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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

OUTRO ANO




Outro ano, Senhor! Outro ano que me emprestaste e eu te venho devolver, não sei se como esperavas fosse devolvido.
Não sei se administrei os bens que puseste em minha guarda, não sei se dei ao tempo o valor do tempo...
Nesses tantos dias e noites deixei a erva crescer com o trigo, deixei as aves bicarem os grãos...
Nesses tantos dias e noites, quanto cofre arrombado, quanta colheita perdida...
Não pus trancas nas portas, nem acendi luzes na casa...
E eu tinha um compromisso: administrar, Senhor!
Nesses tantos dias e noites, quanta coisa mínima me desviou, quanta coisa mínima me confundiu, quanta coisa mínima me deitou sombra!...
E eu devia ser luz, eu devia refletir, porque Tu me poliste, Tu me trabalhaste, a Tua graça batismal fez de mim superfície.
Mas quanta vez não continuei, quanta vez interceptei, quanta vez eu fui fim, quanta vez, Senhor, eu dormi em serviço!...
Outro ano, Senhor, dá-me outro ano. Dá-me revisar os meus atos, corrigir os meus erros...
Debruça sobre mim, vem ver-me encontrar-me e, quando eu me encontrar, levantar à altura do meu rosto a Tua lâmpada, aquecer-me nela, absorver-lhe os raios...
Um ano, Senhor, em que eu me dedique, em que eu me transfira, em que eu me aliene...
Um ano em que Tu sejas centro e periferia da minha vida, princípio e fim do meu caminho...
Um ano em que o meu próximo seja o próximo que me ensinaste no Teu evangelho...
Um ano em que eu também seja novo!


Rev. Ephrain Santos de Oliveira


Itajubá, 31/12/2013

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31 de dezembro – Salmo 118




“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Na expectativa de virar mais uma página da história de nossa vida e da nossa trajetória humana neste mundo e na sociedade de que participamos, alguma coisa se alvoroça e se agita dentro de nós.  Isso porque costumamos dividir o tempo, dando significação maior ou menor a uns e a outros dias, de acordo com aquilo que eles representam para nós, e na medida das emoções que eles nos apresentam. São todos iguais, mas alguns significam mais que outros.
Portanto, hoje, mais que em qualquer outro momento, temos razões de sobra para acatar a recomendação do saltério, conforme o salmo 118, verso 24: “Regozijemo-nos e alegremo-nos nele”, ou seja, agradeçamos. O simples fato de estarmos vivendo essas emoções de mais um 31 de dezembro é motivo para ação de graças, gesto recomendado e expresso no versículo já referido. Aqui estamos.
Sim, 365 dias se passaram: embates, sofrimentos, dores, lágrimas, enfermidades, luto, dúvidas, incertezas, contrariedades, decepções, fracassos, perdas materiais, físicas, morais, lembranças, medo, temores, ingratidão.  E tudo isso, enfim, ficou para trás, e nós sobrevivemos e estamos de pé.  Vivos estamos, não apenas no sentido de que continuamos existindo entre os mortais, mas no sentido de que, embora tomando consciência de tudo que nos cercou e nos atingiu duramente, permanecemos com razoável e boa disposição.
Essa constatação concede-nos um sabor de triunfo, de êxito e supremacia, pois aí exatamente se configura a alvissareira realidade: Eu vou, com todas as minhas limitações, adentrar o ano de 2.014. Posso adoecer amanhã e vir a perecer. Mas a minha alegria, onde se fundamenta o meu hino de vitória, e o motivo do regozijo, aqui está: apesar dos revezes, as minhas forças não foram minadas, não se extinguiram os recursos de ordem espiritual, psicológica e moral para meu sustento, não se esvaiu a minha modesta, mas determinada capacidade de resistência. Também não me desesperei, não fiquei parado no meio do caminho, não recuei e muito menos renunciei à luta.
Enfim, irmãos, resistimos. E isso é importante. Pela graça divina fomos mantidos na posição de testemunhas da fé que um dia foi entregue aos santos, como Deus quer, porque para isso nos chamou.
Agora prosseguimos, sabendo que Deus não tem prometido céu sempre azul, flores espalhadas pelo caminho de nossa vida, sol sem chuva, alegria sem tristeza, paz sem dor. Mas Ele tem prometido força para o dia, descanso para o trabalhador, luz para o caminho, graça para a provação, ajuda para os caídos, infalível simpatia e imortal amor.
                                               Rev. Ephrain


sábado, 30 de novembro de 2013

A Parábola do Semeador



Um semeador saiu a semear... E, semeando, a semente caiu ao longo do caminho. No grande campo do mundo, na imensa seara das almas, você amigo, é presença e pessoa. E como presença e pessoa, você não pode fugir à responsabilidade de plantar a boa semente. Não diga jamais, no gesto de comodismo, na covardia da omissão: o solo é áspero, o sol queima demais, o grão não serve, é de segunda qualidade... Não lhe cabe julgar a terra, o tempo e as circunstâncias externas...

A sua função, amigo, é plantar. Plantar na fé, na esperança e no amor cristão. As sementes são abundantes e germinam facilmente: Um pensamento fraterno, um sorriso amigo, uma promessa de alento, um aperto de mão cordial, um conselho oportuno, um pouco de água, umas migalhas de pão...

Não plante descuidadamente, como alguém que apenas cumpre uma tarefa imposta. Como alguém que trabalha forçado, sem interesse. Plante com amor, com atenção, num clima de otimismo, como amigo sincero que busca construir... E ao semear, não pense jamais: quanto me darão em recompensa? Será gratificante a colheita? Recorde sempre que você não planta para enriquecer, que você não reparte para ser aplaudido. Você frutifica porque não pode viver sem dar, porque você não pode servir a Deus sem ir ao encontro dos seus irmãos.

A vida tem dessas compensações, amigo... Sempre que você reparte, na generosidade, sem pensar na colheita, sua riqueza se multiplica ao infinito... Por quê? Porque você semeia um reino! Um reino onde doar é receber, um reino onde perder a vida é encontrá-la, um reino onde morrer é ressuscitar!

Felizes todos aqueles que distribuem otimismo e esperança como se estivessem repartindo o seu próprio coração! Semeador da bondade, siga pela estrada afora sentindo a brisa mansa do Evangelho roçando sua fronte fraternal... Não estacione. Avance sorrindo, levando em sua bagagem tudo aquilo que você tem de bom. Não tenha medo das vigílias longas ou das madrugadas insones. Lembre-se, dia e noite, que o fruto nasceu para ser partilhado, distribuindo e ofertado. A glória é para o Pai, e a recompensa final acontecerá... só do outro lado! E a todos os que você encontrar, montanha acima, repita sempre o mesmo estribilho: Obrigado! Obrigado! Muito obrigado!

No grande campo do mundo, na imensa seara das almas, você é o semeador de um reino. Através do tempo, ao longo da história, você é responsável por todos aqueles que Deus colocar em seus caniinhos de viandante.

Um semeador saiu a semear. E, semeando na fraternidade, a semente caiu em terra fértil, frutificando na eternidade!!!

Rev. Ephraim Santos de Oliveira
Igreja Presbiteriana - Pouso Alegre, 08/12/1984

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Onde estão os Amigos de Verdade?






“... tenho-vos chamado amigos ...” (João 15.15)

Você tem um amigo de verdade? Uma pessoa que sabe de seus gostos, do que te agrada e do que te deixa triste? Você tem um amigo que te compreende, que te exorta quando você faz algo de errado e que te ajuda nos momentos difíceis? Se você respondeu não a estas perguntas, você não está sozinho.

Em nossos dias, são muitas as pessoas que não tem amigos ou apenas um amigo de verdade. No livro dos Provérbios (Pv 17.17) encontramos a bela advertência de Salomão que nos ensina a amar o amigo a todo tempo, mas grande parte das pessoas nãos tem nenhum amigo para amar e nem para lhe estender a mão nos dias difíceis.

Por esse motivo, muitos se sentem tristes e desamparados nos dias de angústias, pois amigos de verdade tem se tornado cada dia mais raro.

Por que não tenho amigos de verdade? Para respondermos essa pergunta com sinceridade devemos fazer uma outra pergunta: Por quê não sou um amigo de verdade? Você dedica tempo de qualidade a alguém que se considera seu amigo? Você o ouve com atenção? Você o ajuda ou você é daquele tipo de pessoa que diz que vai orar e nunca ora? No seu momento de devoção particular você coloca diariamente na presença de Deus seu amigo?

Isso nos faz perceber que (em muitos casos) não temos amigos de verdade simplesmente pelo fato de não sermos o que desejamos ter. Estamos ocupados demais e já temos problemas demais, e por esse motivo muitos preferem viver uma vida superficial com as pessoas que o cercam, numa demonstração horrível de arrogância e egocentrismo. Jesus nos diz que ele é nosso amigo (João 15.15), e tomando por base sua vida, podemos aprender a difícil e bela experiência de sermos um Amigo de Verdade.

Um primeiro modo de aprender a ser um bom amigo de verdade como Cristo é observando que ele sempre está perto. Não importava a circunstancia, Jesus nunca abandonou seus amigos. Jesus estava com seus amigos nos dias felizes, como em uma festa de casamento em Caná (João 2), assim como em dias difíceis como no dia de uma grande tempestade a qual ele acalma (Mateus 8.24) Os discípulos desfrutaram da presença desse seu amigo até a morte, pois ao ser assunto aos céus Jesus permanece presente pelo seu Espírito (Mateus 28.20). Alguns dos seus amigos do primeiro século morreram decapitados, outros serrados ao meio, outros ainda ao fio da espada, mas nem nesses momentos o Grande Amigo (Jesus) os abandonou.

Em segundo lugar podemos ver que Jesus se envolve com os problemas das pessoas que estavam à sua volta. Ele nunca se esquivou quando alguém precisou de sua ajuda, pois em muitos lugares o vemos sempre pronto a ajudar (Mateus 15.28). Mas a forma mais sublime de sua demonstração de envolvimento com os problemas das pessoas, foi o fato de ele se dispor a morrer por nossos pecados. Jesus nunca pecou, ele não precisava se envolver com nosso problema do pecado, mas por amor os seus amigos, ele se envolve de tal forma que se entrega à morte por amor destes.

E um último modo de sermos amigos como Jesus foi, é o de sermos encorajadores. Jesus jamais foi favorável à vida em pecado, mas por mais que seus amigos cometessem erros, ele nunca os repreendeu de forma que o desencorajassem a continuar numa vida que agradasse a Deus. Ao encontrar uma mulher surpreendida em adultério, não a condena a morte por seu pecado, mas a encoraja a viver de modo diferente (João 8.11). Ele encontra um homem corrupto e o encoraja a ser diferente (Lucas 19.8). Ele encontra um assassino e o encoraja a ser diferente, um seareiro em sua seara (Atos 9.4). E ainda encontra um amigo que o havia traído e faz dele um dos principais em sua obra (João 21.17).

Jesus tinha todos os motivos para não ter um amigo se quer, mas mesmo assim, por amor a nós, se envolve, permanece presente e encoraja aqueles a quem ele propôs ser amigo.
Aprendemos com isso que ser amigo não é fácil, e que o maior motivo de não termos amigos é que nós mesmos não nos dispomos a ser como o nosso Melhor Amigo (Jesus). Não temos tempos para ninguém alem de nós, não nos envolvemos nas dificuldades da vida que não sejam as nossas, e facilmente abandonamos alguém que dissemos que iríamos ajudar.

Que o modo de Vida de Jesus seja um exemplo a ser seguido por nós, e que consigamos não apenas ter um amigo, mas especialmente, sermos um amigo de verdade.

Por Rev. Wilson Ribeiro Ferreira

Igreja Presbiteriana Betânia

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pornografia


Consumir pornografia é mais comum do que pensamos pelos que se declaram evangélicos. Enquanto que muitos já cauterizaram a consciência com argumentações a favor de consumir pornografia, outros ainda estão lutando para se livrar dela. Ninguém nunca me entrevistou sobre este assunto, mas imagino que uma entrevista seria mais ou menos assim:
1) Pode definir o que é pornografia?
Pornografia é aquilo tipo de coisa que é difícil de definir, mas que todo mundo reconhece na hora que vê. É a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitação sexual por qualquer tipo de mídia. Geralmente trata os seres humanos como coisas e as mulheres, em particular, como objetos sexuais.
2) Por que as igrejas não falam mais deste assunto, já que certamente existem muitos membros viciados em pornografia?
Diversas razões. O assunto é considerado como melindroso de ser tratado em público. Além disto, alguns líderes receiam despertar o interesse das pessoas pela pornografia se começarem a falar sobre ela. Mais importante, pode ser que a própria liderança de algumas igrejas não se sinta autorizada a falar contra isto pelo fato de estarem, eles mesmos, lutando contra a adição à pornografia. Mas, é dever da Igreja orientar seus membros quanto ao ensino bíblico da sexualidade. Uma abordagem honesta, firme e bíblica instruirá a comunidade sem despertar curiosidades indevidas.
3) É lícito a casais cristãos usarem material erótico em busca de maior enriquecimento das relações sexuais dentro do casamento?
Acredito que não. O casamento não transforma o quarto de casal em quarto de motel. O que Jesus falou sobre a pureza das intenções no olhar para uma mulher (Mt 5.28 ) e o que Paulo nos ensinou sobre ocupar a mente com coisas aprovadas por Deus (Fp 4.8 ) continuam valendo para quem é casado. O fato de que o casal concorda em ver pornografia juntos não diminui em nada o peso destes ensinos. Casais cristãos que querem melhoria na vida sexual, podem utilizar livros sobre a sexualidade escritos da perspectiva bíblica, que ajudam a enriquecer a intimidade marital e melhorar a técnica sexual no casamento, sem incorrer em adultério e nos riscos envolvidos no uso de material pornográfico.
4) Mas, e fantasiar durante as relações sexuais com o marido ou a esposa, trazendo à mente imagens de relações sexuais? Seria errado também?
Sim, conforme resposta dada à pergunta anterior. É uma violação de Mateus 5.28 e de Filipenses 4.8.
5) Por que cristãos, que sabem que a pornografia é danosa e pecaminosa, se aventuram ainda a visitar sites pornográficos na Internet?
Eu poderia mencionar alguns aspectos da pornografia que a tornam atraente, como ser acessível, grátis e anônima. A razão primordial, porém, é a degradação do coração humano. Tal corrupção permanece no cristão e o inclina a todo mal. Conforme ensina o Senhor Jesus, “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, … os adultérios … as malícias … a lascívia…” (Mc 7.22-23). Ensina ainda o apóstolo Paulo: “as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia…” (Gl 5.19). Portanto, a libertação tem que levar em conta que o problema é espiritual.
6) Se uma pessoa casada está tendo problemas com pornografia, deveria confessar ao cônjuge?
Teoricamente, sim. No processo de vencer este hábito pecaminoso é importante ter alguém – de preferência o cônjuge – a quem prestar contas dos seus atos e pedir orações e apoio. Além disto, consumir pornografia é pecado contra o cônjuge, pois se constitui em adultério. Biblicamente, deveríamos confessar ao cônjuge e pedir-lhe perdão, além de seu apoio e ajuda para vencer o hábito. Todavia, em certos casos, pode ser que o cônjuge não esteja preparado para tomar conhecimento destes fatos. Será preciso ajuda de um conselheiro capaz e experiente, para ajudar no processo.
7) É lícito ao cristão ver imagens de nudez apenas para apreciá-las como arte?
Devido ao fato que somos seres sexuados, é praticamente impossível se expor à nudez sem que haja despertamento sexual, fantasias, desejos, impulsos e intenções. Isto é agravado pela presença da natureza pecaminosa no cristão, tornando-se praticamente impossível para um homem apreciar a nudez feminina sem o despertamento da lascívia e intenções sexuais. Além disto, a indústria pornográfica produz imagens de mulheres e homens nus, não para serem apreciados como arte, mas para provocarem a excitação sexual e a masturbação. Por fim, ao cobrir a nudez de Adão e Eva (Gn 3.21), Deus já indicou que a nudez deve ser velada e desfrutada apenas no ambiente de casamento.
8 ) A masturbação é errada?
Este hábito está profundamente ligado à pornografia. A masturbação é errada porque envolve o uso de imagens mentais eróticas e fantasias sexuais, violando Mateus 5.28. Dificilmente alguém se masturbaria pensando nas cataratas do Niágara…
9) Já que a pornografia é legal no Brasil, por que um cristão, que também é cidadão brasileiro, não pode consumi-la?
O motivo é que o cristão se rege primeiramente pela Palavra de Deus. Ainda que no Brasil seja legal a publicação, veiculação e consumo de material pornográfico, contudo as Escrituras condenam a prostituição, a perversão sexual, o adultério, a sodomia, o lesbianismo, e outras práticas sexuais que são objeto da pornografia.
***

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dez características da igreja que satanás gosta:


1-) A igreja que satanás gosta não é cristocêntrica. Muito pelo contrário, ela não prega Cristo.
2-) A igreja que satanás gosta não proclama o evangelho, nem tampouco anuncia a necessidade do pecador se arrepender de seus pecados, mediante a fé em Cristo Jesus.
3-) A igreja que satanás gosta vende indulgências, barganhando com Deus fórmulas mágicas para o enriquecimento e prosperidade de todos aqueles que desejam ser abençoados.
4-) A igreja que satanás gosta visa somente a satisfação do homem em todas as suas dimensões deixando de lado a necessidade de arrependimento e conversão por parte do pecador.
5-) A igreja que satanás gosta não proclama a salvação pela graça, mas sim pelos méritos do ofertante ou dizimista.
6-) A igreja que satanás gosta não valoriza a Palavra de Deus, antes, relativiza as Escrituras considerando-as desnecessárias ao amadurecimento do cristão.
7-) A igreja que satanás gosta é aquela que coloca em pé de igualdade os apóstolos da modernidade e as Escrituras Sagradas.
8 -) A igreja que satanás gosta é aquela que se preocupa em construir templos suntuosos e nababescos, deixando de lado o trabalho missionário.
9-) A igreja que satanás gosta é antropocêntrica, ensimesmada e focada na satisfação de todas as vontades humanas e jamais prega a cruz.
10-) A Igreja que satanás gosta ama cantar os sucessos gospel, mas odeia estudar as Escrituras e viver em santidade.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Perigo da amargura


Hb 12.15:   “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”.
Ef 4.31: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia”.
O que estes dois textos têm em comum?
Ambos falam sobre:
O perigo da amargura
Gn 16.1-14

Gn 12.1-9
Deus chama a Abrão (“pai exaltado”) e lhe faz promessas – dentre elas a de que ele seria um grande patriarca.
Abrão tinha 75 anos então,e Sarai, sua esposa, 65 anos e ela era estéril.
A partir desse dia, Deus passou a ser o Deus de Abrão.
Gn 15
O SENHOR torna a visitar Abrão.
Alguns anos se passaram e Abrão ainda não havia recebido a bênção de ser pai.
Deus promete a ele um filho (v.4,5);
“Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça” (v.6).
O SENHOR  fez aliança com Abrão (v.18).
Gn 16.1-14
Certamente Sarai sabia de tudo isso que aconteceu. Mesmo assim deixou-se envenenar pela amargura.
Naquela época, a esterilidade era tida como maldição por causa de pecado.
Nem mesmo isso é motivo para deixar o coração ser tomado pela amargura. Deus havia feito a promessa, e só isso bastaria para que ela não se deixasse levar pela amargura.
Por que devemos evitar a amargura?
Porque ela nos leva:
1) A revoltarmos contra Deus, v.2.
As palavras de Sarai revelam um certo teor de amargura: “disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai”.
Nessas palavras vemos:
-Impaciência: ela não queria mais esperar;
-Amargura: para ela Deus é quem a impedira de gerar até então.
-Idolatria: “…e assim me edificarei com filhos…”. Seu coração não tinha Deus como o centro e como sua satisfação – isso é idolatria.
Sua revolta é vista quando:
-Ela usa de meios próprios para obter o que ela queria – Hagar e Abrão.
-Quando ela culpa a Deus por sua esterilidade.
A amargura nos atrapalha de confiarmos totalmente em Deus e nos leva a revoltarmos contra Ele. Por mais que estejamos sofrendo não temos motivos para nos revoltar contra Deus.
A amargura nos leva:
2) A culparmos os outros pelos nossos sofrimentos, v.4,5.
Sarai arquitetou um plano, ao qual Abrão anuiu. Hagar engravidou e assim começou a desprezar Sarai (v.4). Então Sarai  se voltou para a Abrão e disse: “Seja sobre ti a afronta que se me faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o SENHOR entre mim e ti” (v.5).
Abrão também teve culpa.
Mas Sarai estava cega pela amargura, pois, foi incapaz de perceber que foi ela quem arquitetou tudo aquilo, e, que, agora, estava colhendo o que plantara.
Essa atitude amargurada de culpar as pessoas nos leva:
3) A causarmos sofrimentos aos outros, v.6-8.
A amargura de Sarai levou-a à vingança: “humilhou-a…”
Sua vingança trouxe medo à Hagar: “…e ela fugiu de sua presença”.
Esse é o resultado final de um coração amargurado: ele causa sofrimentos às outras pessoas.
Pessoas amarguradas são infelizes e fazem os outros infelizes também.
Tais  pessoas   não   somente culpam as outras pelo seu sofrimento e fracasso, como ainda causam dores e danos aos outros.
São incapazes de ver seu próprio pecado, e, se o veem, fazem questão de apontar para os pecados dos outros, escondendo-se atrás de uma máscara de santidade (“Julgue o SENHOR entre mim e ti”, v.5).
Aplicação
Como vencer a amargura?
1) Observe seu coração
-Seu coração é traiçoeiro: ele irá culpar os outros e nunca a você pelos seus erros.
-Corte o mal pela raiz: qualquer raiz de amargura pode se transformar numa árvore que lançará sombra e sujeira em outros corações.
2) Purifique seu coração
Amargura é pecado, e pecado só é resolvido com:
-Confissão (1Jo 1.9),
-Despojamento do pecado e revestimento da santidade de Cristo (Ef 4.22-24).
3) Perdoe e se reconcilie de coração
Quando ficamos amargurados com as pessoas, pecamos contra elas. Por isso devemos pedir perdão e perdoá-las pelo mal que nos fizeram ou pelo bem que não nos fizeram.
Sem perdoarmos as pessoas, nossa comunhão com Deus fica comprometida (Mt 5.23,24).
4) Confie em Deus
Não fique buscando nas circunstâncias ou nas pessoas uma explicação para o seu comportamento pecaminoso. A amargura nos atrapalha de confiarmos totalmente em Deus e nos leva a revoltarmos contra Ele.
Se as coisas não saíram do jeito que você esperava, confie em Deus; Ele está sempre no comando de tudo e usará de todas as situações para moldar o seu coração (Rm 8.29,30).
Conclusão
v.13: “Tu és o Deus que vê (…) Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?”.
Deus não somente está vendo os nossos sofrimentos como também os sofrimentos que causamos nos outros. Ele é justo e bom para tirar a nossa alma do poço de amargura em que ela mergulhou, como também fará justiça por aqueles a quem causamos males com a nossa amargura.
Rev. Olivar Alves Pereira

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

For Annie




“Ninguém se deu conta quando Annie estava chorando. As pessoas estavam ao redor, mas ela ainda assim estava sozinha (...) Ninguém sabia de seu desespero, as pessoas não ouviam seus gritos silenciosos. Trancada no banheiro, ela pega um vidro de comprimidos. O remédio que cura se torna o veneno que mata.
E agora é tarde demais para Annie
Ela se foi pra sempre”

Esse é um pequeno trecho da música “For Annie”, que conta a triste história de uma menina que, num ato de desespero, deu fim à sua vida. Sem dúvida, para Annie, tudo está acabado, ela morreu física e espiritualmente.

Hoje em dia, vemos muitas histórias parecidas com de Annie. Pessoas que não conseguem carregar o fardo da vida e, num ato inútil, dão cabo dela, direta ou indiretamente, sem pensar nas conseqüências eternas para sua alma.

O compositor continua:

“Há tanta coisa que poderíamos dizer a ela, e agora é impossível. Porque é tarde demais, tarde demais para Annie (...) Poderíamos dizer que Jesus a ama, que Jesus se importa. Dizer que Ele pode libertá-la, e carregar seus fardos. Mas é tarde demais, tarde demais para Annie”.

Ficamos perplexos com a situação, e em nossas mentes aparecem  centenas de coisas que poderíamos ter dito, mas não dissemos. Como cristãos, poderíamos ter falado de Jesus, mas ficamos calados. Annie não ouviu essas palavras de Cristo:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27)“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”  (Mateus 11:28).

Mas, se para essa Annie está tudo perdido, devemos pensar nas milhares de “Annies” que estão no mundo, e muitas vezes, até mesmo do nosso lado! 

“E ainda não é tarde demais para Annie
Ela pode estar perto de você
Não perca a chance de dizer a ela antes que se torne impossível
Temos que dizer que Jesus a ama, que Jesus se importa
Não é tarde demais...”




Música:  For Annie -  Petra
Adaptação: Presb. Daniel Moura - IPBV

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Preparando a Próxima Geração de Adoradores



Quero aqui chamar a sua atenção para refletir sobre a sua principal tarefa na criação de filhos.

Sua principal tarefa como pai (e mãe), não é a de fazer seu filho ter sucesso profissional, ficar rico, ser um líder no trabalho, nem mesmo entregar à Sociedade um “cidadão de bem”, como ouvimos as pessoas dizerem por aí. O seu principal papel no que diz respeito à criação dos seus filhos é prepara-los para serem verdadeiros adoradores do Senhor Deus.

A Bíblia diz que: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Sl 127.3). Em lugar algum a Bíblia diz que os filhos são empecilhos para nós, ou um problema. Ela diz que eles são “herança do SENHOR”, e são “galardão” de Deus para nós, ou seja, benção de Deus. É claro que filhos que não foram criados com os princípios da Palavra, ou que decidiram desobedecer a esses princípios santos trarão para si e para os seus pais profundos desgostos: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).

A seguir quero dar-lhe dois  conselhos bem práticos sobre como preparar o seu filho desde bem cedo para ser um verdadeiro adorador do SENHOR Deus.

Primeiro conselho: Confie totalmente em Deus e em Sua Palavra.

Criar e educar filhos é uma tarefa que Deus exige de nós o máximo de empenho em obedecer à Sua Palavra. É muito comum vermos pais, especialmente os de “primeira viagem” lerem tudo o que se publica sobre criação de filhos, mas, são bem poucos os que buscam na Palavra de Deus a instrução para tal tarefa. Talvez por julgá-la antiquada, inadequada e ultrapassada refletindo uma cultura que nada tem a ver com a nossa. É lamentável ver crentes que conhecem o último livro lançado sobre Psicologia Infantil, mas, são incapazes de citar meia dúzia de versículos sobre criação de filhos. Se você é um desses, peça perdão a Deus por negligenciar a Sua Palavra. Dê prioridade (e exclusividade) à Palavra de Deus na educação de seus filhos. Fazendo isso, você mostrará a eles que a autoridade no seu lar está em Deus e em Sua Palavra. O quanto antes seu filho entender e crer nisso, evitará problemas sérios, pois, ele não agirá pensando em você, mas, sempre agirá sabendo que Deus está vendo o que ele está fazendo. Lembre-se também que ensiná-lo é seu dever, mas, converte-lo é obra do Espírito Santo. Ore por isso e confie Nele.

Segundo Conselho: Ensine seu filho a cultuar ao SENHOR Deus em casa e na Igreja.

Nesse sentido, o culto doméstico é muito importante. Reconhece-se com facilidade crianças que têm o privilégio de terem em seus lares o culto doméstico. Tais crianças conhecem mais a Bíblia (às vezes mais do que muitos adultos!), sabem orar, e sabem como se comportar no culto público. Muitos pais crentes estão “terceirizando” a educação cristã de seus filhos para a Igreja. É claro que a Igreja deve desempenhar esse papal, mas, até que ponto? A Igreja não está aqui para educar seus filhos, pois, isso é tarefa sua! A Igreja tem o dever de instruir os pais e orientá-los na tarefa de educar seus filhos de acordo com a Palavra de Deus.

Ainda sobre o culto público é preciso dizer algo mais. Adultos que se comportam inadequadamente (conversando, mexendo no celular, levantando-se sem necessidade, chegando atrasados, etc.) durante o culto são pedras de tropeço para os pequenos, pois, com suas ações contradizem todo ensinamento correto. Pais cujos filhos pequenos fazem birra durante o culto em vez de serem firmes com eles os levam para fora do templo para lhes mostrar as estrelinhas no céu numa tentativa de distraí-los, não percebem o que seus pequenos já perceberam: quando eles (os bebês) não querem ficar no culto é só chorar que os pais saem com eles. Assim, as crianças nunca se acostumam a se comportarem corretamente no culto. Crianças que são trazidas uma vez por semana à Igreja (e muitas vezes só na EBD ou somente no culto à noite) têm muita dificuldade de se acostumarem com o ambiente de culto. Tais crianças ficam correndo durante o culto, conversando, desenhando, ou fazendo qualquer outra coisa inapropriada para o momento. Todos nós sabemos que a repetição é uma ferramenta muito importante no processo de ensino e aprendizagem. Então repita a ação de trazer seu filho à Igreja quantas vezes você puder e dever ao culto e à Igreja. Prepare-o para o culto levando ao toalete antes do culto, dando água e alimento para ele não sentir sede e fome durante o culto para evitar inconvenientes. Ensine seu filho a respeitar o momento mais sublime da vida dele: o culto a Deus. Afinal, foi para sermos adoradores que fomos salvos por Deus!


Rev. Olivar Alves Pereira

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Filhos que não se importam com Deus. Seu filho é um desses?



Criar filhos não é uma tarefa fácil, especialmente, se o nosso objetivo em cria-los for conduzi-los até Cristo e ensinar-lhes a vontade de Deus para que se submetam a Ele. Tenho visto muitos pais crentes fracassarem nessa tarefa, e oro a Deus para que eu não fracasse também.

No presente encontramos uma triste história envolvendo a vida de um sacerdote de Deus, o sacerdote Eli. A descrição que a Bíblia faz de seus dois filhos, Hofni e Fineias é terrível: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial”. Essa expressão “filhos de Belial” é carregada de um significado muito triste. Em nota, a Bíblia de Estudo de Genebra explica que essa expressão hebraica conota pessoas vis, sem valor. É usada a respeito daqueles que incitam à idolatria (Dt 13.13) ou à insurreição (1Sm 10.27; 2Sm 16.7; 20.1); que são sexualmente imorais (Jz 19.22); ou que são mentirosos (1Rs 21.10,13).

Além disso, a Bíblia também diz que eles “não se importavam com o SENHOR” (v.12), ou seja, não conheciam a Deus. Tomando essas palavras quero refletir sobre: Filhos que não se importam com Deus – Seu filho é um desses?

De antemão é preciso afirmar que toda criança nasce predisposta a não se importar com Deus pelo fato de serem pecadoras desde o ventre materno. Portanto, pais crentes, vocês têm uma tarefa muito grande e árdua pela frente, a saber, ensinar seus filhos a se importarem com Deus, a darem a Ele não só importância, mas, sim, máxima importância, leva-los a ver que não há bem, pessoa ou objetivo maior e mais importante nessa vida do que viver para a glória de Deus.

Filhos que não se importam com Deus

1)      São desregrados, v.13,14

Quando Deus estabeleceu as leis para os sacerdotes, deixou claro que eles poderiam retirar parte da carne dos sacrifícios para o sustento deles (Lv 7.28-36; Dt 18.1-8). Porém, os filhos de Eli se comportavam com ganância e pegavam mais do que lhes era permitido. Eles não tinham qualquer zelo pela regra divina, pelo contrário eles se importavam somente em satisfazerem sua própria vontade.

Ser desregrado significa não somente não ter nenhuma regra, mas, principalmente quebrar regras estabelecidas. Tal comportamento conota rebeldia.

Filhos que quebram as regras estabelecidas por seus pais com muita facilidade quebrarão as regras da Palavra de Deus, até mesmo porque se estiverem desobedecendo seus pais já estarão desobedecendo a Palavra de Deus (veja Ef 6.1-3).

É importante observarmos ainda que o desregramento deles vinha acompanhado de ganância. Filhos desregrados são gananciosos e egoístas, pois, a única coisa que lhes importa é a satisfação da sua própria vontade.

Filhos que não se importam com Deus

2) Desprezam o Seu culto, v.15-17

Os filhos de Eli desprezavam o culto do Senhor, e isso fica evidente quando vemos a forma desrespeitosa como eles tratavam os sacrifícios dedicados a Deus.

Os sacrifícios sempre ocuparam um papel muito importante no culto a Deus nos tempos do Antigo Testamento. Diferentemente dos cultos pagãos que pensavam que os sacrifícios eram uma forma de aplacar a ira dos deuses; no culto a Deus os sacrifícios tinham como objetivo mostrar às pessoas o princípio de culto mais importante em toda a Bíblia: um inocente morrendo no lugar do pecador. Tal princípio aponta para o Senhor Jesus Cristo que, inocente, morreu no lugar dos pecadores.

Filhos que não se importam com Deus não dão a mínima importância para o culto do Senhor. Para eles, o culto é um evento do qual eles podem estar ausentes por não ser algo importante. Veem o culto como algo sem importância, e quando vêm à Igreja comportam-se com desrespeitosamente.

Filhos que não se importam com Deus

3) Revelam a irresponsabilidade dos pais, v.22-29

Além do desrespeito para com o culto do Senhor, eles eram imorais. Em Êx 38.8 lemos que foram constituídas mulheres para servirem à porta da tenda da Congregação. Os filhos de Eli se prostituíam com elas, agindo como os pagãos que tinham sacerdotisas que eram prostituas cultuais. Tal prática foi condenada por Deus (Dt 23.17-18). Eli ouvia sobre a má fama de seus filhos. Ele chegou até a repreendê-los com palavras (v.23-25), coisa que muitos pais fazem, mas, param aí. Não basta somente “falar” com os nossos filhos, temos também de tomar todas as medidas cabíveis de acordo com a Palavra de Deus para corrigi-los. Eli só ficou nas palavras. E isso não passou despercebido aos olhos de Deus.

No v.29 Deus acusa a Eli de honrar mais a seus filhos do que a Ele “E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?”.

Veio um profeta de Deus, de quem não sabemos o nome, e este revelou a Eli a palavra de Deus. Primeiramente, Deus lembrou Eli da Sua aliança com sua família para com a qual Eli foi relapso (v.27,28). Depois falou-lhe sobre como ele desonrou o culto a Deus juntamente com seus filhos.

Uma coisa que como pais não podemos esquecer é que somos os responsáveis por eles perante Deus.

Muitos pais optam por apenas falar com seus filhos e não tomam nenhuma outra medida mais firme e enérgica com eles a fim de mostrar-lhes o seu pecado. Em pouco tempo, esses pais deixarão de falar com eles porque a tensão será tão grande que será preferível a esses pais deixar os filhos seguirem seus caminhos tortuosos. Mas, observe o que a Bíblia diz no v.25: “Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar”.

Pais que se mostram relaxados com a disciplina de seus filhos frequentemente dizem: “Ele já é um homem, e errar faz parte do processo de aprendizagem, e, além disso, é humilhante para um rapaz nessa idade ser repreendido assim”. Observe que isso é justamente isso que a Bíblia chama de honrar mais os filhos do que a Deus.

E justamente por agirem assim, filhos que não se importam com Deus

4) Causam sofrimentos à sua família toda, v.30-36

A Bíblia declara que Deus é fiel mesmo quando somos infiéis (2Tm 2.13). Sim, Ele prometeu abençoar os que andam em obediência a Ele assim como prometeu castigar aqueles que O desobedecerem e O desonrarem. É justamente isso que Ele diz aqui no v.30: “Longe de tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos”.

O verbo “honrar” é muito importante na história da família de Eli. Por terem desonrado a Deus (tanto Eli como seus filhos) colheram terrível desonra sobre a sua casa.

Deus prometeu que a casa de Eli perderia o sacerdócio (v.31), a Arca da Aliança seria roubada pelos inimigos (v.32 “E verás o aperto da morada de Deus”), e, que, Hofni e Fineias ambos cairiam mortos no mesmo dia (v.34). No Cap.4 vemos que a desgraça na casa de Eli foi terrível. A Arca da Aliança foi roubada pelos filisteus, Hofni e Fineias caíram mortos, e quando souberam dessas notícias, Eli (que tinha 98 anos) estando assentado em sua cadeira caiu para trás e quebrou seu pescoço e assim ele morreu. Sua nora, esposa de Fineias de quem estava grávida ao saber de tudo isso entrou em trabalho de parto. O nome que ela deu ao seu filho assinalou a desgraça que sobreveio à casa de Eli. Ela o chamou de Icabô que quer dizer: “Foi-se a glória de Israel” (4.21,22).

Quando Deus não é honrado nos corações, estes corações experimentam o vazio da glória de Deus que os deixa em seu estado lastimável de pecado.

Confesso que olhando para muitas famílias que hoje estão sofrendo com a desobediência de seus filhos, duas terríveis verdades me saltam aos olhos: (1) esses filhos tiveram a infelicidade de terem pais que se preocuparam mais com o conforto de seus filhos do que com o confronto de seus pecados – honraram mais seus filhos do que a Deus; (2) o sofrimento deles está apenas começando; coisa muito pior está para lhes acontecer se não mudarem de postura em relação aos seus filhos e a Deus.

O que Deus quer que você faça?

Talvez você esteja se perguntando se há alguma esperança para você. Quero que você saiba que há sim, basta observar os seguintes preceitos:

1) Ensine seu filho a amar a Deus e as coisas Dele. Ao contrário do que muito pensam, é possível ensinar alguém a amar, porque o amor é uma atitude. Ensine seu filho a amar a Deus acima de tudo. Como? Ensinando-o a ser respeitoso e zeloso com as coisas de Deus. Por exemplo: no Dia do Senhor não assuma nenhum outro compromisso, não busque a satisfação pessoal no lazer, passeios, ou coisa parecida, mas, vá com seu filho à Casa do Senhor, e lá, ensine-o a se comportar corretamente no culto. Em casa, cultive vida devocional com seus filhos. Eli criou seus filhos no templo, mas, não os ensinou a amar a Deus. Alguém pode alegar que trazer os filhos na Igreja não é garantia de que eles permanecerão na presença de Deus, e isso é verdade. Mas, a esses pais eu respondo dizendo: então experimente cria-los longe da casa de Deus; com certeza as possibilidades deles crescerem amando a Deus serão muito, muito menores.

2) Empregue todos os meios bíblicos na disciplina de seus filhos.  Em Ef 6.4 a Bíblia nos ordena criarmos nossos filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor”. A disciplina aqui conota todos os recursos “físicos”, tais como o uso da vara, retirada de privilégios, aumento de responsabilidades, enquanto que a admoestação está relacionada às palavras, às conversas, às instruções por meio oral. Se você é daqueles que só fala com seus filhos, mas, não age, você está fazendo só a metade do que Deus manda, e obediência pelas metades é desobediência do mesmo jeito.

3) Ore por seus filhos, ore com seus filhos. A oração é uma ferramenta muito especial que Deus nos dá na educação dos nossos filhos, pois, mostra a nossa total dependência de Deus. Como pais, temos o dever de ensinar nossos filhos a dependerem de Deus. Um dos atos mais covardes que nós pais podemos ter em relação aos nossos filhos é cria-los para serem dependentes de nós e não de Deus. Com a nossa partida, eles ficam sem rumo.

Conclusão

Nunca se esqueça de que os seus filhos não são seus, mas, sim, de Deus. Portanto, crie-os do jeito que Deus quer; você não tem o direito de cria-los como bem entende.

Rev. Olivar Alves Pereira

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Fora do Sistema

A natureza é linda, sabemos disso, sentimos isso! Ao contempla-la nos maravilhamos e pensamos: “Como o Criador é soberano, como Ele é criativo e perfeito em sua obra”. Ao olharmos os animais vemos a relação que eles tem com eles mesmos e com o meio em que vivem. Se mais atentamente nos ativermos a esses detalhes podemos aprender, não sendo os primeiros a fazer isso. Davi e Salomão eram contempladores natos, tiraram exemplos valiosos olhando a criação.
Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Sl 42:1)
Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.” (Pv 6:6-8)
E ainda hoje, podemos tirar lições preciosas da criação. Uma delas é com um peixe, o salmão. Esse “carinha”, uma vez por ano, sobe o mesmo rio em que nasceu para desovar, isso é chamado de piracema. Levam-se dias, o caminho não é seguro, seus predadores estão à margem do rio a espera do “banquete”. Mas eles não cogitam outro jeito, tem que subir o rio. Tudo lhes é contrário, a boca escancarada de um urso, a força das águas, a longa jornada. Tudo quer impedi-lo, mas ele prossegue e avança, contra correnteza. E consegue, perpetuando sua espécie.
Na vida cristã vivemos algo semelhante, lutamos contra a maré o tempo todo. Cristo nos chamou pra viver FORA DO SISTEMA! Que sistema? O sistema mundo, o conjunto de valores e crenças que divergem do que o Senhor planejou, de como Ele deseja que vivamos. Somos diferentes, não temos vidas normais, sabemos que esse não é nosso lugar. Nossa conduta não é pautada no senso comum, nossas regras nãos são impostas pela sociedade e não é a mídia que nos diz o que é certo ou errado. É a bíblia, ela que nos distingue, que nos separa, que nos santifica desse mundo caído. Jesus em sua oração sacerdotal pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:17), sendo a palavra do Senhor a ferramenta de santificação do seu povo. Ser santo não é opção, não é uma alternativa, é uma ordem a quem foi escolhido por Deus: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. (I Pe 1:15-16). Então não temos outra opção, lutamos contra o sistema.
Porém não é uma tarefa fácil, o Mestre falou que passaríamos por dificuldades, perseguições, que seriamos odiados. “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” (Jo 15:19). Entretanto, avançamos e prosseguimos. Ao conhecermos a ferramenta ela mesma nos dá o meio, a forma:
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2).
Não é apenas resistir, também é transformar e “subverter” o próprio sistema. Não tomar a forma, ser inconformado. Vivemos um liberalismo em nossos dias, uma pseudoliberdade que nos aprisiona como foi no livro de Galátas. Pecado agora tem outro nome passando a ser chamado de “normal”. Mas não foi pra isso que fomos chamados, somos sal e luz (Mt 5:13,14). A igreja é a luz do mundo, guia os homens nesse mar de trevas em que temos vivido. Somos também sal da terra, sendo uma de suas funções retardar o apodrecimento dessa humanidade cada vez mais corrupta. Enquanto o mundo propaga o ódio, pregamos o amor; enquanto o rancor encontra mais lugar nos corações, liberamos perdão; enquanto o mundo definha e morre exalamos vida. A igreja é a expressão visível do Deus invisível.
Ao lutarmos contra o sistema renovando nossas mentes com a única regra de fé e prática, que é a bíblia, conseguimos experimentar “… a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2). Viveremos em paz mesmo em guerra, sentiremos o agir do Senhor, seremos meio de graça para outros. E mesmo em momentos difíceis, que parece que seremos tragados, olhamos para o autor e consumador da nossa fé e ouvimos Dele: “Eu venci o mundo.” (Jo 16:33). E isso é nossa esperança certa, de que prosseguiremos pelo caminho estreito. Enquanto todos caminham pra uma direção, seguimos outra; enquanto todos buscam por prazer aqui, sabemos que o nosso sofrimento é peso de glória (II Co 4:17); enquanto o sistema cega e mata, somos a luz que se esforça pra tirar mais pessoas da escuridão; enquanto uns andam a passos largos pra morte, caminhamos para a vida eterna em Cristo Jesus.
Que o conhecimento do Deus Santo nos constranja a santidade e que nossa mente seja renovada por sua palavra. Que nossa luz brilhe mais e mais “para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. (Mt 5:16). Porque viver é estar fora do sistema!
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Texto de Isaque Pedro, mais um subversivo da UMP Guarabira. (Blog: Arte de Chocar)