somos e temos: Por isso, entrego ao Senhor o dízimo! Mas uso os outros noventa por cento não como dono, mas como mordomo, para a Sua honra e glória! 
 
10) Finalizando: A Palavra de Deus, não obstante no Velho Testamento, Lei moral e espiritual que é, tem validade para mim, filho de Abrãao, aqui e agora! E esta Palavra se me apresenta, em termos imperativos, irretorquíveis, decisivos: “trazei todos os dízimos...! E veja-se a finalidade da ordem de Deus: “para que haja mantimento em minha casa!...” (Ml.3.10a). 
 
O dízimo não é apenas um desafio: É uma ordem! É uma bênção! É o meu gesto de gratidão. É o meu participar efetivo na obra do Senhor. Entreguê-mo-lo, pois. Não constrangidos, mas voluntariamente. Não de coração fechado, mas liberalmente. Não com tristeza, mas alegremente, pois“Deus ama quem dá com alegria!” (2 Co.9.7b). Não há titubear: “Tudo vem de Ti e das tuas mãos to damos!”
 
Rev. Dewel Lomônaco Braga.
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

JESUS, O INCOMPARÁVEL VERBO DE DEUS



Jesus, o Cristo, a mais alta expressão da dignidade humana, a mais alta expressão da glória divina, não pode ser comparado a ninguém, pois ninguém nasceu como ele nasceu, ninguém falou como ele falou, ninguém amou como ele amou, ninguém deu tanta atenção ao sofrimento humano quanto Jesus, ninguém se misturou aos pecadores como Jesus, ninguém castigou a hipocrisia religiosa como Jesus, ninguém exerceu tanto poder sobre os homens e sobre o mundo físico quanto Jesus, ninguém se humilhou tanto quanto Jesus, ninguém se doou inteiramente como Jesus, ninguém operou tantos sinais e prodígios como Jesus, ninguém morreu como Jesus morreu, ninguém ressuscitou dentre os mortos como Jesus, ninguém foi elevado às alturas como Jesus, ninguém assentou-se à destra de Deus como Jesus e ninguém ouviu palavras de apoio da parte de Deus Pai como Jesus! 

De fato, Ele é o Verbo eterno, Rei dos reis, Senhor dos senhores, nosso Salvador pessoal, o Caminho, a Verdade e a Vida, o Alfa e o Ômega, a Rocha dos séculos, o Princípio e o Fim, a Gloriosa Estrela da manhã, o Eterno Lírio dos vales, a Inebriante Rosa de Saron, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Único e suficiente Mediador entre Deus e o Homem, o Eficiente Consolo na tribulação. Sua primazia, realeza e glória é declarada no Novo Testamento, confirmando a palavra profética do Antigo Testamento. Daí insistirmos nos textos neo testamentários que declaram seu status divino e celestial, conforme seguem:

Mateus 22:41-46 e 28:18-20; Lucas 5:20-26;  João 1:1, 14, 18; 3:13-18; 5:25-29; 6:68-69; 8:24, 28, 58; 10:24-33; 17:1-5; 20:28; Atos 20:28; Romanos 9:1-5; Filipenses 2:9-11;  Colossenses  2:8-9;  I Timóteo 3:16; Tito 2:11-14; Hebreus 1:1-14; I João 5:20;  Apocalipse 1:17-18; 5:11-13; 19:11-16. 

Concluindo, repitamos o desabafo de Paulo em I Cor. 2:1-2: “...quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado”. 


Rev. Ephrain Santos de Oliveira 
Igreja Presbiterianaomem, o Eficiete Consolo na tribulação. Sua primazia, realeza e glória é declarada no Novo Testaentpo, confirmando a palavra profética do Antigo Testamento.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

LUTAR COM DEUS OU CONTRA DEUS


 Gênesis 32:22-32 

“Como príncipe lutaste com Deus”.  Lutar com Deus. É admissível? Jacó, o suplantador, não foi o único a ter essa experiência. Outros servos de Deus, em épocas e circunstâncias diferentes iriam tê-la. Um deles, o filósofo espanhol Miguel de Unamuno, já falecido, dizia: A minha vida não é comungar, mas lutar com Deus, desde o crepúsculo da manhã até o anoitecer como se diz ter Jacó lutado com o anjo”.  Evidentemente que não se tratava de uma luta no plano físico, corporal, mas noutra esfera, da mente e da alma. Então: teria sido a luta de Jacó uma competição em termos de força física? Ou teria sido uma porfia de caráter moral, psicológico e espiritual?  
Os estudiosos contemporâneos dão a essa escritura um sentido muito mais nobre e reverente do que aquele que, à primeira vista, se lhe poderia atribuir. Ei-lo: O escritor sagrado teria recorrido à imagem antropomórfica muito viva para designar uma luta que se passou não fora de Jacó, mas estritamente na consciência deste. O suplantador, depois de muitas fraudes, via-se de regresso a casa sabendo que seu irmão Esaú lhe ia ao encontro com 400 homens. O perigo de morte, que então enfrentava, o fez cair em si. Tomando consciência dos atos injustos que cometera, julgou ter chegado a hora de sofrer o castigo de Deus. O abatimento a que este pensamento o reduziu equivalia para ele a uma agonia ou luta. O patriarca, porém, não morreu nessa crise; ao contrário, conseguiu sair da depressão. Com efeito, o Senhor lhe deu a conhecer que o pouparia, embora o pudesse derrotar. Não o amaldiçoaria, mas o tornaria, daí por diante, divinamente forte contra os homens, Israel, ou seja, o portador das inabaláveis promessas e bênçãos messiânicas. Jacó, para o futuro, não seria o suplantador que vence por meios fraudulentos, mas aquele que sabe contar com o auxílio de Deus mais do que com a própria habilidade. O defeito deixado na coxa de Israel lembrar-lhe-ia a impotência do seu poder humano e a prepotência de Deus, que liberalmente outorga a vitória ao indivíduo que Ele escolhe.  
De qualquer modo interpretando, uma coisa é certa: Ali, no vau de Jaboque, naquela madrugada, ele teve a experiência mais dramática de sua vida, responsável pela transformação que nele se operou, ou seja, de Jacó enganador para Israel batalhador! Bem, deixemos de lado a controvérsia em torno de assunto tão polêmico. Mas, se não é admissível, ou é, uma vez entendida a luta em termos de experiência muito íntima com Deus, que dizer do atrevimento de M. Unamuno e da ousadia do próprio tema desta noite? Aqui propomos duas considerações:  

a) O Antigo Testamento nos apresenta vários personagens em situação de crise aflitiva que ilustram nossos comentários. Exemplo: Moisés “risca-me do teu livro”; Elias “basta, toma agora, ó Senhor, a minha alma”; Job “Pereça o dia em que nasci”; o salmista Asafe “quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram eu estava irreconhecível”; Jeremias “Justo és, ó Senhor, quando entro contigo num pleito; contudo falarei dos teus juízos”; Habacuque ”Até quando, Senhor, clamarei eu e tu não me escutarás? Oséas “O Senhor nos despedaçou...Ele fez a ferida! 

b) O discernimento comum sobre esses exemplos saberia diferenciar entre lutar com Deus e lutar contra Deus! Lutar com Deus revela conhecimento íntimo da sua natureza de Pai amoroso e bom; revela confiança, revela espírito de intensa comunhão. Se quisermos um exemplo do que estamos falando, o colheremos no seguinte depoimento: Há algum tempo foram enfeixadas num livro, e publicadas, algumas cartas que o nosso amigo e contemporâneo, escritor Frei Beto, enviou para amigos, parentes e irmãos, quando se encontrava preso, sob a injusta acusação de anarquista. Entre elas se destaca uma destinada à sua irmã Cecília. Eis o seu teor: 
 “O amor que te dedico é grande como a distância que nos separa. Na tua simplicidade e no teu silêncio há qualquer coisa que sempre me tocou profundamente. És uma daquelas raras pessoas que sabem sempre ser pobres e possuem por isso uma imensa riqueza interior. Há em ti muitas coisas que correspondem à imagem que faço de Maria. Talvez porque não deves fazer nenhum esforço para amar a Deus. Ele te ama e isso se traduz claramente em tua vida. Minhas relações com Deus são muito diferentes, vivo em luta com Ele, discuto, me enraiveço, nunca estou satisfeito... Deus me arrancou da família ainda muito jovem e pôs sobre os meus ombros um jugo muito pesado, e me enviou a outras terras no meio de gente desconhecida. A ti Ele nada pediu de semelhante, não te impôs um jugo e nem te separou da família. Eu Lhe resisti, mas Ele venceu e me levou a uma vocação que nunca pensei ter... Olha um pouco o que Ele fez de mim: Me levou de cidade em cidade, me permitiu fazer belas amizades de que tive de separar-me, me arrastou por caminhos estranhos, me tornou notícia de primeira página nos jornais, permitiu que eu acabasse nessa prisão. Por vezes eu me pergunto: Até quando, Senhor? E tenho a impressão de que Ele ainda não se cansou de exigir de mim muito mais do que tudo que posso dar. Houve dias em que só me mantive de pé porque Ele o quis. Se dependesse de minhas forças, teria caído mil vezes. No mais fundo de mim mesmo peço a Deus de ser como tu, cheio de paz, com uma fé límpida e transparente como a água das montanhas. Não consigo! Ele quer que eu viva entre tempestades e ciclones, e sou obrigado a sustentar-me no fio de fé  que Ele me  concede. Minha irmã, o verdadeiro drama é que Deus confia demais em Nós. Quer que sejamos sua presença junto aos homens...Imagino que tua prece seja toda feita de silêncio. Eu, pelo contrário, não oro; discuto. Quando o faço, coloco uma série de problemas, ofereço sugestões, propostas, analiso, etc. Há dias em que tenho a impressão de que Ele não queira mesmo escutar-me... No entanto, insisto. Peço uma coisa, Ele me dá outra. Falo de certa maneira, Ele entende de outra. Talvez venha a ser assim até o dia em que nos encontraremos face a face... Poremos então os pingos nos is”.  
Aí está o exemplo, repito, de alguém que luta com Deus como Jacó. Agora, lutar contra Deus, e não é preciso mencionar exemplos, é atitude de Quem o conhece de longe, por informação, e conhece muito mal. Por isso mesmo abre greve contra Ele. Para reforçar essas considerações  sobre o tema em pauta, ou seja, lutar com e lutar contra, permitam-me ilustrar: quando estudante, na década de 60, imerso em profunda crise existencial, ouvi de um experiente pastor muito piedoso e bom amigo, o seguinte: a sua aflição reflete a justificável e sensível preocupação com a realidade sofredora da humanidade. Mas não se esqueça do seguinte: jamais se afaste da mística da evangelização, ou seja, dos mistérios da fé que se resumem na encarnação, expiação e ressurreição.   
Concluindo: lutar com Deus significa abrir o coração e apresentar-lhe as nossas mágoas, dúvidas, perplexidades, esse turbilhão de emoções que nos agita na intimidade, quando entramos no recesso da comunhão com Ele. Lutar contra Deus, repito, é fazer greve, a única que, mesmo não sendo ilegal, pois Ele não obriga ninguém a amá-lo, jamais produz resultado positivo ou favorável. E como ocorre essa greve? Negando as bênçãos recebidas, rejeitando os recursos (meios de graça) para superar as dificuldades, afastando-se dos meios próprios e adequados, culpando e responsabilizando a Deus pelos erros humanos, consequência natural da vida...  
Portanto, atentemos e nos capacitemos do seguinte: o plano pessoal e íntimo de relacionamento com Deus está a critério de cada um conforme as circunstâncias que nos envolvem. Cuidemos, porém, para que não seja equivalente a greve.  


Rev. Ephrain Santos de Oliveira 
pastor jubilado 
Igreja Presbiteriana